Stock Car – Comentários pós corrida – Cascavel 2012

Átila Abreu em 2012

Átila Abreu

Átila Abreu, 4º colocado: É frustrante porque tínhamos carro para vencer hoje, mas minha diferença para o líder no campeonato caiu de 40 para 17 pontos. O carro estava excepcional. Larguei bem e conseguia abrir a diferença para o segundo lugar. O time me informava pelo rádio dos diversos pneus furados na pista e recomendava conservar o equipamento. Mesmo poupando, eu era capaz de abrir vantagem nas dez voltas iniciais. Tive medo de ser quebra na suspensão, mas depois percebi que era pneu furado. As chances de vitória acabaram ali. Daí pra frente, foi lutar com tudo para fazer uma prova de recuperação. Foi bom ter conservado o carro no início. O Khodair estava um pouco distante e naquela altura as vibrações voltaram. Então fui obrigado a administrar novamente nas últimas quatro voltas. Foi uma corrida movimentada e o resultado não é mal. Mas hoje era para ter vencido. Foi o melhor carro que tive no ano e a equipe está merecendo essa conquista.

Nonô Figueiredo, 5º colocado: A equipe está de parabéns. Voltamos a ter regularidade, o carro está andando bem e o campeonato segue aberto. No fim da corrida, alguns retardatalhos dificultaram a passagem. O Átila usou o ‘push’ num ponto melhor da pista e conseguiu passá-los, mas também com dificuldade. Pelo menos não houve alteração no resultado da prova.

Galid Osman, 7º colocado: Mesmo com poucos pushs à disposição (Galid escolheu usar o sistema na classificação), senti que poderia chegar mais na frente: meus concorrentes largavam 20 pushs e eu só tinha três, usei um na largada e só sobraram dois para usar ao longo da corrida. É uma diferença muito grande em relação a quem não possui e tenho certeza de que se tivesse em condições de igualdade poderia disputar o pódio e talvez até a vitória. Mas o sétimo lugar está de ótimo tamanho, nos enche de confiança para as quatro provas finais da temporada. Eu não podia errar e, ao mesmo tempo, precisava cuidar dos pneus, porque 13 pilotos tiveram pneus furados aqui. A pista de Cascavel favoreceu meu estilo de pilotagem, que é de alta velocidade, e tanto Tarumã quanto Brasília, que estão por vir no final deste ano, são pistas onde também ando muito bem. Tenho certeza de que lá terei um resultado muito bom.

Duda Pamplona, 8º colocado: A gente sabia que seria muito crítica a situação dos pneus, então salvamos o máximo que pudemos. Felizmente resolvemos um problema que tínhamos na classificação e incomodava bastante, então, terminar com os dois carros entre os 10 melhores certamente nos deixa ainda mais animados para Tarumã. Estamos crescendo nesta reta final de campeonato.

Vitor Meira, 9º colocado: Eu ainda continua desapontado com o que aconteceu ontem. Apesar do ótimo resultado para a equipe, eu ainda vou levar comigo esse erro ridículo que os comissários da CBA cometeram ontem. Mas certamente um resultado como o da prova de hoje ajuda a lavar a alma para voltar pra casa.

Diego Nunes, 11º colocado: Eu fiquei na largada, por causa da poeira e preferi não avançar, porque a visibilidade era ruim e tinha chance de bater, conservei o equipamento. Depois, como eu sabia que tinha um carro bom, fui buscando as posições. Soube usar os pushs nas horas certas e consegui esse resultado, importante para a classificação.

Rodrigo Sperafico, 13º colocado: Como quase não treinei, fui para a classificação praticamente às escuras, e decidimos o acerto para a corrida na base do palpite. Mesmo assim, meu carro se comportou bem, o que mostra que nossa equipe está, a cada etapa, com maior conhecimento sobre o carro. Pude fazer uma boa corrida de recuperação e deu para salvar alguns pontinhos, embora tenhamos passado longe do objetivo inicial. Mas, diante de tantos problemas enfrentados pelos demais pilotos, até que tivemos uma corrida tranquila.

Pedro Boesel, 14º colocado: Fizemos uma largada sem arriscar muito e sabíamos as chances que tínhamos eram grandes. No entanto, precisávamos contar com uma corrida de resistência, com muitos abandonos, para evoluir e fazer uma boa corrida. Isso deu certo. A corrida foi de raciocínio e de cabeça, poupando equipamento, e essa estratégia foi compensada no fim. Espero largar mais na frente em Tarumã, daqui a duas semanas, e chegar melhor.

Tuka Rocha, 15º colocado: Tivemos que trocar o motor e também o câmbio, formando um final de semana bastante complicado para mim. Mesmo assim, consegui somar mais pontos no campeonato e espero que a gente consiga trabalhar para corrigir os problemas.

Thiago Camilo, 16º colocado: A gente tinha um acerto conservador para não furar o pneu, mas não foi suficiente. Se não tivesse o pneu furada chegava no mínimo ao pódio. O carro tinha um ritmo de corrida muito bom. Foi uma pena, perdemos a oportunidade de avançar mais no campeonato.

David Muffato, 20º colocado: Foi o mais suado da minha vida. Não só pelo pneu furado, mas pelo calor e pela pista, que exige demais do piloto em função das ondulações. Aqui, não dá tempo de respirar, a reta é curta, seguida por curvas de alta velocidade. Era o pior lugar possível, porque eu já havia passado da entrada dos boxes. Precisei dar uma volta inteira com o pneu furado. Mas depois da troca o carro continuou se comportando muito bem e fui passando todo mundo. De qualquer forma, foi um prazer voltar a correr na minha cidade e disputar uma prova de Stock Car aqui pela primeira vez. Na volta de alinhamento, parei na frente das arquibancadas e comecei a acelerar e fazer festa para a galera. Pensei: vou acabar com o combustível, mas não perco essa festa.

Xandinho Negrão, 21º colocado: Acho que me encontrei com o Giuliano Losacco.

Ricardo Zonta, 22º colocado: Em uma corrida de 40 minutos sem pit stops, parar duas vezes é sacrificar todo o resultado. Uma pena, pois foi algo que não era do nosso controle e manchou um ótimo resultado.

Popó Bueno, 23º colocado: Foi uma corrida onde os pneus determinaram o resultado final. Tínhamos a chance de conquistar bons pontos, mas acabamos sendo prejudicados por essa ‘loteria’. Uma pena, pois progredimos bastante no fim de semana e merecíamos um resultado legal.

Luciano Burti, 24º colocado: Eu só ouvi o estouro. Antes, não houve nenhum sinal. É uma pista nova e acabou pegando todo mundo de calças curtas pelo esforço que o pneu recebeu. Infelizmente, não temos condição de simular essa situação de corrida nos treinos e aprendemos do pior jeito possível. Especialmente no meu caso, que perdi dois treinos por causa do acidente de sexta-feira. Foi uma pena, hoje seria possível marcar bons pontos.

Antonio Pizzonia, não terminou: Realmente foi uma pena. Consegui escalar o pelotão, vinha poupando os pneus pois sabia que isso seria determinante. Em alguns trechos eu poderia ter virado cerca de dois ou três décimos mais rápido, mas isso custaria caro ao final da prova. Tomei muito cuidado ao atacar as zebras e meu pneu se manteve bom até o final. Mas infelizmente a suspensão quebrou e eu tive que abandonar. No primeiro treino já achei que a pista possuía muitos bumps e que isso prejudicaria alguns pilotos, como acabou me prejudicando. Agora temos que focar na próxima corrida e tentar voltar a pontuar.

Denis Navarro, não terminou: Foi lamentável. É a mesma peça que quebrou em Salvador na prova passada. A gente sabia que nossa condição de pista era muito melhor que a posição de largada e deu para mostrar isso enquanto estivemos na pista. Se não tivesse quebrado o pushrod hoje, chegaria facilmente em quarto lugar e provavelmente daria inclusive para brigar pelo pódio. O carro estava perfeito e de repente tivemos esse contratempo. Agora é pensar na próxima.

Eduardo Leite, não terminou: Estou muito triste, porque a gente cuida do carro e acontece isso. Mas na hora, tinha muita poeira e não tinha como desviar. É uma pena, porque eu vinha bem, era o 14º e o equipamento estava bom. Tinha chances de ficar entre os dez. A gente fica chateado, mas pelo menos está tudo bem comigo e com o Giuliano. Isso é o mais importante.

Ricardo Sperafico, não terminou: Foi uma pena porque meu ritmo de corrida era realmente muito bom. Tínhamos tudo para completar uma das melhores etapas do ano, e eu, particularmente, queria um bom resultado por estar correndo em casa. Quando senti a quebra no Curvão, só o que me restou foi retornar mais cedo aos boxes. Muitos carros tiveram problemas de pneus, ou mesmo de suspensão, em razão das características da pista. Este é um traçado com muitas curvas rápidas para a esquerda, o que aumenta a carga sobre a roda de apoio do lado direito. E não escapamos deste problema.

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