Yes, Yes, Yes! Por Fernanda de Lima

Sebastian Vettel - GP Alemanha 2013

Sebastian Vettel - GP Alemanha 2013

Semana passada escrevi minha coluna expondo a minha opinião sobre os pneus Pirelli antes da explicação da montadora italiana. Logo depois saíram as declarações com as possíveis explicações para as “falhas” e consequentes explosões dos pneus. Pois bem, amigos, sei que muita gente tem culpa, aliás todos que fazem parte desse circo da F1.

Reitero a minha opinião de que a qualidade daqueles pneus não era mesmo adequada. E não comprei aquela história de quê uma das principais razões para os estouros foi a inversão de posição desses pneus. Aliás, fiquei até bem assustada com essa informação. É meio maluco acreditar que cinco equipes cometeram o mesmo “erro”. Só que aí a Mercedes entrou na roda e afirmou que sempre usara essa inversão dos pneus a seu favor. Oi? Quando a gente acha que não pode se surpreender mais… É muita coisa estranha pra uma F1 só.

Bom, felizmente, o GP da Alemanha desse domingo não teve a Pirelli como protagonista (ou antagonista, sei lá). Os compostos médios e macios levados a Nurburgring fizeram o seu papel no apoio a uma excelente corrida, senão a melhor, uma das melhores do ano.

A Red Bull continua soberana, especialmente com seu primeiro piloto. Apesar da pressão sofrida na prova germânica, Sebastian Vettel parece cada vez mais perto do tetracampeonato. O alemão venceu pela trigésima vez na carreira e quarta no ano, está com 157 pontos, 34 a mais que o vice-líder, Fernando Alonso. Ainda restam 10 provas na temporada, mas entra pneu, sai pneu e a Red Bull é a única que demonstra força constantemente. A equipe austríaca vem sendo a primeira, enquanto Ferrari, Lotus e Mercedes se alternam no segundo posto. Essas outras três equipes brigam entre elas para ver quem tem a capacidade de parar a Red Bull, o que acaba, de certa forma, sem a constância, fazendo o trabalho inverso. Mercedes tira pontos da Lotus que tira pontos da Ferrari que tira pontos da Lotus que tira pontos da Mercedes que tira pontos da Ferrari. E a Red Bull? Só ganha pontos.

A Ferrari, por exemplo, apostou numa largada com pneus médios, uma estratégia meio insignificante ao longo da corrida. Não apresentaram vantagem em relação ao composto macio. Alonso foi somente o quarto colocado, e é exatamente como ele disse após a prova “Preciso começar a ficar à frente de Vettel”. Se quiser mesmo ser, enfim, campeão na Ferrari, ficar à frente do melhor conjunto do grid atual é o que basta. Porém, ainda parece um sonho muito distante. Felipe Massa mais uma vez teve problemas. Rodou na quarta volta da prova, e com o carro travado na pista, não conseguiu voltar à corrida. Não sei qual é o problema de Felipe, não acredito que seja de ordem técnica, mas não coloco mais a minha mão no fogo por isso. Apesar de a Ferrari ter afirmado que não encontrou “nada” no carro, não me parece ter sido um erro do próprio Massa. Olhando de fora, parece insustentável a sua permanência. Mesmo que a Ferrari diga que tem plena confiança no trabalho do piloto, seria bom pro brasileiro continuar na escuderia no próximo ano?

A Mercedes continua dando show, aos menos nos treinos classificatórios. Na pista de Nurburgring, seu carro não andou muito bem com os pneus encaixados nos locais corretos, não é mesmo, Ross Brawn?

Não entendi a terceira parada do Raikkonen, não dava pra ter arriscado? Será que esse não foi o pontapé que o Kimi precisava para arrumar as malas e partir para a Red Bull no próximo ano?

Enquanto Kimi não chega pra incomodar (se é que incomodaria), Vettel segue absoluto e vibrando como nunca…

Fernanda de Lima

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