Nome: Nelson Ângelo Piquet. Nascimento: 25/07/85, em Heidelberg (Alemanha). Equipe: Renault (F1). Títulos: Campeão da Fórmula 3 Sul-Americana (2002); Campeão da Fórmula 3 Inglesa (2004).
Nelsinho Piquet conquistou no domingo (20/07) o seu primeiro pódio na Fórmula 1 e o primeiro da Renault na temporada 2008. Com um excelente desempenho, o piloto largou da 17ª posição e chegou em segundo no Grande Prêmio da Alemanha de Fórmula 1, realizado em Hockenheim. Com o resultado, o brasileiro chegou a 10 pontos e ocupa o 11º lugar no campeonato, melhor posição entre os estreantes.
O resultado é um presente antecipado para Nelsinho, que na próxima sexta-feira, 25 de julho, completa 23 anos. Nelsinho contou com uma excelente estratégia e também com a sorte para estrear no pódio da Fórmula 1. O piloto aproveitou a posição de largada para realizar apenas uma parada e ganhar posições durante a prova. Na 36ª volta, um acidente com o piloto alemão Timo Glock motivou a entrada do safety car. Vários adversários aproveitaram para parar nos boxes, o que deixou Nelsinho em terceiro lugar após a relargada. O brasileiro chegou a ocupar a liderança por sete voltas e manteve sempre um ritmo forte, apesar de estar com o tanque bem mais cheio que os demais pilotos.
O primeiro pódio de Nelsinho na Fórmula 1 mostra que a Alemanha tem mesmo um lugar de importância para a família Piquet. O circuito de Hockenheim fica a apenas 25 quilômetros de Heidelberg, cidade-natal de Nelsinho, e foi o local da estréia de Nelson Piquet na categoria, há 30 anos. Outra coincidência: Timo Glock, que motivou a entrada do safety car, é alemão. Sebastian Vettel, que atrapalhou Nelsinho no treino de classificação e possibilitou a estratégia de apenas uma parada, também.
A carreira de Nelson Ângelo Piquet começou em 1993 no kart, onde ficou até 2001. Foi o ano de estréia nos monopostos, fazendo parte da Fórmula 3 Sul-Americana. Na temporada seguinte, guiando pela equipe montada pelo pai (Nelson Piquet), Nelsinho foi campeão da categoria, ao mesmo tempo em que disputava provas pela Fórmula Renault.
A estréia na Europa foi em 2003, na Fórmula 3 Inglesa. Ainda na equipe do pai, Nelsinho venceu seis provas, fez cinco pódios e oito pole positions, o que resultou na terceira posição ao final do ano. Em 2004, mais maduro, foi campeão da categoria, ao mesmo tempo em que fazia seus primeiros testes em um carro da Fórmula 1, pela equipe Williams.
Em 2005, Nelsinho entrou para a GP2, categoria recém-criada para ser o último passo antes da Fórmula 1. O ano foi razoável, mas ao menos o brasileiro pôde comemorar uma vitória na Bélgica. Nelson Ângelo Piquet também atuou como representante do Brasil na A1 GP, categoria criada para ser a "Copa do Mundo" do automobilismo. Após vencer as duas baterias da prova de estréia, em Brands Hatch (Inglaterra), a equipe caiu de produção.
Em 2006, Nelson Ângelo Piquet seguiu na GP2, onde teve um grande ano, várias vitórias (incluindo uma dupla na rodada da Hungria) e o vice-campeonato, atrás nada menos do que de Lewis Hamilton. No ano seguinte, Nelsinho foi o piloto oficial de testes da equipe Renault de Fórmula 1, o que valeu a ele uma vaga de titular em 2008, ao lado do bicampeão Fernando Alonso.
Com um carro abaixo das expectativas, o começo foi apenas razoável, e os primeiros pontos vieram apenas na oitava etapa, uma sétima colocação em Magny-Cours (França). A possibilidade de pódio apareceu já na prova seguinte, em Silverstone (Inglaterra), mas a traiçoeira pista molhada jogou fora as chances até de um segundo lugar. Resultado que apareceu em Hockenheim, na Alemanha. Por isso, Nelsinho Piquet é o Piloto da Semana do Autoracing!
Nelsinho Piquet (F1) obteve a vitória entre os internautas com 60% dos votos. Lewis Hamilton (F1) ficou na segunda posição com 20% dos votos.
Ana Beatriz Gomes Caselato de Figueiredo, ou a "Bia". Nascimento: 18 de março de 1985, em São Paulo (SP). Equipe: Sam Schmidt Motorsports (Indy Lights). Títulos: Vice campeã Paulista de kart em 2000, da Taça Brasil em 2001 e Brasileira de kart em 2002.
No fim da tarde do último sábado (12/07), Ana Beatriz, no Brasil conhecida como Bia Figueiredo, venceu a décima etapa do campeonato da Firestone Indy Lights, disputada no circuito Nashville Superspeedway. Em segundo lugar ficou Bobby Wilson, a 1s2392, e em terceiro, Arie Luyendyk Jr., a 3s5627. Com sua primeira vitória nesta temporada de estréia na categoria de acesso à IndyCar, a piloto brasileira da Sam Schmidt Motorsports saltou de sexto para terceiro lugar no campeonato, somando 286 pontos, e se tornou a primeira mulher a ganhar uma corrida na Indy Lights.
A corrida, disputada com quase duas horas de atraso por causa de um temporal que desabou no sábado extremamente quente de verão em Tennessee, no leste dos Estados Unidos, encerrou um fim de semana de trabalho consistente da piloto. Na sexta-feira, Bia Figueiredo foi a mais rápida dos treinos livres. Antepenúltima a entrar na pista para a classificação, conquistou provisoriamente a pole position. Mas foi superada em 0s0095 por James Davison, um de seus companheiros de equipe, o último a fazer a tomada de tempos, e largou em segundo.
No início da prova, ela chegou a andar na quarta posição nas primeiras voltas, mas, na relargada após a primeira bandeira amarela, pulou para a terceira posição, aproveitando-se da confusão entre Jeff Simons e Dillon Battistini, que se tocaram à sua frente. Na volta 16 ultrapassou Simmons, retornando à segunda posição. Então a brasileira foi diminuindo a distância para o líder Davison até ultrapassá-lo na 33a das 77 voltas da corrida pelo circuito de 1,3 milha e piso de concreto. Depois, a piloto abriu distância o bastante para não ser incomodada por mais ninguém até o fim da prova que durou 40 minutos e teve mais três bandeiras amarelas, para encerrar a corrida mais de 1,2 segundo à frente do segundo colocado, Bobby Wilson.
Esta foi a primeira vitória de Bia - como a tratam os americanos, pelo apelido - em um circuito oval, depois de terminar em terceiro lugar no circuito oval de Iowa e nos circuitos mistos de Saint Petersburg e Watkins Glen, além de acabar em quinto lugar na clássica 100 Milhas de Indianápolis da Indy Lights, resultados que fizeram dela a primeira mulher a subir ao pódio na Indy Lights e a terminar entre os cinco primeiros em Indianápolis.
Bia Figueiredo é uma garota que está conseguindo mostrar para muito marmanjo que lugar de mulher não é no tanque, pia ou fogão, mas nas pistas mostrando toda sua habilidade. A Paulistana começou a competir em 1994 na categoria Cadete e terminou aquela temporada na sexta colocação. A piloto ainda permaneceu na Cadete por mais três temporadas quando passou em 1997 para a Júnior Menor.
Em 98, Bia chegou à Junior, onde ficou até 2000 e os resultados já estavam ficando mais evidentes mostrando que ela não era uma piloto qualquer. O ano 2000 foi particularmente cheio de bons resultados como o vice no Paulista, o terceiro lugar na Racing Parilla e a participação nos Torneio de Primavera e Mundial de kart em Braga (Portugal). No fim do ano, a critica especializada a premiou com o titulo de Piloto mais combativa daquele ano.
Em 2001, Bia conseguiu o vice no Troféu Brasil de kart, a pole e o terceiro lugar no Brasileiro de kart, o terceiro lugar no Paulista e faturou o "Capacete de Ouro", como a melhor piloto do Brasil naquele ano e que levaria também no ano seguinte. Em 2002, ela ficou com o vice no Brasileiro e o terceiro lugar no Paulista.
O ano de 2003 viu Bia passar para os monopostos, justamente na Fórmula Renault Brasil e ela mostrou a que veio ao bater o recorde da pista de Londrina e fazer a melhor volta em campo Grande, além de ficar com o título da Copa Sorriso Campeão e o vice da Seletiva Petrobrás. Em 2004 ela continuou na F-Renault e disputou algumas corridas na F3, categoria Light.
A temporada de 2005 foi especial para Bia. Foram três vitórias na Renault, e a ida para a Fórmula 3 Sul-americana garantida para 2006. Alguns bons resultados e uma inédita pole position não foram suficientes para a carreira da piloto engrenar, e em 2007 as suas atividades se resumiram a participações esporádicas nos finais de semana da A1GP, a Copa do Mundo do Automobilismo. Em 2008, as coisas voltaram a entrar nos eixos, Bia Figueiredo deu um novo rumo para a sua vida e já desponta como um nome de grande futuro nos Estados Unidos. Por isso, Bia Figueiredo é mais uma vez a PILOTO DA SEMANA DO AUTORACING.
Bia Figueiredo (Indy Lights) obteve a vitória entre os internautas com 66% dos votos. Casey Stoner (MotoGP) ficou na segunda posição com 12% dos votos.
Nome: Rubens Barrichello. Nascimento: 23 de maio de 1972, em São Paulo (BRA). Equipe: Ferrari (F-1). Títulos: Bicampeão Brasileiro (1983 e 84) e Paulista (1983 e 85) de Kart; Campeão de F-GM Lotus (1990); Campeão de F-3 Inglesa (1991).
Após mais de três anos, Rubens Barrichello voltou ao pódio da Fórmula 1. O piloto brasileiro teve no GP da Inglaterra em Silverstone uma pilotagem brilhante em uma corrida dramática sob pista molhada, que o recompensou com um terceiro lugar - o 62º pódio de sua carreira na Fórmula 1 e o primeiro na Honda.
As 60 voltas da corrida foram no molhado, mas a quantidade de água na pista variou significativamente e algumas excelentes decisões de estratégia ajudaram Rubens a escalar o pelotão a partir de sua 16ª posição no grid de largada. Em um dado momento, depois de colocar pneus para pista extremamente molhada, ele era o piloto mais rápido da pista, inclusive ultrapassando o eventual vencedor da prova, Lewis Hamilton, antes de se estabelecer em um terceiro lugar.
Não estava chovendo quando os carros alinharam no grid, mas a pista úmida fez com que Rubens largasse com pneus intermediários. O brasileiro ganhou seis posições na primeira volta, e parou para colocar novos pneus intermediários, na volta 24. Na metade da prova começou a chover forte, e foi tomada rapidamente a decisão de trazer o carros na volta 35 para colocar pneus para pista extremamente molhada. O brasileiro ainda teria de fazer uma terceira parada na volta 46, momento em que ele tinha subido para segundo lugar. A parada fez com que ele caísse para terceiro e, apesar de tudo isso, ele recebeu a bandeirada apenas 13 segundos atrás do segundo colocado, Nick Heidfeld.
Após passar por Jordan, Stewart e Ferrari, equipe pela qual conquistou nove vitórias e dois títulos mundiais, Rubens Barrichello estreou na Honda em 2006, buscando mais liberdade para buscar vitórias e, quem sabe, um título inédito. Em seu primeiro ano, devido ao natural período de adaptação, o brasileiro somou 30 pontos, tendo dois quarto lugares como melhores resultados. No ano passado, com a montadora japonesa errando a mão e construindo um carro sofrível, Rubinho não marcou nenhum ponto, apesar de ter ficado muito perto do pódio no Canadá, quando a equipe errou na estratégia.
Em 2008, Rubens Barrichello já entrou para a história ao bater o recorde de participações em corridas de Fórmula 1, pertencente antes a Riccardo Patrese. E, com um carro da Honda ao menos um pouco melhor do que o de 2007, ele já está sendo presença constante ao menos na zona de pontuação. Com a atuação de gala no GP da Inglaterra, o elegemos novamente o PILOTO DA SEMANA AUTORACING!
Rubens Barrichello (F1) obteve a vitória entre os internautas com 77% dos votos. Lewis Hamilton (F1) e Bruno Senna (GP2) ficaram na segunda posição com 9% dos votos.
Nome: Felipe Massa. Nascimento: 25/04/1981, em São Paulo (SP). Títulos: Campeão Brasileiro de Fórmula Chevrolet (1999); Campeão Italiano e Europeu de Formula Renault (2000); Campeão Europeu de Fórmula 3000 (2001).
Felipe Massa e o povo brasileiro vão ter muito o que lembrar do dia 22 de junho de 2008. Além de vencer o Grande Prêmio da França, o piloto da Ferrari assumiu pela primeira vez em sua carreira na Fórmula 1 a liderança do mundial de pilotos. O brasileiro completou as 70 voltas da prova em 1h31min50s245, ficando a 17s9 do segundo colocado, Kimi Raikkonen, seu companheiro de equipe. Foi a terceira vitória dele na temporada e a oitava na carreira.
Com a vitória, Massa tornou-se o primeiro piloto brasileiro a vencer no traçado de Magny-Cours, que estreou na categoria em 1991. A outra vitória brasileira no GP da França havia acontecido em 1985, com Nelson Piquet, da Brabham, mas no circuito de Paul Ricard. Além disso, o ferrarista é o primeiro brasileiro desde Ayrton Senna a liderar o mundial, isso entre os GPs de Mônaco e do Canadá de 1993.
Na largada, Massa manteve a segunda colocação, atrás do pole position Kimi Raikkonen. O finlandês seguiu tranqüilo na liderança, e na primeira parada nos boxes manteve a primeira colocação sem dar chance para ataques do brasileiro, que parou duas voltas depois. Contudo, o finlandês começou a perder rendimento devido a um problema no escapamento e na 38ª volta foi facilmente superado por Massa. A partir de então, foi questão de manter o ritmo, fazer o segundo pit stop com calma e levar a Ferrari nº 2 até a bandeira quadriculada. Nem a garoa nas voltas finais atrapalhou.
A estréia de Felipe Massa na Fórmula 1 foi em 2002, com apenas 20 anos de idade. Felipe disputou toda a temporada pela equipe Sauber, fazendo quatro pontos e terminando em 13º. No ano seguinte, para ganhar experiência, Massinha trabalhou como piloto de testes da Ferrari. Esse ano de "anonimato" certamente renderia muito ao brasileiro em um futuro próximo...
Em 2004, Felipe Massa voltou para a Sauber. Mais experiente, mas ainda apontado como um dos pilotos mais promissores do "circo", o brasileiro marcou 12 pontos, terminando o ano em 12º e tendo como melhor resultado uma 4ª colocação no GP da Bélgica. Em 2005, ainda na Sauber, Massinha conquistou 11 pontos, superando pela primeira vez um companheiro de equipe: Jacques Villeneuve, campeão da Fórmula 1 em 1997.
Em 2006, Felipe Massa deu o grande passo de sua carreira. Contratado para guiar ao lado de Michael Schumacher na Ferrari, o piloto brasileiro fez um belo papel: venceu duas corridas (Turquia e Brasil), fez 80 pontos e terminou o campeonato na terceira posição.
Em 2007, sem a sombra do piloto alemão, Massa teve melhores condições para desenvolver seu potencial, apesar dos azares que lhe tiraram da luta direta pelo título; venceu três provas (Bahrain, Espanha e Turquia), marcou 94 pontos e encerrou o ano em quarto. A temporada de 2008 começou mal, com abandono em duas corridas, mas Felipe se recuperou, obteve três vitórias (Bahrain, Turquia e França) e já é líder do campeonato, de olho no título inédito. Por isso, ele é o Piloto da Semana do Autoracing!
Felipe Massa (F1) obteve a vitória entre os internautas com 54% dos votos. Jarno Trulli (F1) ficou na segunda posição com 9% dos votos.
Nome: Robert Kubica. Nascimento: 07/12/1984, em Kraków (Polônia). Títulos: Seis vezes campeão de Kart na Polônia (entre 1995 e 1997); Bicampeão Italiano de kart (1998 e 1999); Campeão Alemão de kart (1999); Campeão da World Series by Renault (2005).
Novamente a história se fez presente no Canadá. Se no ano passado Lewis Hamilton recebeu a bandeirada como vencedor da prova e tornou-se o primeiro negro a vencer na categoria, neste domingo (08/06/2008), pela primeira vez, um piloto oriundo do leste europeu venceu uma corrida na Fórmula 1. Robert Kubica (BMW) soube se safar dos problemas e perigos e venceu o GP do Canadá com o tempo de 1h36min24s447, impondo uma diferença de 16 segundos sobre o segundo colocado, seu companheiro de equipe, Nick Heidfeld.
Dois dos favoritos à vitória, o pole position Lewis Hamilton (McLaren) e Kimi Raikkonen (Ferrari) abandonaram juntos na 17ª volta, após colisão dentro dos boxes. Com o pit stop coletivo devido à presença do Safety Car, as luzes na saída do pitlane estavam vermelhas, e Raikkonen e Kubica pararam para esperar o sinal verde. Hamilton, que caiu de primeiro para terceiro no pit stop, não viu e acertou a traseira do finlandês. O caminho ficou livre para o polonês, que até ali mantivera a segunda posição obtida no treino de classificação, entre Hamilton e Raikkonen.
Heidfeld, que pararia apenas uma vez, assumiu a liderança. Após seu pit stop inicial, Kubica não figurava entre os oito primeiros, e também precisaria parar mais uma vez. O polonês, no entanto, passou a voar na pista, como deveria ser, e esperou os adversários saírem do caminho para assumir a liderança na volta 42, para não mais perder. Para isso, foi necessária uma ultrapassagem consentida sobre o seu parceiro de BMW, que vinha mais pesado e precisava segurar o grande adversário da equipe naquele momento, Fernando Alonso (Renault), que acabou rodando e ficou fora da disputa. A segunda parada nos boxes não alterou o cronograma da corrida, que demonstrou que Robert Kubica é sim um dos grandes nomes da atual e, provavelmente, da futura Fórmula 1.
A carreira do jovem Kubica começou em 1995, no kart. Após seis títulos em sua terra natal, o polonês ganhou o continente europeu, passando a competir em campeonatos na Itália, Alemanha e Europa em geral. A estréia nos monopostos se deu em 2001, na Formula Renault 2000, onde atuou por dois anos. No mesmo período, tornou-se membro do RDD, o programa de desenvolvimento de pilotos da montadora francesa, e participou de uma etapa da Fórmula Renault Brasileira em Interlagos, vencendo de ponta a ponta.
Em 2003, Kubica deu um passo adiante e foi para a Formula 3 Européia, onde ficou por duas temporadas. Em 2005, migrou para a World Series by Renault, categoria pela qual obteve seu maior destaque: quatro vitórias, três pole positions e o título. Nas duas últimas temporadas, participou do tradicional GP de Macau de Formula 3, obtendo duas segundas colocações.
Em 2006, Kubica entrou de vez no mundo da Fórmula 1. No começo do ano, foi contratado como piloto de testes da BMW, montadora alemã que assumiu a antiga equipe Sauber. Com a demissão do canadense Jacques Villeneuve, campeão da Fórmula 1 em 1997, o polonês foi promovido a titular no GP da Hungria, a 13º etapa da temporada. Em sua terceira prova, em Monza, Kubica liderou, resistiu à pressão de rivais muito mais tarimbados e subiu ao pódio pela primeira vez.
Em 2007, um impressionante acidente no Canadá afetou um pouco a sua temporada, cujos melhores resultados foram três quartas posições e o sexto lugar na classificação geral, com 39 pontos. Neste ano, esta pontuação já foi superada em apenas sete corridas: 42 pontos, uma vitória, uma pole position no Bahrain e quatro pódios. Kubica e a BMW são os “azarões” na luta pelo título, correndo contra as consagradíssimas Ferrari e McLaren. Mas a primeira vitória no Canadá e a liderança momentânea na Fórmula 1 rendem ao polonês, pela segunda vez, o título de Piloto da Semana do Autoracing!
Robert Kubica (F1) obteve a vitória entre os internautas com 80% dos votos. Valentino Rossi (MotoGP) ficou na segunda posição com 9% dos votos.
Nome: Adrian Sutil. Nascimento: 11/01/1983, em Starnberg (Alemanha). Títulos: Campeão da Fórmula Ford Suíça (2002); Campeão da Fórmula 3 Japonesa (2006).
O Piloto desta Semana não venceu corrida, não subiu ao pódio, não marcou pontos, sequer terminou o GP de Mônaco, a sexta etapa da Fórmula 1. Mesmo assim, o desempenho de Adrian Sutil chamou a atenção de todos os aficionados. Afinal de contas, não é todo dia que um piloto com um carro da pior equipe do grid chega a ocupar uma quarta colocação, perto do final da prova, com chances de terminar até no pódio dependendo dos acontecimentos.
Como de praxe, os carros da Force Índia foram mal nos treinos e ocuparam as duas últimas posições do grid, com Adrian Sutil em 19º. Teoricamente, o piloto alemão não teria grandes chances de evoluir, já que os abandonos são “jóias raras” na Fórmula 1 atual, em relação ao passado. No entanto, além das particularidades das ruas de Monte Carlo, outro fator foi decisivo na evolução de Sutil ao longo da corrida: a pista molhada, aquela que “separa os homens dos meninos”.
Sem se envolver em confusões, Sutil foi galgando posições. Foi um dos últimos pilotos a fazer o seu pit stop (o único), tendo trocado os pneus intermediários pelos compostos macios para pista seca, devido à ausência de chuva e melhora das condições do traçado. O piloto da Force Índia esteve entre os 10 primeiros colocados praticamente desde o início, tendo ultrapassado vários carros na primeira volta. Na 68ª passagem, ocupava uma estupenda quarta colocação, à frente do campeão Kimi Raikkonen, que fazia uma prova problemática. Uma rodada do finlandês, na saída do túnel, acabou com as esperanças de Sutil, que foi atingido na traseira e forçado a parar em definitivo nos boxes. Um final cheio de lágrimas para um desempenho muito acima das expectativas.
Adrian Sutil começou cedo no automobilismo. Iniciou a sua carreira no kart aos 14 anos, tendo passado em seguida para a Fórmula Ford Suiça 1800 em 2002, onde venceu nas dez pistas, levando também de lambuja cinco vitórias no Campeonato Austríaco de Fórmula Masters. No ano seguinte, foi sexto colocado no Campeonato da Fórmula BMW ADAC, sem nenhuma vitória. Em 2004, passou para a Fórmula 3 Euroseries, tendo pontuado duas vezes pela equipe de Colin Kolles, com quem estabeleceu laços importantes.
Na última prova da temporada, passou para a equipe ASM, onde permaneceu até meados de 2005. No mesmo ano, competiu pela Alemanha em três rodadas da A1GP, tendo chegado em 12º em duas oportunidades. Em 2006, passou para a Fórmula 3 Japonesa, onde foi campeão, além de ter obtido um terceiro lugar no tradicional GP de Macau.
Em 2006, Adrian Sutil testou pela primeira vez um carro de Fórmula 1, pela Midland. Piloto reserva, foi confirmado como titular para 2007, agora com a equipe chamando-se Spyker. Uma série de boas atuações e inclusive um ponto pelo oitavo lugar no GP do Japão (Fuji) chamou a atenção de grandes equipes, principalmente da McLaren, que chegou até a fazer uma sondagem sobre o jovem piloto alemão. O contrato com a equipe (que passou a se chamar Force India no final de 2007) era sólido, e Sutil foi mantido em 2008. Se seguir mostrando serviço, certamente terá um destino melhor nas próximas temporadas.
Adrian Sutil (F1) obteve a vitória entre os internautas com 33% dos votos. Vitor Meira (Indy) ficou na segunda posição com 22% dos votos.
Nome: Felipe Massa. Nascimento: 25/04/1981, em São Paulo (SP). Títulos: Campeão Brasileiro de Fórmula Chevrolet (1999); Campeão Italiano e Europeu de Formula Renault (2000); Campeão Europeu de Fórmula 3000 (2001).
Felipe Massa (Ferrari) confirmou a sua fama de "Rei de Istambul" e triunfou na quinta etapa da temporada, o GP da Turquia. Foi a segunda vitória do brasileiro em 2008 e a terceira consecutiva no traçado turco, em um domínio iniciado na sexta-feira, com a liderança no primeiro treino livre. No sábado, veio a terceira pole position seguida em Istambul, após disputa com os pilotos da McLaren e com o companheiro Kimi Raikkonen.
Massa manteve a liderança após a largada, e a perdeu por poucas voltas para Raikkonen após os seus dois pit stops. Também foi vitorioso em uma briga acirrada com Lewis Hamilton (McLaren), que adotou uma tática de três paradas nos boxes. O inglês, que chegou a ultrapassar o brasileiro na pista na 24ª volta, andou muito rápido nos dois primeiros trechos, mas não conseguiu manter o mesmo ritmo nos dois últimos. Chegou em segundo, 3s779 atrás do vencedor. O povo brasileiro espera, agora, que Massa consiga manter essa performance nas 15 etapas restantes e trazer o sonhado título para o país, algo que não acontece há 16 temporadas.
Felipe Massa iniciou a sua carreira no kart em 1990, ano em que conseguiu a quarta posição na Corrida de Micro Kart de São Paulo. Em 1991, foi o sexto colocado na mesma competição. Dois anos depois foi o terceiro colocado, e assim foi até 1998, ano de estréia no Campeonato Brasileiro de Fórmula Chevrolet. Após uma quinta posição na primeira temporada, foi o campeão no ano seguinte.
No ano 2000, o brasileiro já estava em terras européias. Logo de cara foi o campeão do Campeonato Italiano e Europeu de Formula Renault. No ano seguinte, foi o vencedor do Campeonato Europeu de Fórmula 3000 com uma etapa de antecipação.
A estréia na Fórmula 1 foi em 2002, com apenas 20 anos de idade. Felipe disputou toda a temporada pela equipe Sauber, fazendo quatro pontos e terminando em 13º. No ano seguinte, para ganhar experiência, Massinha trabalhou como piloto de testes da Ferrari. Esse ano de "anonimato" certamente renderia muito ao brasileiro em um futuro próximo...
Em 2004, Felipe Massa voltou para a Sauber. Mais experiente, mas ainda apontado como um dos pilotos mais promissores do "circo", o brasileiro marcou 12 pontos, terminando o ano em 12º e tendo como melhor resultado uma 4ª colocação no GP da Bélgica. Em 2005, ainda na Sauber, Massinha conquistou 11 pontos, superando pela primeira vez um companheiro de equipe: Jacques Villeneuve, campeão da Fórmula 1 em 1997.
Em 2006, Felipe Massa deu o grande passo de sua carreira. Contratado para guiar ao lado de Michael Schumacher na Ferrari, o piloto brasileiro fez um belo papel: venceu duas corridas (Turquia e Brasil), fez 80 pontos e terminou o campeonato na terceira posição.
Em 2007, sem a sombra do piloto alemão, Massa teve melhores condições para desenvolver seu potencial, apesar dos azares que lhe tiraram da luta direta pelo título; venceu três provas (Bahrain, Espanha e Turquia), marcou 94 pontos e encerrou o ano em quarto. A temporada de 2008 começou mal, com abandono em duas corridas, mas Felipe se recuperou, obteve duas vitórias (Bahrain e Turquia) e um segundo lugar (Espanha), e já é vice-líder do campeonato, de olho no título inédito. Por isso, ele é o Piloto da Semana do Autoracing!
Felipe Massa (F1) obteve a vitória entre os internautas com 66% dos votos. Lewis Hamilton (F1) ficou na segunda posição com 20% dos votos.
Nome: VALENTINO ROSSI. Nascimento: 16/02/79, em Urbino, Itália. Equipe: Yamaha (MotoGP). Títulos: Campeão Italiano de 125cc (1995); Campeão Mundial de 125cc (1997), 250cc (1999), 500cc (2001) e MotoGP (2002, 2003, 2004 e 2005).
Valentino Rossi (Yamaha) enfim perdeu a "virgindade" na temporada 2008 da MotoGP. Cinco vezes campeão na categoria máxima, o italiano assumiu a liderança na quinta das 22 voltas do GP da China e se manteve até a bandeirada, completando o percurso em 44min08s061. Dani Pedrosa (HRC) bem que tentou pressionar e tirar a primeira vitória de Rossi no ano, mas não conseguiu encontrar um bom espaço para ultrapassagem e teve que se contentar com o segundo posto. O espanhol chegou 3s890 atrás do vencedor em Xangai.
O pole position Colin Edwards (Tech 3 Yamaha) conseguiu se manter em primeiro após a largada, mesmo bastante pressionado por Casey Stoner (Ducati). Rossi, que largou em segundo, caiu para terceiro. No começo da segunda volta, Pedrosa pulou de quarto para segundo, invertendo de posição com Stoner e deixando Rossi em terceiro. Na mesma passagem, o espanhol da HRC ultrapassou Edwards e assumiu a ponta.
Rossi pressionou o antigo companheiro de Yamaha e ganhou o segundo posto, passando em seguida a ir à caça de Pedrosa. Na quinta volta, Rossi ultrapassou Pedrosa e partiu para a vitória, que se desenhou desde os treinos livres de sexta-feira. “The Doctor” mostrou que está vivo na luta por vitórias e por mais um título!
Vale lembrar um pouco da trajetória de Valentino Rossi. Com 25 anos, já tinha conquistado os três títulos do mundial de motociclismo (125cc, 250cc e 500cc). Tornou-se também o primeiro campeão mundial com as motos de quatro tempos. Em seis temporadas incompletas na mais importante categoria do motociclismo mundial, conquistou quatro títulos, um vice-campeonato e caminha a passos largos para mais uma taça. Ao contrário de outros pilotos, Valentino passa uma imagem de irreverência, comemorando suas conquistas das formas mais inusitadas possíveis. Isso serve para aumentar ainda mais sua popularidade mundo afora.
Valentino é filho de Graziano Rossi, que competiu no mundial de motovelocidade nos anos 70 e 80. Foi pelas mãos do pai que ele aprendeu a andar de moto e tomou gosto pela coisa. Já andava com uma motinho adaptada antes dos 10 anos, quando começou a andar de kart. Após alguns anos, Valentino foi competir no campeonato italiano de mini-motos. Foi ali que começou sua trajetória, que culminou na participação no campeonato italiano de 125cc, em 1994. O título veio no ano seguinte, e junto com ele um convite da Aprilia para participar do mundial de 125cc em 1996. Após um ano de aprendizado em 96, conseguiu o título no ano seguinte. Em 1998, Valentino Rossi já acelerava nas 205cc, obtendo logo de cara um vice-campeonato. Um ano depois, já comemorava o título.
A estréia nas 500cc foi no ano 2000, com uma moto da Honda. Em seu primeiro ano na categoria, obteve as primeiras vitórias e o vice-campeonato, atrás do norte-americano Kenny Roberts Jr. A partir daí, os títulos não pararam mais. Foi campeão em 2001 e 2002 com a Honda de dois tempos, e no ano seguinte foi o primeiro campeão com uma moto de quatro tempos.
No entanto, Valentino Rossi não estava satisfeito. Alguns diziam que a Honda era a melhor moto, e que muitos pilotos no lugar de Rossi também conquistariam o título. O piloto deu uma guinada em sua carreira, e no final de 2003 decidiu assinar com a Yamaha, uma marca que enfrentava uma má fase na Moto GP. Por estar defasado em relação a equipamento, pensava-se que a temporada de 2004 estaria perdida, que seria uma transição para vôos mais altos no futuro.
Ledo engano. Já em 2004, a Yamaha Rossi enfrentou de igual para igual as conceituadas motos Honda. Em igualdade de condições, prevalece sempre o talento, e daquela não foi diferente. Rossi conquistou o título de forma antecipada, assim como havia feito em todas as suas conquistas. A história se repetiu em 2005.
Em 2006, com um equipamento que muitas vezes o deixou na mão, o italiano foi vice-campeão, perdendo o título apenas na última prova para Nicky Hayden, da equipe de fábrica da Honda. No ano passado, o fato se repetiu, com Rossi não conseguindo fazer frente à esmagadora supremacia da Ducati de Casey Stoner. Em 2008, ao que parece, a Yamaha voltou a ter uma moto capaz de brigar constantemente por vitórias. E, desse modo, “The Doctor” sempre é candidato a dar espetáculo nas pistas. Por isso, pela 14ª vez, ele é o PILOTO DA SEMANA AUTORACING!
Valentino Rossi (MotoGP) obteve a vitória entre os internautas com 47% dos votos. Ricardo Maurício (Stock Car) ficou na segunda posição com 25% dos votos.
Nome: Kimi Raikkonen. Nascimento: 17 de outubro de 1979, em Espoo, Finlândia. Equipe: Ferrari (F-1). Títulos: Bicampeão Finlandês de Kart (1997/98); Campeão Nórdico de Kart (1998); Campeão Britânico de F-Renault (2000); Campeão da Fórmula 1 (2007)
Favorito para o bicampeonato. Assim pode ser considerado Kimi Raikkonen, que venceu duas das quatro provas já realizadas em 2008. No GP da Espanha, o domínio foi quase que total, começando nos dois treinos livres de sexta-feira, passando pelo treino classificatório e terminando na corrida, inclusive com a volta mais rápida a tiracolo. Foi o típico “barba, cabelo e bigode”.
Na corrida disputada na Catalunha, Raikkonen foi soberano. Apesar da distância relativamente pequena para o companheiro de Ferrari, Felipe Massa, o finlandês controlou a prova do começo ao fim, e só perdeu a liderança momentaneamente após os pit stops. Nem mesmo as intervenções do Safety Car mudaram o panorama do GP espanhol, que por tradição costuma definir o campeão mundial. Será que a história irá se repetir em 2008?
Assim como a imensa maioria dos pilotos, Kimi Raikkonen começou sua carreira no kart. Após conquistar vários títulos nessa modalidade, estreou nos monopostos com a idade de 20 anos, aproximadamente, um tanto avançada para os padrões atuais, pelos quais os pilotos começam cada vez mais cedo (vide a idade de boa parte dos pilotos da Fórmula Renault).
A carreira de Raikkonen nas categorias de base dos monopostos foi meteórica. Ganhou o título britânico de Fórmula Renault em seu primeiro ano completo nos carros (2000), o que já começava a demonstrar suas aptidões como competidor. Sempre atento aos jovens pilotos, o suíço Peter Sauber, dono da equipe que leva o seu nome, não teve dúvidas: levou o piloto finlandês, recém-saído do kart, direto para a Fórmula 1, sem muito tempo para testes ou adaptações às novas condições.
Em 2001, guiando pela Sauber, Kimi Raikkonen fez bom papel. Mesmo com a limitação do equipamento, foram várias provas marcando pontos, e correndo em igualdade de condições com seu companheiro de equipe, o alemão Nick Heidfeld, que era campeão de Fórmula 3000 e já tinha um ano de experiência na Fórmula 1.
As boas atuações encheram os olhos de uma das mais tradicionais equipes da Fórmula 1. No final de 2001, o piloto finlandês Mika Hakkinen, bicampeão da categoria, anunciou sua aposentadoria. Ron Dennis precisava de alguém para substituí-lo e, seguindo conselhos do próprio Hakkinen, acabou optando por uma jovem revelação: Kimi Raikkonen.
A temporada de 2002 foi amplamente dominada pela Ferrari. Mesmo assim, o jovem finlandês mostrou serviço em algumas corridas e quase venceu o GP da França, chegando na segunda posição.
A evolução continuou e, em 2003, Kimi Raikkonen pôde mostrar todo o seu talento. Apesar de ter em mãos um equipamento ultrapassado (a Mclaren não construiu um carro novo, preferiu correr com o modelo de 2002, adaptado), ele disputou o título até a última prova, vencendo corrida (Malásia), liderando provas e conseguindo inúmeros pódios. Mesmo disputando contra uma Ferrari milionária e multicampeã e uma Williams competitiva, o finlandês foi vice-campeão, a apenas dois pontos do vencedor.
A temporada mais difícil para Raikkonen e a Mclaren foi 2004. Na primeira metade da temporada, a escuderia não conseguiu fazer um equipamento competitivo, sequer confiável. Raikkonen e seu companheiro, o escocês David Coulthard, não conseguiam chegar entre os primeiros colocados. O finlandês, tentando de tudo para andar mais rápido, não conseguia terminar as corridas. A partir da Inglaterra, em julho, a McLaren estreou várias novidades, e seus carros passaram a disputar a ponta das corridas, ameaçando a então imbatível Ferrari. Em Silverstone, Kimi fez a pole e chegou em segundo; em Hockenheim, o finlandês se aproximava do líder até sofrer um acidente; e, na Bélgica, a recompensa: a primeira vitória do ano.
Para 2005, esperava-se um grande ano da McLaren. O bom desempenho nos testes de pré-temporada servia para aumentar ainda mais o otimismo. No entanto, nas três primeiras provas, o equipamento não conseguiu mostrar seu potencial. Os pilotos da McLaren corriam apenas para marcar pontos, assistindo ao domínio da Renault.
Na temporada européia, as coisas mudaram de figura. Kimi Raikkonen marcou a pole position nas três provas disputadas no continente (San Marino, Espanha e Mônaco), evidenciando a qualidade do equipamento. Em Imola, uma falha hidráulica tirou o líder da prova. Na Espanha, foi um passeio: vitória de ponta a ponta. Em Mônaco, novo domínio. Nas corridas seguintes, a falta de confiabilidade da McLaren impediu que o finlandês alcançasse uma melhor pontuação no campeonato. Venceu mais cinco provas (Canadá, Hungria, Turquia, Bélgica e Japão) e foi vice-campeão pela segunda vez.
Em 2006, um ano fraco de resultados na McLaren fez com que Kimi tomasse a decisão de ir para a Ferrari, substituindo Michael Schumacher. Sábia decisão. Já estreou com pole position e vitória na Austrália.
Depois, em um período de adaptação, os resultados não foram os esperados, até que o finlandês emendou duas vitórias na França e na Inglaterra. Com mais dois triunfos (Bélgica e China), colocou-se na briga pelo título na última etapa, no Brasil. Aí, correndo com a cabeça, venceu a prova e conquistou um título que muitos acreditavam ser impossível. Será que a história se repetirá em 2008? É muito provável que sim, por isso Kimi Raikkonen é o Piloto da Semana do Autoracing.
Kimi Raikkonen (F1) obteve a vitória entre os internautas com 50% dos votos. Felipe Massa (F1) ficou na segunda posição com 13% dos votos.
Nome: Jorge Lorenzo. Nascimento: 04/05/1987, em Palma de Mallorca (Espanha). Títulos: Bicampeão das 250cc (2006 e 2007)
Concretizando o seu maior sonho, Jorge Lorenzo conquistou no Estoril (Portugal) a sua primeira vitória na MotoGP. O espanhol superou em duelo acirradíssimo dois dos maiores nomes da categoria, e lidera agora, em igualdade de pontos com Daniel Pedrosa o campeonato mundial. E é a temporada de estréia do piloto espanhol, que mantém 100% de aproveitamento nos treinos classificatórios: três corridas, três poles, três pódios. Entre eles, agora, uma vitória.
Lorenzo teve um final de semana impecável; Pole position, volta mais rápida e vitória, em uma pista onde nunca tinha conseguido vencer, nem nas categorias de base. O espanhol repetiu o feito do brasileiro Alexandre Barros, o único piloto que conseguiu fazer "barba, cabelo e bigode" no histórico circuito do Estoril, em 2005.
Na largada do GP de Portugal, Dani Pedrosa (HRC) tentou passar para frente logo na primeira curva, mas foi superado pelos dois pilotos da Yamaha que largaram da primeira fila, Lorenzo e Valentino Rossi. Na primeira volta, o trio travou uma formidável luta pela liderança, diante de um público recorde de mais de 72.000 espectadores.
A partir da segunda volta, Rossi se estabeleceu na frente, enquanto os espanhóis discutiam o segundo lugar. Lorenzo, que vinha em terceiro, deixou Pedrosa para trás e, na 13ª das 28 voltas, forçou a ultrapassagem em cima de Rossi, começando progressivamente a aumentar a vantagem, que lhe assegurou uma vitória tranqüila. Pedrosa passou para segundo e tentou seguir o ritmo do compatriota, mas não conseguiu se aproximar. A primeira vitória de Lorenzo e, se seguir nesse ritmo, a primeira de muitas.
Lorenzo começou a sua carreira aos três anos de idade, em um encontro de mini-cross. Depois disso, competiu em provas de trial, mini-moto e motocross júnior em Mallorca, sua cidade natal. A primeira competição oficial foi a Copa Aprilia 50cc, aos 13 anos.
A estréia na Motovelocidade foi em 2002, no GP de Jerez (Espanha), com uma moto Derbi. No ano seguinte, obteve a sua primeira vitória nas 125cc, no circuito de Jacarepaguá, no Rio de Janeiro. No mesmo ano, fez a pole position e a volta mais rápida para o GP da Malásia, em Sepang. Em 2004, venceu três vezes, e no ano seguinte já estava acelerando uma 250cc.
Em 2006, guiando pela Aprilia, Lorenzo obteve o seu primeiro título, com oito vitórias e um recorde de 10 pole positions. No ano seguinte, com nove vitórias, o jovem espanhol obteve o bicampeonato. Contratado pela Fiat Yamaha, Lorenzo agora demonstra todo o seu talento na MotoGP. Em apenas três provas disputadas, já mostrou que vai dar trabalho aos grandes nomes da categoria, e tem tudo para lutar pelo título logo no ano de estréia. Por isso, e pela performance dominante no GP de Portugal, Jorge Lorenzo é o Piloto da Semana do Autoracing.
Jorge Lorenzo (MotoGP) obteve a vitória entre os internautas com 42% dos votos. Marcos Gomes (Stock Car) ficou na segunda posição com 35% dos votos.