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Batida

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  1. Rombo no governo Dilma será de R$ 534 bilhões 73,5% maior que do Lula Rombo no governo da presidente Dilma será de R$ 534 bilhões Deficit nominal nos quatro anos de mandato da petista será 73,5% maior do que o registrado na primeira gestão de Lula A administração Dilma Rousseff deixará uma marca nada agradável para um governante: entre 2011 e 2014, o rombo nas contas do setor público deverá totalizar R$ 534,6 bilhões, segundo as estimativas mais conservadoras do mercado e da equipe econômica. O buraco será maior do que os R$ 500 bilhões em investimentos prometidos pela presidente da República por meio das concessões de rodovias, ferrovias, portos e aeroportos, um claro sinal de descontrole das finanças federais. Para os especialistas, o próximo ano será tão complicado, com o deficit podendo chegar a 4% do Produto Interno Bruto (PIB), que o futuro comandante do Palácio do Planalto será obrigado a aumentar impostos para manter o país governável. Em relação ao primeiro mandato de Lula, quando houve deficit nominal (que inclui os juros da dívida pública) de R$ 308,1 bilhões, o rombo do governo Dilma será 73,5% maior. Na comparação com os últimos quatro anos do petista, nos quais faltaram R$ 336,3 bilhões para o fechamento das contas, o salto foi 59%. Não à toa, o Brasil está sob total descrença entre os investidores e pode ser rebaixado pelas agências de classificação de risco, fato que, se confirmado, elevará o custo dos empréstimos que as empresas fazem no exterior para incrementar negócios no país. No primeiro ano de mandato, as contas de Dilma ficaram R$ 108 bilhões no vermelho. Em 2012, houve estabilidade, com deficit de R$ 109 bilhões. Neste ano, as projeções apontam para um buraco mínimo de R$ 150 bilhões, correspondente a 3% do PIB. Para 2014, ano de eleições, as estimativas apontam para rombo de R$ 167,7 bilhões, o equivalente a 3,2% do PIB. Os mais pessimistas, como o ex-ministro da Fazenda Delfim Netto, falam em deficit nominal de até 4% do Produto ou R$ 210 bilhões. http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/economia/2013/11/09/internas_economia,397967/rombo-no-governo-da-presidente-dilma-sera-de-r-534-bilhoes.shtml
  2. Em 2011, a dívida pública federal havia registrado o crescimento de 10%, ou R$ 172 bilhões, para R$ 1,86 trilhão. Em 2010, a dívida pública federal havia registrado o crescimento de 13,15%, ou R$ 197 bilhões, para R$ 1,69 trilhão. 25/11/2013 Dívida pública federal passa de R$ 2 trilhões em outubro de 2013 e bate recorde A Dívida Pública Federal (DPF) subiu 1,69% em outubro ante setembro e fechou o mês em R$ 2,022 trilhões. Foi o maior valor da série histórica iniciada em 2006, informou o Tesouro Nacional nesta segunda-feira (25). É a primeira vez que o montante passa de R$ 2 trilhões desde dezembro do ano passado. A dívida pública mobiliária --em títulos públicos-- interna subiu 1,91%, passando de R$ 1,897 trilhão em setembro para R$ 1,933 trilhão em outubro. Isso ocorreu porque, no mês passado, o Tesouro emitiu R$ 18,62 bilhões em títulos a mais do que resgatou. Além disso, reconheceu R$ 17,53 bilhões em juros. O reconhecimento ocorre porque a correção que o Tesouro se compromete a pagar aos investidores é incorporada gradualmente ao valor devido. A DPF inclui débitos externos e internos. A dívida pública mobiliária interna refere-se a débitos no país. A dívida de um governo ocorre por meio de contratos ou venda de títulos. Em qualquer caso, é contraída para obter dinheiro para obras ou para pagar outras dívidas. A dívida interna representa o total de títulos públicos que o governo federal vendeu aos investidores dentro do Brasil. Não inclui nem a dívida externa nem empréstimos feitos por Estados, municípios e empresas estatais. A Dívida Pública Federal só não subiu mais por causa da dívida pública externa, que caiu 2,73%, de R$ 88,85 bilhões em setembro para R$ 79,68 bilhões em outubro. O principal fator para essa variação foi a queda de 1,23% do dólar no mês passado. De acordo com o Plano Anual de Financiamento (PAF), divulgado em março, a tendência é que o estoque da Dívida Pública Federal encerre o ano entre R$ 2,1 trilhões e R$ 2,24 trilhões. As emissões de títulos públicos para o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e para a Caixa Econômica Federal foram o principal fator para a alta da dívida pública federal no acumulado do ano. Os papéis reforçam o capital das instituições financeiras e permitem que os bancos emprestem mais. Desde julho, o Tesouro também passou a emitir títulos públicos para financiar o desconto médio de 20% nas tarifas de energia. O dinheiro vai para a Conta de Desenvolvimento Energético (CDE). http://economia.uol.com.br/noticias/redacao/2013/11/25/divida-publica-federal-passa-de-r-2-tri-em-outubro-e-bate-recorde.htm Orçamento Geral da União 2010 --- Valor Total Pago --- R$ 1,38 TRILHÕES
  3. PT censura dados negativos sobre o governo feitos pelo IBGE É comum que em regimes de exceção o governo manipule dados oficiais para tentar legitimar-se no poder e não perder apoio popular. Numa democracia, esse tipo de atitude é condenável. Mas foi exatamente isso que o governo federal decidiu fazer. Levando ao pé da letra aquela máxima do ex-ministro de FHC, Rubens Ricupero, de que “o que é bom a gente mostra, e o que é ruim a gente esconde”, o governo impediu que o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgasse este ano o resultado da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua). Este é um estudo novo desenvolvido com amostragem e abrangência diferentes da tradicional Pesquisa Mensal de Emprego (PME) com a qual o IBGE avalia a situação do mercado de trabalho no País. Ao não divulgar o levantamento, o objetivo do governo foi o de evitar que se desse conhecimento à população que o desemprego em 2013, nessa nova pesquisa, chegou a 7,1% na média nacional, que o Nordeste registra índice de 9,5%, quase o dobro do do Sul, e que 20% dos jovens nordestinos aptos para o mercado não têm ocupação. A divulgação dos dados agora poderia ser usada para contrapor-se ao patamar de 5% de desemprego ostentado pelo governo Dilma com base no PME, seu estudo tradicional. O PNAD considerou uma amostra de 211 domicílios de 3,5 mil municípios. É, portanto, muito mais abrangente do que a pesquisa que vem sendo divulgada pelo governo, baseada em cálculos de seis regiões e não no Brasil inteiro. Apesar dessa inequívoca constatação, orientados pelo Planalto, parlamentares de base de apoio ao governo no Congresso passaram a questionar a nova metodologia. Antes mesmo de conhecidos os números da pesquisa, a ex-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, que hoje lidera a tropa de choque do governo no Senado, encaminhou requerimento à ministra do Planejamento, Miriam Belchior, propondo discutir a nova sistemática do IBGE “com os senadores e governos estaduais, inclusive com os próximos governos eleitos”. O requerimento ao Planejamento foi a senha para que a presidente do IBGE, Wasmália Socorro Barata Bivar, suspendesse a divulgação da PNAD e decidisse criar um grupo de trabalho para rever a metodologia. Bivar só não esperava a forte reação dos técnicos, que ficaram indignados com a ingerência política. Em meio à polêmica, a diretora de Pesquisa, Márcia Quinstlr, e a coordenadora da Escola Nacional de Estatísticas, Denise Britz, pediram exoneração de seus cargos. Outros coordenadores ameaçam segui-las e 45 técnicos também se manifestaram por meio de um abaixo-assinado, prometendo cruzar os braços caso a pesquisa não seja divulgada. “Instalou-se no IBGE um clima geral de indignação e estranhamento”, acusou o sindicato nacional dos funcionários do instituto, ASSIBGE. Na quarta-feira 16, cerca de 200 servidores se reuniram para protestar em frente à sede da Diretoria de Pesquisas do órgão, no número 500 da Avenida Chile, no centro do Rio. “O IBGE não pode submeter a metodologia de uma pesquisa que já está em campo à vontade de políticos atuais ou de candidatos”, bradava ao microfone o técnico Antônio Ângelo. Ele reclamou que a decisão de suspender a divulgação da PNAD sequer foi levada a conhecimento prévio do corpo técnico. Diretora da ASSIBGE, Ana Magni reclamou da tutela partidária num órgão reconhecido pelo rigor científico. “Nosso trabalho é rigorosamente construído a partir de conceitos científicos e padrões técnicos e não pode ser adaptado a qualquer mudança legislativa ou política, que muitas vezes envolve interesses particulares ou específicos”, afirmou. Suzana Lage Drumond, também da ASSIBGE, concorda. “Agora é a PNAD Contínua, amanhã é outro projeto. A autonomia do IBGE está em primeiro lugar e não vamos abrir mão disso”, disse. Para Suzana, há uma clara tentativa de subjugar o órgão aos interesses dos governantes de plantão, uma estratégia que passa pelo sucateamento do IBGE, com cortes orçamentários e a terceirização da mão de obra, em vez da realização de concursos públicos. O quadro de funcionários é antigo e 70% devem se aposentar até 2015. A ASSIBGE compara a situação atual com o que ocorreu na Argentina, em 2007, quando o então presidente Nestor Kirchner, insatisfeito com o alto índice de inflação, determinou intervenção no Instituto Nacional de Estatísticas e Preços (Indec), o IBGE de lá. Na última semana, a presidente do órgão empreendeu uma ginástica verbal para rejeitar a tese de interferência política. Sem conseguir se explicar com clareza, ela acabou atribuindo a suspensão da divulgação dos resultados a um mero “equívoco” na interpretação sobre o prazo para a entrega dos dados de renda domiciliar. Em texto publicado na internet, a Executiva da ASSIBGE deu outra versão. “Foram 14 edições do Fórum SIPD (Sistema de Pesquisas Domiciliares) e dezenas de eventos nacionais e internacionais que contaram com representações governamentais, institutos de pesquisa, universidades e ampla participação da sociedade em geral nesta formulação”, acrescenta. Alçada ao cargo por Dilma em 2011 como primeira mulher a comandar o IBGE, Wasmália Bivar provém dos quadros do próprio instituto, assim como seu antecessor, Eduardo Pereira Nunes. Como técnicos, deveriam primar pela manutenção da independência de um órgão que se tornou referência nacional e internacional desde sua fundação em 1938. Mas, ao longo de sua história, o IBGE já foi alvo de ataques semelhantes. Na década de 1970, o instituto mostrou que o chamado “Milagre Econômico” da ditadura não se refletiu em distribuição de renda. É conhecido o episódio em que o então ministro da Fazenda Delfim Neto tentou forçar a FGV a manter o índice de inflação em 15%, enquanto o IBGE cravava uma taxa de 26%. No início da década de 1990, o ex-presidente Fernando Collor, insatisfeito com os resultados desfavoráveis disseminados pelo IBGE, tentou esvaziar o instituto, ao deixar de contratar os 180 mil temporários para a realização do Censo. Em vão. Desde então, o IBGE se autoproclamou a “ilha de resistência” às tentações da “direita pelega” em manipular as estatísticas. Passou a atuar sob influência do chamado “núcleo de economistas” do PT, que aos poucos galgaram a postos de comando, sobretudo depois da chegada de Lula ao poder. Infelizmente, o que se vê agora é a negação desse passado. http://www.istoe.com.br/reportagens/358051_IBGE+SOB+ATAQUE?pathImagens&path&actualArea=internalPage A farsa da redução da pobreza no Brasil Não é nada confortável, no século XXI, estarmos a fazer críticas às ações equivocadas e omissões propositais, desta vez levadas a cabo por aqueles que, durante 20 anos, se disseram a força política que poderia mudar o Brasil, mudar o curso das coisas e inaugurar outra era na política brasileira. Uma era de mais ética e com combate à acumulação de capital pelos mais ricos, à custa do empobrecimento geral da nação, além de combate à rapinagem econômica internacional. Traíram esta agenda, ainda se tornando aliados dos quadros da direita que combatemos há décadas, mas agora ilustres apaniguados desta nova aristocracia política, inaugurada nacionalmente com a eleição de Lulla e reeleita com Dillma e penduricalhos. Assim, na perspectiva de elucidar este complexo e pobre momento político brasileiro, a mim cabe tentar a lucidez política, mas também as análises, como fiz no artigo "Aumento de Salário, sofisticação da renda e qualificação do consumo" e farei agora sobre esta falácia da "diminuição recorde da pobreza extrema no Brasil". Começamos por esclarecer que a faixa de corte que determina quem é "extremamente pobre" é totalmente arbitrária, nos seus R$ 70 por mês (= R$ 2,3 ao dia). O número é tão arbitrário que sequer respeita o valor marco de R$120,00 / mês (R$ 4,00 ao dia), que é o corte para o recebimento do Bolsa Família. Dizem que o índice é da ONU, o que só mostra a incongruência destes números, devido à flutuação do poder de compra do dólar, entre os países. Mas mesmo sobre a pobreza extrema do governo, temos uma conta que não chega. O último relatório do IPEA nos mostra que temos 15 milhões de brasileiros nesta situação (R$ 2,3 ao dia). Ora! Lulla e sua troupe de malabaristas de números contestavam a cifra de 50 milhões de brasileiros na faixa de miséria, que usaram para se elegerem contra Serra (pois perderam duas vezes para FHC). No primeiro dia de mandato, começaram imediatamente a adotar o número dos tucanos que, se me lembro bem, era de 32 milhões de brasileiros na faixa de "até" R$ 2,3 ao dia. Agora nos dizem que temos 15 milhões de "pobres extremos", obrigando-me a concluir que o que se fez de mais profundo no Combate à Miséria foi colocar 17 milhões de Brasileiros sem nada, ou quase nada, na faixa da iniqüidade econômica de, repito, "até" R$ 2,3 ao dia. Dizendo-se que se sai desta situação extremosa quem recebe esta "merreca", ainda mais desobrigando-se, o governo, de gastar com estruturas de acolhimento e promoção social - como não pagar a pinga e dizer que não comeu a coxinha de galinha. E com o presidente Lulla a propalar, mais de uma vez e em convescote de bacanas, que "os banqueiros lucraram mais comigo do que em qualquer outro governo anterior ao meu" (se vangloriando disso). Sendo que isso representa cerca de mil vezes mais do que foi gasto com estes 17 milhões de brasileiros, que dizem ter "tirado da miséria extrema" com, repito, iníquos R$ 2,3 ao dia. Mas tratemos dos miseráveis, não daqueles de caráter, mas de dinheiro. Dando de "lambuja" os números de Lulla e FHC, aqueles 32 milhões em 2002 de "miseráveis extremos", contra os 50 milhões do falecido, e esquecido, Betinho (duvido que hoje ele estaria em apoio a isso aí, que o IBASE apóia, mesmo criticamente...). Podemos, seguindo então a linha do governo, por exemplo, classificar não como miseráveis extremos, mas sim miseráveis, aqueles que ganham de R$ 70 a R$120 por mês. Estes têm entre os R$ 2,3 e R$ 4,0 ao dia e, portanto, além de comerem menos de 1000 calorias / dia (o mínimo aceitável é de 2 mil calorias), não têm onde morar, o que vestir nem como se transportar. É sabido que a estrutura social de acolhimento dos Sem Teto neste país de Lulla e Dillma, tal como foi no de Collor e FHC, é deficitária, ano a ano, em relação aos que passam a necessitar de amparo social. Afirmo, sem medo de errar, que nesta faixa dos "até R$ 120 / mês" temos cerca de 40 milhões de brasileiros (quem viaja o Brasil, como eu, sabe que esta é uma faixa provável). Colaborando com a elucidação sobre os dados do próprio IPEA, rumamos para a faixa dos que recebem entre R$120 e R$ 250. Alerto que considero, assim como o governo, TODOS os brasileiros, inclusive crianças, que "repartem o salário de seus pais, para a conta per capita". Assim, temos perto de outros 40 milhões de brasileiros nesta faixa de R$ 4,00 a pouco mais de R$ 8,00 ao dia, que podemos considerar apenas miseráveis, sem adjetivos. Vejam bem o que seria de suas vidas se cada um que lê este artigo tivesse este dinheiro por dia, mesmo excluindo tudo aquilo que não faz parte da sobrevivência física imediata. De posse então da análise da vida econômica de cerca de 100 milhões de brasileiros, passemos adiante. Agora analisaremos a faixa que vai de R$ 250 a R$ 545 ao mês (de pouco mais de R$ 8 a cerca de R$ 16 ao dia). Estes, a ex-esquerda Corporation chama de pobres, assim, sem adjetivos. Uma singeleza... Estes somam cerca de 40 milhões de brasileiros, ou algo muito próximo a isso. Assim, no país pós-Lulla e de Dillma, 140 milhões de brasileiros estão na faixa de ATÉ R$545 ao mês, divididos equanimente nas três faixas descritas acima. Apenas, diferentemente do pessoal que nos governa, eu as nomeio Indigência Sócio-Econômica, Iniqüidade Econômica e Pobreza Extrema, respectivamente. Agora, vamos nos ocupar daqueles que o governo considera de "classe média", por receberem de 1 a 4 salários mínimos por mês, isto é, cerca de R$ 16 a R$ 64 ao dia, mostrando-nos que "não se faz mais classe média como antigamente". Uma classe média sem poupança e com 25% de inadimplência ao farto crédito com juros escorchantes embutidos. Além de gastarem parte dos seus parcos proventos em planos de saúde, transporte e educação. Aí estão mais cerca de 30 milhões de brasileiros. Passemos agora um pouco mais para cima da tal Pirâmide Econômica. Estamos na faixa dos 4 a 10 salários mínimos, que antes eram chamados de classe média remediada, mas agora têm a alcunha de classe média alta, quase ricos. Estes existem na razão de cerca de 15 milhões de brasileiros, ou alguém aí vai contestar? Estes, se não têm problemas agudos, sabem que, no dia em que se aposentarem, vão perceber no máximo 3 salários mínimos de referência, do INSS, pelo qual descontaram pelo máximo e dificilmente acumularão bens e rendimentos. Assim, temos cerca de 175 milhões de brasileiros que recebem de quase nada a algo em torno de 10 salários mínimos, em proporção inversamente proporcional ao aumento dos ganhos. Podemos ainda colocar cerca de 10 milhões que recebem de 10 a 20 salários mínimos (R$ 5545 a R$ 11090), somando então 190 milhões de brasileiros nestas faixas todas, sendo que, acima de R$1300 ao mês inicia-se o desconto progressivo do imposto de renda, de 7,5% a 27,5%. Estes, do parágrafo acima e do anterior, eram considerados a classe média de antigamente. Os tempos mudaram e os governantes também... Mas a porcaria só fede cada vez mais. Assim, sobram os despreocupados que recebem mais de R$ 12 mil por mês (*) e o Eike "X" Batista que parece ser, sozinho, uma classe econômica... -ESTES PERFAZEM NO MÁXIMO 5 MILHÕES DE PESSOAS, SE TANTO. Estes, senhores e senhoras que conhecem aritmética básica (coisa que os do governo parecem não saber), é o resultado de oito anos e meio em que se mantém a transferência de renda anual para os ricos, de cerca de R$ 300 bilhões – segundo os dados do PNUD avalizados pelo IPEA. Dez vezes mais do que para os pobres, fora o caixa dois e o Pré Sal, transformando esta safadeza no "maior feito social de todos os tempos". Desconsideram que os empregos na indústria claudicam, que nosso parque industrial idem, que a exoneração de nossas riquezas naturais é algo avassalador, à custa da alienação popular. Podem enganar muitos por muito tempo. Mas não a todos o tempo todo...
  4. 09/04/2014 Morre idoso que recebeu atendimento em chão de hospital em Teresina Idoso deu entrada no HUT com quadro de insuficiência respiratória. Imagens do homem sendo atendido no chão foram parar nas redes sociais. http://g1.globo.com/pi/piaui/noticia/2014/04/paciente-que-recebeu-atendimento-em-chao-de-hospital-morre-em-teresina-no-pi.html
  5. Lideres do regime comunista do Camboja estão sendo julgados por genocídio http://www.autoracing.com.br/forum/index.php?showtopic=49603 Caveiras expostas em um dos inúmeros centros de extermínio Caveiras expostas na prisão S-21
  6. Wars and Atrocities in the First Quarter of the Twentieth Century (1900 – 1925) Wars and Atrocities in the Second Quarter of the Twentieth Century (1925 – 1950) Wars and Atrocities in the Third Quarter of the Twentieth Century (1950 – 1975) Wars and Atrocities in the Fourth Quarter of the Twentieth Century (1975 – 2000)
  7. Para que o mundo jamais esqueça as atrocidades cometidas no século XX http://www.autoracing.com.br/forum/index.php?showtopic=49630 Civis e Militares Mortos em Guerras e Genocídios no Século XX
  8. Entenda por que o mundo não impediu o genocídio de Ruanda Em 100 dias, 800 mil pessoas morreram no país africano. Caso é exemplo de omissão de potências internacionais. Fevereiro de 2004 - Crânios de vítimas do genocídio são expostos no memorial da igreja de Ntarama, em Ruanda Veja imagens históricas do massacre de Ruanda http://g1.globo.com/mundo/fotos/2014/04/veja-imagens-historicas-do-massacre-de-ruanda.html#F1162424 As mortes de ruandeses da etnia tutsi pela maioria hutu começaram antes de 1994, quando ocorreu o genocídio que deixou 800 mil mortos em 100 dias no país. Desde 1990, agências humanitárias e a ONU vinham documentando matanças isoladas e a deterioração da situação no país. Quando o genocídio efetivamente começou, as lideranças políticas foram também avisadas. Então por que, dias depois da retirada de estrangeiros, a ONU não aprovou uma intervenção militar? Por que, ao invés disso, diminuiu o número das forças de paz? Há muitas respostas para a questão da omissão das potências no caso de Ruanda (veja abaixo a cronologia dos eventos em Ruanda e no mundo). De fato, houve pedidos posteriores de desculpa de governos, como o americano, que tentaram se redimir com uma boa ajuda para a reconstrução. Segundo a historiadora Cíntia Ribeiro, que pesquisou o tema no mestrado, Ruanda não despertava o mesmo interesse nas grandes potências que a Bósnia, em guerra na época. "A Bósnia, por se tratar de uma região que é importante para a Europa, teve muito mais preocupação das grandes potências do que Ruanda, um país pequeno no centro da África, que não tem nenhum recurso mineral, nenhum interesse econômico, não é nem zona de influência." Outro fator, segundo ela, foi o fracasso de uma intervenção militar americana pouco tempo antes na Somália. "Eles tentaram uma intervenção [na Somália], mas entram no país sem um conhecimento profundo do que acontece, muito por conta de uma certa arrogância militar. [...] Eles tinham a ideia de que aquilo ia durar três meses, iam sair de lá com uma vitória completa. Um filme que retrata bem isso é 'Falcão negro em perigo'. Eles foram fazer uma operação no centro da capital e um dos helicópteros caiu. O episódio foi televisionado e a comunidade americana ficou chocada. Tudo caiu em cima do [ex-presidente Bill] Clinton. Logo depois disso ficou decidido que eles só interviriam se houvesse extremo interesse, porque ficar fazendo missão de paz só pela questão de direitos humanos não interessava, porque a vida de um soldado americano é muito mais importante. Então quando eles entram no Oriente Médio, por exemplo, é porque existe um interesse efetivo lá, é legitimada a morte de um soldado, ainda que cause grande problemática", disse a historiadora cuja dissertação “O genocídio de Ruanda e a dinâmica da omissão estadunidense” analisa a resposta americana no país africano. Nigel Eltringham, professor de antropologia da Universidade de Sussex, no Reino Unido, também cita o fracasso da investida americana na Somália no ano anterior como um dos fatores. "Os americanos ficaram chocados com o que aconteceu em Mogadishu e o governo achou que não havia apoio da opinião pública para uma intervenção, então não apoiou o chamado de outras nações para intervir." Segundo Eltringham, outro fator foi "uma completa falta de entendimento de que o genocídio era um ataque planejado aos tutsis (e hutus moderados) com um objetivo político claro (a manutenção do poder). Em vez de mostrar essa realidade, a imprensa reportou que o conflito era 'tribal' com 'raízes de ódio'. Ao despolitizar o conflito, a mídia deu a impressão de que era um confronto que não poderia ser resolvido, o que era incorreto." http://g1.globo.com/mundo/noticia/2014/04/entenda-por-que-o-mundo-nao-impediu-o-genocidio-de-ruanda.html Sob a sombra da repressão, Ruanda se reconstrói 20 anos após genocídio País fez julgamentos e reduziu pobreza, mas ainda tem pouca liberdade. Genocídio contra etnia tutsi deixou ao menos 800 mil mortos em 100 dias. Era 1994, o Brasil chorava a morte de Ayrton Senna, a África do Sul elegia seu primeiro presidente negro no pós-apartheid, o Reino Unido e a França inauguravam o Eurotúnel e a Otan fazia o primeiro ataque contra aviões sérvios durante a guerra da Bósnia. No mesmo ano, em 100 dias, de abril a junho, 800 mil pessoas morriam assassinadas em Ruanda. O genocídio, termo adotado após muito debate nos comitês da ONU, foi um dos episódios mais sangrentos da segunda metade do século XX, e afetou quase um terço da população do pequeno país do centro da África. A matança de tutsis, etnia minoritária de Ruanda, começou a ser organizada poucos anos antes pelo governo de maioria hutu. O estopim foi a morte do presidente Juvenal Habyarimana, que teve seu avião alvejado, num crime até hoje não resolvido. Sem o presidente, os radicais do governo se apropriaram da administração e eliminaram opositores. A extinção tutsi virou política de Estado, campanha promovida com incentivos e ameaças e enfatizada em discursos na rádio e na TV. "Basicamente, o genocídio foi causado por um desejo de elites em manter o poder e uma população aberta à manipulação por causa da pobreza crônica", explicou ao G1 Nigel Eltringham, professor de antropologia da Universidade de Sussex, no Reino Unido. O genocídio não apenas matou entre 800 mil e 1 milhão de pessoas (nas estatísticas do governo), como acabou com toda a já precária estrutura do país. Vinte anos depois, no entanto, Ruanda exibe estatísticas surpreendentes: redução da pobreza de 59% em 2001 para 44,9% em 2011, um crescimento econômico de 8% ao ano, PIB per capita de US$ 1,5 mil (contra US$ 575 em 1995), 95% de taxa de matrícula no ensino primário e taxa de alfabetização de 71%. Segundo o relatório 'Fazendo Negócio' do Banco Mundial de 2013, o país aparece em 52º dos 185 países mais fáceis para fazer negócio e em 8º no ranking de melhores nações para se começar um negócio. Tudos esses ótimos indicadores foram conquistados com pouca liberdade de expressão e repressão política do atual governo. Outra crítica é a falta de julgamento de crimes cometidos pela guerrilha tutsi que terminou com o genocídio. Organizações internacionais também apontam o envolvimento da atual administração no conflito da vizinha República Democrática do Congo. Apesar de viver sob um governo quase autocrático, os ruandeses devem ver, em pouco tempo, seu país ficar independente da ajuda internacional - responsável por 86% do orçamento do país em 2001, hoje o envio estrangeiro chega a 40%. O dinheiro das doações foi a base para a reconstrução do país. Um mundo envergonhado pela omissão e falta de atitude deu boas gorjetas à nação devastada. Assim que o genocídio acabou e que as cifras de mortos foram estampadas, as potências tentaram compensar seu silêncio com uma boa verba para reconstrução. Mas a verdade é que a inação da comunidade internacional fez com que Ruanda ficasse marcada como um vergonhoso exemplo de indiferença e abandono das potências mundiais. Poucos dias depois do início da matança, uma tropa bem treinada de franceses, belgas e italianos correu para retirar os estrangeiros do país. Enquanto Ruanda recolhia corpos nas ruas, o mundo debatia na ONU se a palavra genocídio era mesmo a mais apropriada para classificar a situação - e retirava tropas de paz. Em maio, um mês depois do estopim do massacre, os ruandeses estavam sozinhos em seu campo de luta. O registro do massacre foi feito em sua maioria pelas organizações humanitárias, que trabalhavam na região já antes do genocídio - e alertaram exaustivamente para a tragédia que se anunciava diante dos seus olhos. "O fracasso das potências foi muito chocante e vergonhoso. E quando começou o massacre, todos viam e sabiam. Não foi só que não houve resposta, mas a ONU tirou muitas das tropas no meio do genocídio", contou em entrevista ao G1 Carina Tertsakian, pesquisadora sênior da organização Human Rights Watch. Antes, todos eram um O ódio sectário não é um evento centenário em Ruanda. Pelo contrário. Antigamente, tutsis e hutus eram o mesmo povo, que dividia a mesma terra, acreditava nos mesmos deuses e falava a mesma língua kinyarwanda - mantida como uma das três oficiais do país atualmente. A divisão começou a existir pela forma de contar a riqueza: tutsis eram criadores de gado, tinham poder político e econômico, e hutus eram a maioria agricultora. Com a maioria se casava dentro do grupo social em que foi criado, começou a haver uma semelhança física entre os indivíduos de cada grupo. Essas diferenças existiam de maneira sutil quando os europeus chegaram em Ruanda, na virada do século XX e foram enfatizadas na colonização alemã e belga. Para os colonizadores, os tutsis eram uma "raça superior" por já pertencerem a uma elite, terem traços finos, serem altos e mais magros. Os belgas passaram a exigir inclusive um cadastro de acordo com a etnia e uma carteira de identidade que informava o grupo do cidadão. Tudo isso acirrou as diferenças, e depois da independência do país, em 1959, os hutus derrubaram o rei tutsi, implantaram uma república e expulsaram e mataram tutsis. Na década de 1960, os tutsis exilados nos países vizinhos somavam 600 mil pessoas. Nos anos 1980, alguns se organizaram na Frente Patriótica Ruandesa, um grupo paramilitar que depois pôs fim ao genocídio. Machetes e facas Quando o avião do presidente caiu matando ele e o líder do vizinho Burundi, os organizadores do genocídio começaram a pôr em prática a eliminação de tutsis e de opositores à ideia do genocídio. "Matança era conhecida como 'trabalho' e, machetes e armas de fogo eram descritos como 'ferramentas'", diz um relatório publicado pela ONG Human Rights Watch sobre o massacre. Segundo o texto, ao se apropriar das hierarquias militares e dos sistemas administrativos e políticos, os líderes do genocídio puderam exterminar os tutsis em uma "velocidade impressionante e inimaginável". O governo interino teve ampla ajuda francesa para implantar seu massacre - a França inclusive ajudou a tirar do país membros da família do presidente morto. Os funcionários do regime recebiam instruções para levar grupos de tutsis a locais de execução, distribuir "ferramentas" para o "trabalho", confiscar terras e organizar covas para os corpos. As milícias que atacavam eram enviadas a diferentes partes do país. No final de abril, as autoridades anunciaram uma campanha de "pacificação", que na verdade nada mais era do que um grande controle sobre as mortes - e uma mudança na estratégia de matanças em larga escala para pedir que os tutsis fossem trazidos para investigação e matá-los um a um. Na metade de maio, a última fase do massacre foi posta em prática, com a perseguição dos tutsis que sobreviveram. Milhares fugiram, gerando um enorme fluxo de refugiados nos países vizinhos. As mulheres eram geralmente estupradas e mutiladas antes de serem mortas. Com quase nenhuma ajuda internacional, a Frente Patriótica Ruandesa (FPR) começou a ganhar batalhas a partir de maio. Antes de 1994, a guerrilha tutsi formada no exílio já representava uma ameaça ao governo hutu, mas foi com a morte do presidente - crime geralmente atribuído a eles - que o grupo avançou para a luta armada. No começo de julho, a Frente tomou a capital e derrubou o governo. Um governo de união foi criado. Em 2000, o atual presidente Paul Kagame, um ex-comandante da FPR, assumiu o poder. Julgamentos fast-food Acabou o genocídio e Ruanda estava devastada. "Quebrados em todos os sentidos da palavra. Não havia nenhuma infraestrutura, nada funcionava. E as pessoas estavam devastadas, traumatizadas, feridas, não tinham esperança. Eles tiveram que fazer tudo. Começaram com estabilidade e segurança. E isso significava ajudar as pessoas a ter confiança nelas mesmas", disse ao G1 Patricia Crisafulli, autora do livro "Ruanda Inc.", que conta (de maneira muito otimista) a volta por cima que Ruanda deu. Uma das maiores dificuldades do novo governo era julgar quem cometeu os crimes. O enorme número de acusados inviabilizava o procedimento nas cortes comuns - e superlotou as prisões. Segundo a ONG Human Rights Watch, em 1998, o país tinha 130 mil prisioneiros, mas apenas 1.292 haviam sido julgados. Para superar isso, o governo decidiu espalhar tribunais informais por todo o país. As chamadas gacaca - nome de um sistema tribal de resolução de disputas - tinham como objetivo não apenas promover a justiça dos milhares de casos de mortes, mas também fortalecer a reconciliação e revelar a verdade sobre o genocídio. Funcionava assim: os juízes eram, geralmente, pessoas sem treinamento eleitas pelo povo que aprendiam a realizar um julgamento aberto com a comunidade local, que deveria falar abertamente sobre os casos. As gacacas começaram em 2005 e julgaram quase 2 milhões de casos até seu encerramento, em 2012. O legado foi de sentimentos contraditórios: muitos tribunais resultaram em resultados injustos, as vítimas não receberam indenização do Estado e não se resolveu completamente a desconfiança entre tutsis e hutus. Mas as gacacas também foram uma importante ferramenta que ajudou a Corte a analisar os milhares de casos, deu a oportunidade aos sobreviventes de saber o que aconteceu com seus parentes e ajudou alguns a conseguir continuar a vida de forma pacífica com os vizinhos hutus. Além das gacacas, ao menos 10 mil pessoas foram julgadas em tribunais comuns. Ter julgado seus criminosos - e alguns foram até a Cortes Criminais Internacionais - ajudou muito Ruanda a se reerguer. "O revanchismo tinha tudo para se instalar, mas os ruandeses não recorreram ao erro de continuar a se autodestruírem em nome da supremacia de uma 'raça' cuja existência não é real, e sim um conceito moldado para facilitar o controle dos colonizadores belgas", disse a internacionalista brasileira Heliatrice Marques, que trabalhou como voluntária no país em 2012. "Hoje, o país vive um considerável crescimento econômico, goza de certa estabilidade política e vê suas crianças sobreviventes do genocídio se tornando adultos capazes de tomar seu futuro em suas próprias mãos." http://g1.globo.com/mundo/noticia/2014/04/sob-sombra-da-repressao-ruanda-se-reconstroi-20-anos-apos-genocidio.html
  9. Brasil é o 11º país mais inseguro do mundo no Índice de Progresso Social (IPS) http://g1.globo.com/mundo/noticia/2014/04/brasil-e-o-11-pais-mais-inseguro-do-mundo-no-indice-de-progresso-social.html Brasil fica em 46° lugar em novo índice que mede a qualidade de vida (Índice de Progresso Social - IPS) O Brasil ficou em 46° lugar entre 132 países em um ranking que mediu o Índice de Progresso Social (IPS) – um novo indicador global que avalia mais de 50 parâmetros que compõem a qualidade de vida dos cidadãos, como saúde, moradia, segurança pessoal, acesso à informação e à educação, saneamento básico, sustentabilidade e tolerância a diferenças. O Brasil somou 69,97 pontos na média geral, em uma escala de 0 a 100 pontos. A Nova Zelândia aparece em primeiro lugar, com 88,24 pontos, seguida por Suíça, Islândia, Holanda, Noruega e Suécia. Dos dez primeiros colocados, sete são da Europa – os outros dois são Canadá e Austrália. O último colocado foi o Chade, país da África, com 32,60 pontos. Segundo esse novo índice, o Brasil ficou mais bem colocado que outras nações com Produto Interno Bruto (PIB) semelhante. O país foi também o primeiro entre os Brics – grupo de potências emergentes da economia global, formado por Brasil, Rússia (80° lugar), Índia (102°), China (90°) e África do Sul (69°). O país se saiu melhor especialmente nos itens "liberdade e escolha pessoal" (foi o 27° no mundo), "tolerância e respeito" (33°) e "acesso ao conhecimento básico" (38°). Já no parâmetro "segurança pessoal", o Brasil ficou na 122ª colocação e, em "acesso à educação", na 76ª – desempenho baixo em comparação a países com PIB per capita (por pessoa) parecido.
  10. O primeiro laser de raios X do mundo não é só mais um laser, é o melhor de todos. Com um feixe de tão alta qualidade, a máquina é capaz de determinar a estrutura atômica de materiais com um nível de precisão sem precedentes. Isto será útil em campos tão diversos quanto a descoberta de novos medicamentos, a engenharia de materiais e até a arqueologia. De remédios à arqueologia Pesquisadores analisaram os primeiros resultados do LCLS (Linac Coherent Light Source), uma fonte de raios X recém-inaugurada na Universidade de Stanford, nos Estados Unidos. Eles mediram a coerência do laser - o grau em que as ondas de luz são sincronizadas - e descobriram que o LCLS produz a mais coerente radiação de raios X já medida. Com um feixe de tão alta qualidade, a máquina é capaz de determinar a estrutura atômica de materiais com um nível de precisão sem precedentes. Isto será útil em campos tão diversos quanto a descoberta de novos medicamentos, a engenharia de materiais e até a arqueologia. Laser de raios X Desde a invenção do maser, em 1957 - o antecessor de micro-ondas do raio laser de luz visível - cientistas têm desenvolvido lasers com comprimentos de onda cada vez mais curtos, aplicando-os a uma crescente variedade de propósitos. Mas fazer lasers com comprimentos de onda muito curtos é um desafio. Para que uma fonte de luz seja declarada um laser, a maioria dos seus fótons deve ser coerente - eles devem oscilar em sincronia. Uma alta coerência significa que a luz vai difratar mais precisamente, o que, para um feixe de raios X, significa imagens mais nítidas da estrutura atômica que está sendo estudada. Quando o LCLS começou a operar, a evidência para uma luz verdadeiramente laser foi a presença de pulsos de raios X brilhantes, monocromáticos e altamente focados. No entanto, até agora, as estimativas da coerência da luz eram baseadas unicamente em simulações. Melhor laser do mundo Agora, os cientistas mediram na prática um tempo de coerência de 0,55 femtossegundo, o que significa que o pulso tem efetivamente a mesma cor e intensidade durante esse intervalo de tempo, equivalente a uma distância de cerca de 150 nanômetros ao longo da direção do feixe. Assim, uma amostra de 150 nanômetros de profundidade pode ser iluminada com luz coerente de uma única vez, gerando uma fotografia da amostra com um grande campo de visão, da largura de milhares de átomos. Ter este nível de coerência significa que a maioria dos fótons está confinada a um único modo espacial. Cerca de 78% dos fótons do laser de raios X estavam no modo dominante, em comparação com menos de 1% em uma fonte de luz síncrotron de raios X típica. Um laser tão puro é capaz de gerar uma fotografia da amostra com um grande campo de visão, da largura de milhares de átomos. [imagem: SLAC] http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=laser-raios-x-laser-mais-puro-mundo&id=010115111007 Fotos do LCLS (Linac Coherent Light Source), uma fonte de raios X recém-inaugurada na Universidade de Stanford O LCLS pertence ao SLAC National Accelerator Laboratory, do Departamento de Energia
  11. Ford Fusion TITANIUM Hybrid * 8 airbags (Frontais, Laterais e Cortina e Joelhos para motorista e passageiro) * Acendimento automático de faróis * Acesso Inteligente das portas através de sensores * AdvanceTrac® - Controle eletrônico de estabilidade (ESC) e tração (TCS) * Ajuste elétrico do banco do motorista com 10 posições * Alerta de colisão (Forward Collision Warning) * Alerta de tráfego cruzado * Ar condicionado automático e digital com controle individual de temperatura para motorista e passageiro * Bancos e portas revestidos parcialmente em couro * Baterias de alta tensão de Ion Lítio * Camera de ré * Espelhos retrovisores interno e externo (motorista) eletrocrômicos * Farol alto automático * Ford Power - Partida sem chave * Freios Regenerativos * Luz ambiente - Sistema de personalização da luz ambiente do veículo (7 cores) * Modo EV+ * Motor 2.0 de ciclo Atkinson * Motor elétrico de alta performance * Partida remota - acionamento do motor através do controle remoto * Piloto automático adaptativo (Adaptive Cruise Control) * Piloto automático Eco Cruise * Potência combinada de 190CV * Rodas de liga leve 18” * Sensor de chuva * Sensor de estacionamento dianteiro * Sistema de estacionamento automático (Active Park Assist) * Sistema de monitoramento de ponto cego (BLIS) * Alerta de tráfego cruzado Farol alto automático * Sistema de permanência em faixa (Lane Keeping System) * Teto solar * Tomada de 110V * Transmissão eCVT * SYNC Media System com MyFord Touch: Sistema de navegação, Radio AM/FM, CD player MP3, USB/iPod, Bluetooth, Tela de LCD multifuncional touchscreen no painel central de 8”, Sony Premium 8 alto-falantes e 4 tweeters, comandos de voz com funções de audio e telefone Nele, até o GPS ajuda o sedã da Ford a consumir pouco - e a ser mais econômico na cidade do que na estrada A família do novo Ford Fusion cresceu. Depois da versão EcoBoost 2.0 Turbo, a primeira a chegar ao mercado, no fim do ano passado, e da 2.5 flex, lançada em março deste ano, agora é a vez da híbrida, que traz como principal diferencial o fato de ter dois motores: um a combustão e outro elétrico. O primeiro é um 2.0 aspirado de 145 cv e o elétrico gera 88 kW. Juntos, eles somam o equivalente a 190 cv de potência. Nada mau, mas a proposta do Fusion Hybrid não é ter força a serviço do desempenho, e sim da economia de combustível e, consequentemente, das emissões reduzidas. Neste teste, o Hybrid não deixou dúvidas em relação a isso. Em nossa pista, ele fez as médias de 21,3 km/l no regime urbano e 16,2 km/l no rodoviário. Como usa o motor elétrico a maior parte do tempo, na cidade, o sedã conseguiu algo incomum: consumir mais nas estradas que no trânsito das ruas. O segredo está no fato de o motor elétrico levar o carro até os 100 km/h - desde que o motorista pise bem de leve no acelerador e tenha paciência para esperar a velocidade subir gradativamente, a fim de evitar que o motor a combustão entre em ação. Ou seja, é possível rodar bastante tempo usando apenas eletricidade. Quem controla o funcionamento do carro é a central eletrônica da transmissão, que monitora as condições de uso. Quando o veículo roda em baixas velocidades, com pouca carga (situação típica do uso urbano), o sistema privilegia o motor elétrico. Quando o motorista pisa mais fundo no acelerador, para desenvolver maior velocidade ou para vencer aclives, o motor a combustão é chamado a prestar serviço, em voo solo ou acompanhado. Nas situações em que é necessária a força máxima, os dois motores entram em ação. Na pista de testes, isso ocorreu nas medições de aceleração, por exemplo, onde o Fusion Hybrid conseguiu o tempo de 9,8 segundos, nas provas de 0 a 100 km/h. Ele foi mais rápido que sua versão 2.5 flex, de 175 cv, que acelerou em 10,7 segundos, e mais lento que a 2.0 Turbo, de 240 cv, que cravou 7,4 segundos. É possível acompanhar as escolhas da central, bem como observar o consumo dos motores e dos sistemas do carro (como o ar-condicionado), por meio de dois displays no quadro de instrumentos e também pela tela de 8 polegadas, no alto do console. Um aplicativo batizado de Ecoguide ajuda o motorista a dirigir de modo sustentável, exibindo um gráfico de folhas que vão crescendo ou caindo, dependendo da forma de condução. Quando você se dá conta, já está pisando bem de leve no pedal. No dia a dia, este Fusion se comporta como seus pares: é um sedã confortável, que roda com suavidade, mas demonstra muita previsibilidade nas reações. A suspensão absorve bem as irregularidades do piso, mas não abre mão de segurar o carro nas curvas, frenagens e arrancadas. Não poderia ser diferente. O híbrido tem os mesmos sistemas de suspensão e de direção (elétrica) dos irmãos, com as devidas adaptações ao peso da versão. Seu câmbio e-CVT é automático continuamente variável, ou seja, não há trocas de marchas com relações fixas. Mas, como também não há efeito freio-motor na descida (situação em que o motor a gasolina normalmente descansa), existe um botão na alavanca de câmbio para limitar a velocidade em declives. O sistema de freios (regenerativo) tem bomba de vácuo elétrica, o que modifica um pouco a sensação de peso do pedal, para deixá-lo mais pesado, mais próximo de um freio hidráulico. Mas sem comprometer a eficiência do conjunto. Em relação ao conteúdo, acabamento e equipamentos, o Hybrid se equipara ao 2.0 Turbo no padrão topo de linha Titanium. Ele conta com piloto automático adaptativo, monitoramento de pontos cegos, sistema de permanência em faixa de rolagem, câmera de ré, assistente ativo de estacionamento e central multimídia Sync, entre outros itens. Para ajudar o motorista a alcançar o melhor rendimento, o Fusion Hybrid oferece ainda outro recurso, além do motor elétrico. Por meio do sistema de GPS, o sedã pode memorizar os roteiros mais frequentes feitos pelo motorista e aprender como se comportar quando está neles. Reconhecendo os locais por onde o veículo passa, a central da transmissão pode decidir antecipadamente o que fazer. Por exemplo, se é o caso de acionar o motor a gasolina ou se o elétrico dá conta do recado sozinho. Em comparação à geração anterior, além das mudanças já conhecidas nas outras versões, a maior novidade do Hybrid está na bateria de íons de lítio, que substitui a de níquel-metal. Ela pesa apenas 42 kg (é 23 kg mais leve). O preço também passou a pesar menos. O Fusion Hybrid custava 133 900 reais e agora sai por 124 990 reais. Uma das razões é que o anterior tinha motor 2.5, que recolhia mais IPI que o atual 2.0. A segunda razão (não declarada) é que antes o Fusion estava sozinho no mercado e agora tem um rival de renome, o hatch Toyota Prius. O Fusion continua bom no trato com as pessoas. O espaço traseiro é ótimo, graças ao entre-eixos de 2,85 metros. O fato negativo é que a bateria roubou praticamente um quarto da capacidade de carga. O volume caiu de 514 para 392 litros. Além disso, o estepe foi substituído por um kit de reparo instantâneo e compressor de ar, para emergências. O tanque de combustível também diminuiu, de 62 litros no 2.5 flex para 53 no Hybrid. Mas tanque grande é algo de que este sedã não precisa. Pode apostar. Direção, freio e suspensão A direção tem boa calibragem. Já a sensação de frenagem é um pouco diferente. A suspensão é macia. Motor e câmbio Motores e transmissão funcionam em sintonia: apenas o elétrico com baixa aceleração e os dois (ou só o a gasolina) quando se pressiona mais o pedal. Carroceria O Fusion trocou o visual clássico por uma aparência bem mais esportiva, que inclui até aerofólio, apesar de ter como meta também o público corporativo. Vida a bordo O acabamento é muito bom - idem para o espaço, especialmente no banco traseiro, graças ao amplo entre-eixos. O pacote de equipamentos de conforto é completo. Segurança Vem com oito airbags (incluindo o de joelho para passageiro), ESP, sensores de veículos nas laterais, alerta de mudança de faixa. Seu bolso A versão anterior era mais cara e ainda assim vendeu 270 unidades em 18 meses, segundo a Ford. Agora ele está melhor e quase 10 000 reais mais barato. Os rivais Toyota Prius: pioneiro no segmento, faz sucesso nos Estados Unidos, terra do Fusion. É um hatch médio e custa 120 830 reais. Lexus CT 200h: vendido por 149 000 reais, é caro, mas garante sofisticação e exclusividade próprias das marcas de prestígio. Veredicto Além de espaçoso, moderno e cheio de tecnologia, como todo Fusion, o híbrido agrada tanto pela economia como pelo desempenho. Pode ser uma boa alternativa a alguns sedãs alemães menos equipados (Audi A4, BMW 320i e Mercedes C 180). http://exame.abril.com.br/estilo-de-vida/noticias/ford-fusion-hybrid?page=1
  12. Os rios mais poluídos do mundo Rio Yamuna - Nova Delhi Rio Citarum - Indonésia Sukinda - Índia Rio amarelo Lanzhou, China Rio Marilao, Filipinas Rio Songhua, China Rio Ganges - India
  13. Rio Tietê terá plano de despoluição igual ao do rio Sena Um acordo inédito de cooperação internacional assinado entre os governos do Estado de São Paulo e da França vai renovar a esperança dos paulistanos de ver despoluído o rio Tietê, utilizando a mesma tecnologia aplicada em Paris no Rio Sena. Outros programas de mobilidade urbana, recuperação e urbanização da Serra do Mar e desenvolvimento urbano em municípios do litoral norte fazem parte de um pacote de 50 iniciativas conjuntas que serão assinadas na sexta-feira (13) pelo presidente da França François Hollande e pelo governador paulista Geraldo Alckmin. O rio Sena era considerado biologicamente morto no início dos anos 1960, mas foi recuperado com leis de proteção e milhões de euros de investimento em estações de tratamento e recuperação do ecossistema. Em 2009 foi anunciado que o Salmão do Atlântico havia retornado ao rio, juntamente com várias outras espécies. A comitiva do presidente francês inclui o ministro das Relações Exteriores da França, Laurent Fabius, e Jean-Paul Huchon, presidente da região de Île-de-France. Île-de-France, principal região administrativa da França, cuja capital é Paris, reúne 1.281 cidades com um PIB total de US$ 812 bilhões. É a região mais populosa do país e a mais rica da Europa. "O acordo de cooperação será o primeiro assinado entre a Franca e um Estado subnacional no hemisfério Sul e formaliza uma relação bilateral para a criação de um grupo de trabalho que tratará de iniciativas que trarão grandes benefícios para São Paulo", afirma Rodrigo Tavares, assessor especial para Assuntos Internacionais do Governo de São Paulo. Entre as iniciativas estão um projeto piloto de sustentabilidade na Serra do Mar e troca de conhecimentos e tecnologias entre Sabesp e o órgão francês responsável pela despoluição do rio Sena. O grupo de trabalho vai se concentrar em áreas da competência constitucional interna dos Estados, como infraestrutura e mobilidade urbana, educação, desenvolvimento econômico, segurança pública, entre outros. Um segundo acordo lança a iniciativa "2014: Ano de São Paulo e de Île-de-France para o desenvolvimento urbano sustentável". O projeto prevê um programa de atividades de cooperação em áreas como transportes, habitação, saneamento, energia ou meio ambiente ao longo do ano que vem. http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/agencia-estado/2013/12/10/rio-tiete-tera-plano-de-despoluicao-igual-ao-do-rio-sena.htm Rio Tamisa - Londres Rio Sena - Paris
  14. O crescimento desordenado das cidades, somado ao descaso do poder público e à falta de consciência da população, fazem com que boa parte dos rios urbanos do Brasil mais pareçam a extensão das lixeiras. A falta de tratamento de esgoto e o descarte de poluentes industriais são os grandes vilões para esse quadro. Atualmente, os 500 maiores rios do planeta enfrentam problemas com a poluição, segundo dados da Comissão Mundial de Águas. Contudo, diversas cidades conseguiram transformar seus rios mortos em belos retratos de cartão-postal, como Paris e Londres, integrando-os à sua vida econômica e social. Eis alguns exemplos que podem inspirar as autoridades brasileiras para que alcancemos os mesmos resultados. Sena pode estar 100% despoluído em 2015 (Foto: Danielle Meira dos Reis) 1. Rio Sena, Paris (França) O Sena, em Paris, foi degradado por conta da poluição industrial, situação comum a outros rios europeus. Neste caso, porém houve um agravante: o recebimento de esgoto doméstico. Por conta de seu estado lastimável, desde a década de 1920 o Sena é alvo de preocupações ambientais. Mas foi apenas em 1960 que os franceses passaram a investir na revitalização do local construindo estações de tratamento de esgoto. Hoje já existem 30 espécies de peixes no rio, mas o processo para que isso acontecesse foi lento. No começo, havia apenas 11 estações em funcionamento. Em 2008 já eram duas mil, mas a meta é que em 2015 o rio já esteja 100% despoluído. Como parte do processo de tratamento de esgoto, o governo criou leis que multam fábricas e empresas que despejarem substâncias nas águas. Além disso, há um incentivo entre 100 e 150 euros por hectare para que agricultores que vivem às margens do rio não o poluam. Tâmisa era conhecido antes como o “Grande fedor” (Foto: Wikimedia Commons) 2. Rio Tâmisa, Londres (Reino Unido) O Tâmisa tem quase 350 km de extensão e um longo histórico de poluição. As águas deixaram de ser consideradas potáveis ainda em 1610, por conta da falta de saneamento básico da Inglaterra. Ocorriam até mesmo mortes por cólera. Em 1858, no entanto, reuniões parlamentares precisaram ser suspensas por conta do mau cheiro das águas, o que levou os governantes a resgatar a vida do rio apelidado como “Grande fedor”. Na época foi colocado em prática uma alternativa sem êxito, já que o sistema que coletava o esgoto despejava os dejetos recolhidos no rio a certa distância abaixo da cidade. Apenas entre 1964 e 1984 novas ações de revitalização surtiram efeito. Foram criadas duas estações de tratamento de esgoto com investimentos de 200 milhões de libras. Quinze anos depois, um incinerador passou a dar destino aos sedimentos vindos do tratamento das águas, gerando energia para as duas estações. Fora isso, hoje dois barcos percorrem o Tâmisa de segunda a sexta e retiram 30 toneladas de lixo por dia. Famoso rio de Lisboa teve investimento de 800 milhões de euros (Foto: Wikimedia Commons) 3. Rio Tejo, Lisboa (Portugal) Para despoluir o famoso rio de Lisboa foram investidos 800 milhões de euros. A revitalização, que se encerrou em 2012, incluiu obras de saneamento e renovação da rede de distribuição de águas e esgotos, visto que os dejetos eram depositados diretamente nas águas do rio. Foram beneficiados com o projeto 3,6 milhões de habitantes. O Tejo é o maior rio da Europa ocidental e passou a ser despoluído com a criação da Reserva Natural do Estuário do Tejo, em 2000. O plano envolveu a construção de infraestrutura de saneamento de águas residuais e renovação de condutas de abastecimento de água. Hoje, até golfinhos voltaram a saltar nas águas do rio europeu. Os 5,8 km do rio que corta metrópole foram revitalizados em apenas quatro anos (Foto: longzijun) 4. Rio Cheonggyecheon, Seul (Coreia do Sul) Pode parecer mentira, mas os 5,8 km do rio que corta a grande metrópole de Seul foram totalmente revitalizados em apenas quatro anos. Hoje ele conta com cascatas, fontes, peixes e é ponto de encontro de crianças e jovens. Seu renascimento começou em julho de 2003, quando o governo da cidade implodiu um enorme viaduto (com cerca de 620 mil toneladas de concreto) que ficava sobre o rio e começou, em paralelo, um grande projeto de nova política de transporte público e construiu diversos parques lineares, ampliando a quantidade de áreas verdes nas ruas para uma cidade sustentável. Todo o processo teve um investimento de 370 milhões de dólares. Com as melhorias ambientais, a temperatura em Seul diminuiu 3,6°C, além de haver melhorias econômicas para a cidade. O rio sul-coreano era responsável pela drenagem das águas da metrópole com mais de 10 milhões de habitantes quando seu leito se tornou poluído. Hoje, as águas que correm por lá são bombeadas do Rio Han, outro que passou pelo processo de despoluição. O Han também passou por mudanças e hoje já tem algumas espécies de peixe (Foto: Divulgação) 5. Rio Han, Seul (Coreia do Sul) Formado pela confluência dos rios Namhan e Bukhan, ele passa por Seul e se junta ao rio Imjin, que em seguida deságua no Mar Amarelo. Com 514 km de extensão, sendo 320 navegáveis, o rio sempre teve papel fundamental para o desenvolvimento da região, visto que era fonte para a agricultura e o comércio, além de ajudar na atividade industrial e na geração de energia elétrica. No entanto, o Rio Han sofreu grande degradação durante a Segunda Gerra Mundial e Guerra da Coreia, além de receber o despejo de esgoto. Mas, em 1998, com o plano de Desenvolvimento e Implementação de Gestão da Qualidade da Água, o local mudou o seu destino. Com a revitalização do rio Cheonggyecheon, o Han também passou por mudanças e hoje é considerado limpo e já tem algumas espécies de peixe. O governo tem em prática, inclusive, o projeto Han Renaissance, que tem por objetivo revitalizar 12 parques à beira do rio. Governos das cidades banhadas pelo Reno criaram Programa de Ação em 1987 (Foto: Vladimir Rys/Getty Images) 6. Rio Reno, várias cidades da Europa Com cerca de 1,3 mil km de extensão, o rio nasce nos Alpes Suíços e banha seis países europeus até desaguar no Mar do Norte, na Holanda. Durante muitos anos recebeu dejetos de zonas industrias, o que o levou a ser conhecido, em 1970, como a cloaca a céu aberto da Europa. Um dos principais casos de contaminação aconteceu em 1986, quando 20 toneladas de substâncias altamente tóxicas foram despejadas no rio por uma empresa suíça. Com o ocorrido, o governos das cidades banhadas pelo Reno se reuniram e criaram o Programa de Ação para o Reno em 1987, investindo mais de 15 bilhões de dólares em sua recuperação, que contou com a construção de estações de tratamento de água monitorado. O resultado são 95% dos esgotos das empresas tratados e a existência de 63 espécies de peixes vivendo por ali hoje. Cleveland investiu U$ 3,5 bi para purificar água do Cuyahoga e seus sistemas de esgoto (Foto: Cuyahoga jco) 7. Rio Cuyahoga, Cleveland (Estados Unidos) Localizado no estado de Ohio, ele conta com 160 km de extensão, passando pelo Parque Nacional do Vale Cuyahoga e desaguando no Lago Eire. Hoje ele é parte fundamental do ecossistema da região, sendo lar e fonte de sustento de diversos animais. No entanto, a história era bem diferente em um passado não muito distante. Devido à atividade industrial maciça e o esgoto residencial da região entre Akron e Cleveland, o rio era bastante poluído. Para piorar a situação, em junho de 1969, uma mancha de óleo e outros produtos químicos incendiaram o rio. Por conta desses fatores, em 1970 foi assinado o Ato Nacional de Proteção Ambiental, que viabilizou a criação do Ato Água Limpa, em 1972, estipulando que todos os rios do país deveriam ser apropriados para a vida aquática e para o lazer humano. Assim, Cleveland investiu mais de 3,5 bilhões de dólares para a purificação da água do Cuyahoga e dos seus sistemas de esgoto. E a previsão é de investir mais 5 bilhões nos próximos 30 anos para manter o bom estado de suas águas. Galerias pluviais foram reconstruídas nos Canais de Copenhague Foto: Pramzan45/Wikimedia Commons 8. Canais de Copenhague (Dinamarca) Provavelmente você conhece a capital dinamarquesa por ser referência no assunto meio ambiente. Hoje ela possui uma meta muito clara: quer chegar em 2025 como a capital a primeira capital do mundo a neutralizar suas emissões de carbono. Mas nem sempre foi assim. Antes os canos que levavam a água da chuva para os rios e canais muitas vezes se misturavam com a rede de esgoto, transportando os dejetos para as águas. Além disso, o entorno do rio era uma área industrial, o que fazia com que boa parte do lixo da região fosse para os canais e rios. Em 1991, no entanto, surgiu o plano de despoluição das águas e a remoção da área industrial ao redor do rio. Assim, as galerias pluviais foram reconstruídas, os reservatórios de água foram estabelecidos em pontos estratégicos da cidade para que a água da chuva se armazenasse em caso de tempestade e o encanamento dos esgotos foi melhorado. O lixo, por sua vez, passou a ser reciclado e incinerado. Hoje os habitantes e turistas podem, até, tomar banho nas piscinas públicas artificiais criadas pelo governo. http://outraspalavras.net/outrasmidias/destaque-outras-midias/oito-cidades-mostram-que-e-possivel-despoluir-rios-urbanos/
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