F1 – Andy Cowell admite superioridade da UP Ferrari

Andy Cowell

O chefe de motores da Mercedes, Andy Cowell, admitiu que a UP da Ferrari ganhou uma vantagem sobre seus rivais em 2019, pelo menos em termos de potência instantânea, mais conhecido como torque.

A Mercedes começou a era dos motores híbridos da F1 em 2014 com grande vantagem, devido principalmente a arquitetura da UP projetada por Cowell, mas a Ferrari foi chegando e em 2017 equilibrou sua UP com a da Mercedes em termos de desempenho geral.

Em 2018 as duas rivais fizeram várias “inovações” na câmera de combustão usando aditivos misturados ao óleo explorando uma área cinzenta do regulamento. Hora os Prateados tinham mais potência, hora os Vermelhos dependendo de qual atualização cada uma estava. Mas a FIA acabou com a brincadeira ao determinar a quantidade de óleo que os carros podiam levar.

Então em, 2019 os Vermelhos encontraram alguma solução ainda não descoberta pelos adversários e nem pela FIA que tornou sua UP melhor que as outras, principalmente em relação ao torque na classificação e em algumas voltas durante a corrida, mais voltas inclusive do que as TPs adversárias conseguem andar em potência máxima.

Mas o pacote geral SF90-H da Ferrari sofreu este ano com a falta de downforce em algumas pistas em relação aos seus concorrentes Mercedes e Red Bull, uma fraqueza que impediu Charles Leclerc e Sebastian Vettel de ganhar corridas no primeiro semestre. Isso sem contar o GP do Bahrain, onde Leclerc ganharia, mas sua UP superaqueceu e no Canadá, onde Vettel efetivamente ganhou, mas teve sua vitória usurpada por uma punição absurda depois da corrida.

Note que tanto o Bahrain quanto no Canadá são “pistas de potência”.

No entanto, graças a mais ganhos de motor alcançados na segunda parte da temporada, não há dúvida de que a UP da Scuderia se tornou a melhor, disse Cowell.

UP Ferrari 2019

“Em termos de desempenho principalmente na classificação, a Ferrari este ano mostrou que o carro deles é melhor, mas você não ganha pontos no sábado, ganha pontos no domingo em termos de terminar a corrida”, afirmou o diretor da unidade HPP da Mercedes em Brixworth, falando em um podcast da Motorsport Magazine.

Questionado se a arquitetura específica da unidade de potência da Mercedes e seu potencial limitado de desenvolvimento foi uma desvantagem em relação à Ferrari, Cowell disse:

“Trabalhamos muito com a equipe de Brackley para garantir que a UP contribua para o desempenho geral do carro.”

“Não acho que a arquitetura esteja nos impedindo. Todos os anos, temos uma visão muito aberta da maneira como a UP deve ser projetada.”

“Muito disso é determinado pelo regulamento em termos de onde você pode colocar o turbocompressor – na frente, meio que dividido no bloco como nós o temos, ou na parte traseira da transmissão.”

“Normalmente, de uma perspectiva aerodinâmica, você deseja seguir a sombra do capacete do piloto e as estruturas de colisão em torno disso.”

“Se o desempenho da Ferrari se resume apenas à potência de arranque (torque), precisamos apenas trabalhar mais, precisamos encontrar mais torque principalmente nas voltas voadoras”.

Embora extrair mais potência e torque seja uma missão sem fim, Cowell destacou a importância de colocar na pista no domingo o melhor pacote geral possível.

“O que não devemos fazer é destruir o desempenho do carro no dia da corrida”, acrescentou.

“O pessoal da aerodinâmica e da dinâmica dos veículos fez um ótimo trabalho para garantir que o carro seja muito gentil com os pneus, que possa ser pilotado com força por várias voltas”.

“E o pacote total do carro em termos de confiabilidade também é um aspecto fundamental, assim como as táticas da corrida e a gestão dos pilotos”.

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AS - www.autoracing.com.br

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