F1 – A supremacia do motor Ferrari em Monza

Kimi Raikkonen e Lewis Hamilton

De acordo com o Motorsport italiano, as medições de fonometria realizadas por dois órgãos separados na classificação do GP da Itália, a unidade de potência atual da Ferrari tem um motor de 1.022 hp, 17 hp a mais do que o Mercedes fase 2.2.

Os dados também dizem que essa diferença foi medida em uma volta voadora, ou seja, quando os dois motores recorrem ao “botão mágico” com mapeamento máximo de classificação, aproximando-se do limite de confiabilidade.

O terceiro motor da temporada 2018 teria permitido que a Ferrari ultrapassasse bastante a unidade de potência Mercedes 2.2, ganhando uma supremacia que foi reconhecida pelos próprios adversários. No papel, portanto, a equipe de Maranello deve manter essa vantagem até o final da temporada, já que ambas as equipes e seus pilotos já estão no último motor permitido antes de começarem a tomar punições.

As medições não foram realizadas apenas em altas velocidades, mas também na saída da chicane, onde é possível apreciar outras características dos motores como as qualidades de aceleração, que distinguem as frequências do V6 Turbo de aqueles emitidos pelos motores elétricos. E mesmo os dados de GPS mantidos pelas equipes indicam uma clara prevalência da Ferrari, enquanto as Flechas de Prata conseguem manter boa aceleração nas curvas rápidas e de raio longo.

Como o Autoracing já havia antecipado aqui e aqui, a UP Ferrari atingiu uma excelente exploração do ERS (graças ao software), com uma amperagem da energia elétrica que é muito bem modulada e combinada com as qualidades do SF71H é capaz de proporcionar excelente tração, bem melhor que a da Mercedes, visto que os técnicos Brackley renunciaram em manter os cobertores elétricos nas rodas traseiras do W09, precisamente para evitar o superaquecimento dos pneus, quando a UP transfere potência de forma muito abrupta para a borracha da Pirelli.

Alguns chegaram a questionar o que a Ferrari está fazendo na exploração dos dois elementos distintos que compõem a bateria de sua UP, mas Mattia Binotto apresentou oficialmente o caso dizendo em Monza que a FIA fechou a investigação sobre esse tema.

Por outro lado, o Mercedes F1 M09 EQ Power + atualizado por Andy Cowell em Brixworth parece ter superado – com a Fase 2.2 – os problemas de confiabilidade que retardaram o W09 com a UP anterior, que certamente não era imune a perdas hidráulicas e superaquecimento.

É claro que o jogo será jogado na confiabilidade das unidades de potência, encontrando as rotações corretas entre os motores 3 e 2 nas próximas corridas, mas igualmente evidente será a contribuição que a Shell (Ferrari) e a Petronas (Mercedes) darão não só na análise dos óleos para verificar o desgaste dos materiais individuais do V6 útil para evitar a quebra, mas também com a nova gasolina.

Os últimos combustíveis são capazes, graças às inovadoras moléculas sintéticas, de melhorar ainda mais o desempenho, evitando as detonações prejudiciais (antecipadas) na câmara de combustão, de modo que a controvérsia sobre o lubrificante usado como aditivo de combustível parece ter sido definitivamente superado.

AS - www.autoracing.com.br

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