Stock Car – Comentários de domingo – Argentina 2017

Thiago Camilo

Felipe Fraga, P1/P6: Foi uma de minhas melhores atuações na carreira. Fiquei muito feliz com a vitória e o resultado de todo final de semana, onde conseguimos tirar 17 pontos do líder. Nós queríamos uma corrida com chuva e ela veio hoje. Todos do box da Cimed Racing fizeram um grande trabalho. A nossa corrida 1 foi espetacular com o push usado na hora certa para passar o Thiago (Camilo) e o Daniel (Serra). Agora vamos continuar trabalhando e nosso objetivo é chegar com menos de 30 pontos de desvantagem na última etapa para termos boas chances de título na prova em Interlagos, que terá pontuação dobrada.

Thiago Camilo, P2/P10: Na primeira corrida, nossa equipe apostou que a pista ia secar e entramos com um acerto para pista úmida e não encharcada. No início o Fraga se aproveitou disso e abriu uma grande vantagem. Depois a pista foi realmente secando, meu rendimento melhorou muito, consegui passar o Serrinha e estava virando mais rápido que o Fraga, mas não o suficiente para disputar a vitória. Preferi poupar equipamento para a segunda corrida. Na segunda, cometi um pequeno erro ao tentar ultrapassar o Diego Nunes, achei que ele ia se comportar de outra maneira porque eu estava mais rápido, e rodei. Voltei um minuto atrás e aproveitei uma bandeira amarela, que eu soube depois que foi justamente em função da rodada do Serrinha, para botar pneus slick, e meu carro ficou com um rendimento muito bom. Fiz várias ultrapassagens e acabei marcando pontos preciosos na briga pelo campeonato.

Diego Nunes, P4/P15: Acertamos na primeira, talvez se estivéssemos largado um pouco mais pra frente, daria para brigar certeza pelo pódio, porque eu era muito mais rápido que os outros, só do (Felipe) Fraga que não, e a corrida 2 ficamos na loteria, devia ter parado para trocar pneus, colocar slick (composto para pista seca), talvez sim, mas muito difícil saber. O importante é que conseguimos somar 21 pontos e voltamos ao nosso objetivo, onde nossa meta era andar entre os cinco primeiros e pontuar mais de vinte pontos por final de semana. Agora na reta final do campeonato, Tarumã, Goiânia e Interlagos andamos muito bem, temos um retrospecto de bons resultados. Então, vamos terminar com chave de ouro.

Marcos Gomes, P5/P23: Largando de 10º acho que o quinto lugar ficou de bom tamanho na primeira corrida. Eu até poderia ter lutado pelo pódio, mas o Diego (Nunes) usou um push e tirou o nosso quarto lugar. Infelizmente eu levei um toque na segunda prova e isso tirou a nossa possibilidade de conseguir bons pontos na segunda prova. Fico feliz pela evolução do carro, que mostrou um bom desempenho hoje tanto com a pista seca quanto com a pista molhada.

Allam Khodair, P8/P21: A punição foi um erro. Nem mesmo o Lapenna, que seria o principal prejudicado, reclamou daquele toque. Ele estava sem a porta, e, portanto, sem o retrovisor, e não me viu. Atravessou a pista, encostou no meu carro, e rodou. Os pontos perdidos não voltam mais, mas este posicionamento é importante para mostrar que realmente não tive culpa no incidente. De todo modo, vamos levantar a cabeça e mirar a próxima etapa, em Tarumã, uma das pistas onde tenho ótimos resultados e onde certamente daremos a volta por cima neste campeonato tão complicado.

Gabriel Casagrande, P9/P7: A gente estava muito perto de reverter a péssima classificação que tivemos. Olhando no geral, foi melhor do que o esperado, mas o que dói é que dava para ter sido muito melhor. Na hora da parada, o giro do motor estava muito baixo e na hora do arranque o carro morreu. Ainda consegui salvar um sétimo lugar, mas ver o pódio escapar pelos dedos não é nada legal.

Átila Abreu, P10/P14: Foi um fim de semana ruim para o campeonato. Na corrida 1, o carro destracionava muito, mas ainda consegui chegar em décimo, o que foi uma salvação. Largando em primeiro, não sabíamos o quanto o pneu de chuva poderia desgastar. Começamos a corrida, eu tinha um ritmo bom, tentando salvar um pouco do pneu, mas o safety car complicou tudo. Estando em primeiro, é difícil tomar uma decisão de trocar o pneu ou não. Tentei ir até o fim porque eu já voltaria em sexto ou sétimo. Foi uma situação bem complicada, para quem estava atrás com a corrida perdida é mais fácil tomar uma decisão como essa. Tomamos a decisão errada e quem trocou para slick estava bem mais rápido. Agora é remar, vamos tentar fazer a diferença nessas corridas para chegar na última prova com chances de título e brigar em São Paulo. Vamos continuar trabalhando, tentando melhorar o carro, é o tudo ou nada. Ainda dá, vamos lá, ninguém disse que seria fácil.

Antonio Pizzonia, P12/P8: Até agora, não soube de qualquer punição a ele (Khodair). Na segunda, eu tinha tudo para ir para a frente saindo em 12º, fizemos a estratégia certa, mas faltando 10 voltas tive um problema no sensor. O modo de segurança foi acionado e por isso eu tive de trocar as marcas bem mais cedo que o normal. Quando eu apertava o botão de ultrapassagem, o motor falhava demais e eu perdia tempo, ao invés de ganhar. Por isso, acabei a corrida até com uma sobra de quatro ou cinco pushes. Nosso ritmo de corrida era muito bom tanto com pneus de chuva quanto de seco. Enfim, foi um domingo para esquecer

Guilherme Salas, P13/P23: No começo a pista estava em condições muito complicadas e tive que manter a cautela para não cometer erros, fiz uma boa prova e consegui alguns pontos. Na segunda prova, eu perdi o rendimento, pois a pista ficou seca. No final optamos por abandonar, pois não conseguiríamos brigar pelos pontos e preferimos poupar equipamento para a próxima etapa.

Ricardo Zonta, P14/P12: Na classificação tivemos alguns problemas e achamos que fossem melhorar, mas as condições mudaram completamente para a corrida, com chuva, bem molhado. Nas primeiras voltas da primeira prova eu não conseguia enxergar nada porque embaçou tudo, fiquei meio de passageiro acompanhando os outros pilotos. Na segunda prova eu estava em sétimo antes do pit stop com um bom ritmo e optamos por não trocar os pneus e tentar ver ser aguentava. A diferença do slick foi muito grande, os outros pilotos passaram muito fácil e não tivemos o que fazer.

Cesar Ramos, P15/P9: Foi uma corrida muito difícil, principalmente por conta da oscilação entre pista seca e pista molhada na segunda prova. Alguns pilotos optaram por já colocar os slicks ainda na primeira corrida e focar apenas na segunda prova. Nosso caminho foi tentar deixar esta troca para o início da segunda prova e não perder os pontos da primeira disputa, algo que funcionou muito bem. Tenho de agradecer a todo o time pela estratégia usada e pelo carro competitivo que tivemos hoje. Também estou muito feliz de ter conseguido fazer minha parte. Basta ver a enorme quantidade de acidentes que as duas provas tiveram para constatar como estava difícil ficar na pista e ganhar posições.

Tuka Rocha, P16/P11: Fui punido injustamente, já que o próprio piloto alegou que não atrapalhei ele e fui jogado para último e fizemos uma corrida de recuperação. Meu carro era bom o final de semana inteiro, sempre competitivo, andando entre os primeiros e bem quando tínhamos um carro bom acontece isso, mas fizemos uma corrida de recuperação e pontuamos nas duas. No final pelo que dava para fazer o saldo foi positivo.

Sérgio Jimenez, P18/P17: Demoramos um pouco para achar o acerto do carro para ser veloz. No classificatório, deu uma melhorada, mas ainda largamos atrás. E veio a chuva hoje, o que seria bom para nós. Andei bem no warm up nestas condições, mas antes de largar começou e embaçar o meu vidro e não conseguia enxergar nada. Sorte que eu não bati, consegui parar nos boxes e arrumar. Não perdi uma volta, mas voltei muito atrás. O que dá pra tirar de positivo é que na chuva a gente era veloz. Mas lá atrás não deu para fazer muita coisa. Na segunda corrida, poderíamos ter tentado arriscar, colocar os pneus slick quando deu Safety Car, mas acabamos não arriscando e, ainda na relargada, tive um toque e fui lá pra trás. Perdemos a chance de ter um resultado bom nesta etapa, mas vamos para a próxima.

Cacá Bueno, P19/P5: Era um final de semana em que poderíamos ter conseguido dois ótimos resultados, mas eu tomei um toque na primeira prova do Beto (Valério) e isso acabou nos prejudicando para as duas provas. Tivemos que mudar a estratégia e praticamente focar apenas na corrida 2, quando arriscamos e colocamos slicks, mas tinham outros pilotos na minha frente que fizeram a mesma coisa. Na sequência, conseguimos escalar o pelotão e chegamos em quinto. Depois, não havia muito o que fazer. Foi uma pena o resultado da primeira prova, onde com certeza tínhamos chances de somar pontos importantes.

Rafael Suzuki, P20/P3: Fiquei muito feliz por esse resultado, não só por mim, mas por toda a equipe. A Stock Car é uma categoria extremamente competitiva, tínhamos batido na trave algumas vezes e enfim chegou o nosso pódio! Estávamos rápidos durante todo o fim de semana, numa pista em que não conhecia, mas a classificação não foi como o esperado. Na corrida 1, minha visibilidade estava bem comprometida, então ficou difícil buscar um resultado melhor, mas a equipe optou por colocar pneus slick e essa foi a estratégia acertada. Meu carro era muito rápido na corrida 2 e consegui fazer muitas ultrapassagens. Também foi legal dividir o pódio com o Barrichello, que é um amigo e uma referência para mim. Vamos seguir trabalhando bastante para que esse pódio se repita mais vezes.

Denis Navarro, P23/P13: Nós tínhamos uma boa estratégia e foi uma pena o erro na primeira corrida, onde acabei passando um pouco do ponto de freada e isso tirou nossa chance de pódio na corrida 2. Mesmo assim nós fizemos uma boa corrida de recuperação nessa prova final para chegarmos nos pontos e vamos focar agora em Tarumã (RS). A equipe está em uma grande evolução durante o ano e a expectativa é de conseguir somar mais pontos na próxima etapa.

Lucas Foresti, P24/P28: O carro estava voando, estávamos chegando nos primeiros, tínhamos condições de ganhar pois priorizamos a corrida 2, mas tomei um toque na traseira, rodei e terminei com o carro do Galid Osman parado de frente pra mim e o meu quebrado. Não tem como medir a frustração.

Julio Campos, P27/P4: A primeira corrida foi complicada. O pneu traseiro esquerdo furou, perdeu pressão, eu não tinha ritmo algum até a hora em que esvaziou por completo e acabei rodando. Um carro ainda me encostou e danificou a minha frente. A equipe conseguiu fazer o reparo, mas eu tinha tanta lama nas rodas que na segunda prova levei umas quatro voltas até conseguir a aderência e o ritmo ideais. Depois, pude andar num ritmo muito forte e terminar bastante próximo dos três primeiros. Foi uma pena, mas está faltando só um detalhezinho para alcançarmos os resultados que temos condições de conquistar.

Marcio Campos, P29/P30: A traseira do carro escapou, provavelmente em alguma poça de água, e não tive o que fazer. Virei passageiro e batida foi bem forte. Uma pena porque estava muito rápido e, naquele ritmo, teríamos certamente os dois carros chegando perto do Top5. Este é um excelente momento para voltarmos a correr em casa. Crescemos no campeonato, estamos com um ritmo bem forte e acredito que a torcida que sempre temos no Rio Grande do Sul será essencial para que possamos buscar nosso melhor resultado este ano.

Guga Lima, P30/P18: Com relação as nossas corridas, foi uma pena o que aconteceu. Na primeira prova, na chuva, eu fui surpreendido pelo Jimenez, que estava com problemas para enxergar. Ele estava praticamente parado, eu também tinha pouca visibilidade e, na hora que eu o vi, tomei um susto e já estava em cima dele. Fui desviar e saí na grama. Com tudo molhado, não teve nem como voltar para a pista e bati. Consegui voltar para os boxes, arrumamos o carro e coloquei os pneus slicks para a segunda corrida. Larguei bem, estava num ritmo bom, já no meio do grid, mas na relargada do Safety Car, fui tentar defender minha posição e peguei uma poça. Na hora que eu freei, o carro saiu de traseira e foi pra grama. Uma pena. Poderíamos fazer um top-10, porque eu estava atrás do Julio (Campos) e ele foi quarto. Perdi a chance neste erro, mas é erguer a cabeça e ir pra Tarumã.

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