A revolução técnica da Ferrari – vídeo

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Motor Ferrari gerando energia elétrica

A SKY inglesa fez uma reportagem com o diretor técnico da Ferrari James Allison, para entender como Maranello conseguiu melhorar tanto o carro de um ano (2014) para o outro (2015).

A conclusão é que a Ferrari melhorou em quatro áreas chave.

Motor e sistemas híbridos – Era a parte mais preocupante de todas. Ano passado a unidade de potência e seu resfriamento foram muito prejudicados em favor da aerodinâmica. Os motores elétricos não eram capazes de gerar eletricidade vinda da turbina (MGU-H) nem perto do que o Mercedes conseguia. Por isso não conseguia carregar as baterias durante uma única volta. Mas um redesenho completo resolveu o problema. Hoje o MGU-H gera tanta eletricidade quanto a líder Mercedes, até porque Maranello contratou vários engenheiros que estavam na Mercedes até a metade do ano passado.

A Ferrari também desenvolveu o melhor sistema de resfriamento da Formula 1, o que lhes deu vantagem sobre a Mercedes no calor da Malásia. “Nosso carro tem um sistema de resfriamento muito bom e mesmo no calor da Malásia pudemos usar toda a performance. O carro da Mercedes na Malásia teve um pacote parecido com o da Austrália, mas com entradas de ar maiores, o que deve ter prejudicado um pouco o nível de downforce que eles normalmente tem,” explicou James Allison

A aerodinâmica da Ferrari também melhorou, mas os engenheiros no paddock ainda acham que é a segunda melhor depois da Mercedes.

Outro fator que melhorou demais o carro foi a nova suspensão traseira. No ano passado o carro era arisco demais e difícil de controlar nas saídas de curva, por isso a Ferrari trabalhou muito para fazer a barra de torção trabalhar junto com os amortecedores a fim de reduzir as derrapagens e poder incrementar o torque gerado pelas unidades híbridas e melhorar muito a tração. A nova suspensão – tanto traseira quanto dianteira – é a razão principal do carro gerenciar tão bem o desgaste dos pneus.

“A borracha (pneu) só tem boa performance quando está na temperatura certa. Se o asfalto está muito quente então o pneu sai da temperatura ideal e isto gera muita perda de aderência. Uma pequena diferença de temperatura nos pneus faz uma enorme diferença no tempo de volta. Uma das coisas boas no nosso carro é que ele provavelmente gera um pouco menos de calor nos pneus do que o carro da Mercedes,” continuou James Allison.

Por último, mas tão importante quanto, foi a melhora cinemática (estudo dos movimentos dos corpos sem a preocupação com suas causas – dinâmica) na dianteira do carro, que fez com que o chassi trabalhasse em sintonia com os pneus dianteiros, evitando superaquecimento e tornando a frente do carro muito mais precisa do que era. Raikkonen por exemplo, odiava a dianteira solta do carro de 2014, mas o trabalho feito no carro atual a tornou muito mais firme, inclusive com materiais mais rígidos que os usados anteriormente. Allison disse que a estrutura da suspensão dianteira é a mais rígida que eles puderam fazer.

Suspensão nova, melhor gerenciamento dos pneus, melhor resfriamento e mais potência são os pontos que trouxeram a Ferrari para muito perto da Mercedes.

AS - www.autoracing.com.br

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