Veja a estreia de Fernanda de Lima no Autoracing

schumacher e villeneuve jerez 97

Schumacher e Jacques Villeneuve em coletiva no GP da Europa de 1997

A partir de agora vamos ter um toque feminino no Autoracing, que aliás, nunca é demais…

Fernanda de Lima, cujo único defeito grave é ser Schumaqueira (e palmeirense), é colunista do site Donas da Bola e vai passar a publicar textos aqui no nosso site semanalmente.

Nesta primeira coluna Fernanda fala como e quando começou a acompanhar a F1. Lógico, ela não explica como alguém que torcia por Jacques Villeneuve, passou a torcer por Michael Schumacher. Mas isso é detalhe no universo feminino…

Seja bem-vinda, Fernanda!

Adauto Silva

Meu primeiro amor

Está chegando a hora! Falta pouco mais de um mês para ser dada a largada para a temporada 2013 de Fórmula 1. As equipes já estão trabalhando a todo vapor para fazer desse mais um ano espetacular.

Tarefa nada fácil, diga-se de passagem, mas é de superação que a Fórmula 1 se trata. Quem não se lembra de 2011? Um ótimo ano, não? Mas o que falar de 2012? Está, sem dúvida, entre as melhores temporadas da minha geração. Comecei a acompanhar assiduamente a Fórmula 1, por alguma obra do destino, logo após a morte de Ayrton Senna. Aliás, o dia trágico marcado pelo acidente e falecimento do piloto é a minha primeira lembrança mais forte da Fórmula 1.

Lembro pouco dessa época, mas os flashes que veem à minha memória são suficientes para entender o tamanho e o significado daquela perda. Nossos caminhos precisavam se cruzar em algum momento e, ainda que breve, foi determinante para a minha trajetória.

Os anos seguintes foram dominados por olhares atentos e curiosos em direção à tela da tevê. Mesmo sem conhecimento necessário, domingo de corrida tornava-se sagrado para mim. Era exatamente como ir à missa naquela época.

Como nunca fiz questão de esconder, o recém-aposentado Michael Schumacher é o meu maior ídolo na categoria. Mas o que ninguém sabe é que, antes de descobrir o alemão, o meu primeiro amor foi um canadense.

Lá em 1994, Jacques Villeneuve ainda nem era piloto da F1, nesse ano ele corria pela Fórmula Indy. O seu desempenho e a quarta colocação no campeonato lhe renderam o título de melhor estreante na categoria. Mas só sei disso por história mesmo, porque só passei a acompanhar Villeneuve em 1996 quando chegou à F1. E foi uma baita estreia pela Williams, venceu três provas na temporada e foi vice-campeão.

A Williams recebia de volta todas as fichas que tinha apostado no menino prodígio. Já em seu segundo ano, o canadense levava pra casa o título mais importante do automobilismo. Título que veio a custo de muita luta. Na decisão pelo título, Villeneuve encarou Michael Schumacher em uma das manobras mais polêmicas da história da F1. Para evitar o título do piloto da Williams, Schumacher jogou sua Ferrari, a poucas voltas do final da última etapa da temporada, para cima de Villeneuve. Mas quem levou a pior foi o alemão, perdeu o título e, após julgamento da FIA, o vice-campeonato.

Relembre a manobra de Schumacher…

Foram dois anos muito intensos para Jacques, anos em que torci de perto pelo piloto. Dali pra frente tomamos rumos diferentes, nascia a era Michael Schumacher na minha vida e para Villeneuve coube os papéis de coadjuvante e, em grande parte, apenas figurante.

Após o título de 1997, Villeneuve nunca mais ganhou uma corrida na F1. Suas passagens pela BAR-Honda, Renault, Sauber e BMW-Sauber não lembravam um terço sequer de seu início vitorioso na categoria.

Jacques Villeneuve deixou a F1 no final da temporada de 2006 e voltará nessa temporada como comentarista! O ex-piloto comentará todas as etapas de 2013 pela Sky Sports Italia e, como nunca foi de segurar a língua, com certeza teremos ótimos comentários sobre os “bebês chorões e filhinhos de papai” da Fórmula 1 atual.

Fernanda de Lima

AS - www.autoracing.com.br

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