Stock Car – Comentários de domingo – Velopark 2018

Ricardo Zonta

Ricardo Zonta, P2/P7: Na primeira corrida eu estava me mantendo numa estratégia de ficar em terceiro ou quarto economizando push, porque vi os ponteiros estavam gastando e eu conseguia chegar sem usar. Eu tinha uma diferença grande para o quinto colocado. Só que deu safety car e o quinto colou em mim, e na volta em que o quinto e o sexto me passaram eu não dei o push porque achei que a diferença era tranquila na reta principal> Daí no “S” um mergulhou e o outro aproveitou. Um puro erro meu porque deveria ter deixado o carro do lado de dentro que eles não me passariam. Aumentou a diferença para o líder, já que eu queria uma diferença administrável. Fizemos o pit mais agressivo possível e voltei a três segundos do líder, consegui chegar nele e tentei o máximo para fazer a ultrapassagem, mas ele usou os pushes dele. Na segunda corrida eu me posicionei bem nas largadas e relargadas, fiz boas ultrapassagens, mas no pit é claro que tivemos de colocar mais combustível. Sair daqui com o quinto lugar no campeonato mostra que temos condições de lutar pelo título.

Julio Campos, P3/P3: Foram as corridas mais duras que já disputei. A temperatura estava muito alta e fui pressionado até o final. Na primeira, o Felipe Fraga tinha até mais ritmo do que eu, mas na segunda eu sabia que poderia segurar o Átila Abreu. De qualquer forma, é sempre mais desgastante quando você tem alguém o tempo todo lutando com você. Principalmente aqui, que é a pista que mais exige do físico de todo o calendário por ser a mais travada. Tínhamos um excelente ritmo com o carro na pista seca, mas a classificação acabou sendo com chuva. Para brigar pelo título, tenho que fazer sempre em torno de 28 pontos por etapa. É o caso do Daniel Serra, que está sempre no pódio.

Felipe Fraga, P4/P5: É difícil prever o que aconteceria se eu tivesse largado lá na frente, mas o importante foi que o nosso ritmo de corrida vindo do meio do pelotão foi impressionante. Eu passei 6 ou 7 carros muito rapidamente. Foi tudo dando certo, o carro tinha um ritmo perfeito e estou muito feliz. Uma pena ter perdido duas posições no pit stop na corrida 1 e três na prova 2, mas corrida é assim mesmo. Ontem na tomada eu errei e ninguém me culpou, então eu também não vou culpar ninguém pelo pit, até porque fazem um grande trabalho comigo desde 2015. Foi um final de semana positivo de conseguir subir para terceiro no campeonato e estou feliz pelo Cacá e pela primeira vitória dele na Cimed Racing.

Lucas Foresti, P6/P17: Meu objetivo era somar o máximo de pontos durante a etapa mas não consegui. Fiquei super feliz pela primeira corrida, mas achei uma pena o que rolou na segunda. Poderíamos ter somado o dobro de pontos e decolado na tabela, pois fui o oitavo que mais pontuou mesmo com o que aconteceu. Mas corridas são assim. Em Londrina a gente resolve isso.

Allam Khodair, P10/P10: As duas provas de hoje estão, com certeza, entre as mais duras que eu já fiz. A temperatura dentro do carro estava muito alta e lutar para defender posição sem poder contar com o “push to pass” é muito complicado e extenuante. Ainda bem que conseguimos fazer uma prova consistente, nos defendendo ao máximo. Nosso carro se mostrou bastante competitivo e tenho certeza que vitórias virão ao longo do ano. Uma pena não ter podido brigar por esta conquista aqui no Velopark.

Thiago Camilo, P11/P6: Apesar de ainda não termos um carro para brigar por pole position e vitória na corrida principal, hoje larguei em 13º e entrei no pit stop numa posição que me daria um nono ou oitavo lugar. Assim eu largaria entre os três primeiros na Corrida 2. Infelizmente um dos pneus deu uma enroscada no pit stop e perdemos um tempo precioso. Vamos para Londrina sabendo que precisamos melhorar para entrar na briga pelo campeonato, que está ficando mais longe, mas ainda é uma meta real.

Denis Navarro, P12/não terminou: Na primeira corrida, não conseguimos encontrar um ritmo de prova legal, mas mesmo assim tínhamos chances de pontuar bem na segunda prova, quando infelizmente a roda soltou no meio da pista e acabou tirando nossa chance de ir bem na corrida 2. Agora vamos analisar os dados para ver o motivo disso ter acontecido.

Rafael Suzuki, P16/P11: Na primeira corrida, eu larguei bem, mas levei uma batida muito forte no hairpin, na última curva, e meu extrator quebrou. Isso prejudicou toda a aerodinâmica do carro e não tínhamos ritmo. Tive de fazer toda a corrida 1 sem essa peça e foi um sufoco para ficar na pista, pois o carro era muito desiquilibrado em virtude disso e acabamos não marcando pontos. Na corrida 2, o Amadeu (Rodrigues, chefe da equipe) remediou o problema muito bem. Ele viu que o carro estava danificado e colocou mais aerodinâmica, mais asa, fez o carro ficar mais no chão e o carro era outro. No começo da prova, com os mesmos pneus que acabaram a primeira corrida, o carro rendia muito melhor. Consegui subir de 17º para décimo. No pit, acabei perdendo posições por causa da estratégia. Tivemos de colocar mais combustível, mas fomos pra cima e somar alguns pontos é muito bom para não passar o fim de semana em branco. Sem dúvida, o azar que a gente deu na classificação comprometeu, pois é uma pista muito difícil de largar bem, ultrapassar muitos carros e, largar na confusão, é sempre mais complicado. Mas tudo bem, não passamos em branco o fim de semana. Adquirimos muitas informações, vamos estudar tudo junto com a equipe, porque Londrina já está ai.

Nelsinho Piquet, P19/não terminou: Queria muito agradecer a todos que votaram, é gratificante receber esse apoio. Consegui voltar a pontuar na primeira corrida, e o ritmo vinha melhorando na segunda mas não pude terminar.

Bia Figueiredo, P22/P16: Apesar de ter feito uma aposta que não deu certo e me fez perder algumas posições na largada, ainda havia a chance de pontuar se eu tivesse feito um bom pit stop, mas fiquei presa novamente. Na segunda corrida, quando só pontuam doze, eu sabia que não seria fácil.

Guilherme Salas, não terminou: Hoje, antes da largada, tivemos um problema no sistema de elevação do carro, o que prejudicou as nossas paradas e as possibilidades de termos bons resultados nas corridas. Agora precisamos analisar tudo, trabalhar duro, pois Londrina já é daqui 15 dias para ir com força total. Estamos num lugar no campeonato onde não deveríamos estar, então vamos tentar reverter isso em Londrina.

Átila Abreu, não terminou/P4: Saio bem frustrado, é a terceira quebra em três corridas, não comemoro esse quarto lugar. Mesmo largando de último e terminando em quarto, fico bem decepcionado com o resultado.

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