Pirelli F1 – GP da Itália: pneus de meio da gama para o templo da velocidade

Para o GP da casa da Pirelli, em Monza, o C2 foi escolhido como o pneu duro, branco, o C3 como o pneu médio, amarelo, e o C4 como o pneu macio, vermelho: a combinação mais comum vista até agora este ano. Essa seleção é o melhor compromisso para lidar com as demandas variadas do ‘templo da velocidade’, que ao longo dos anos teve alguns trechos mais lentos e mais técnicos adicionados às retas e curvas rápidas que construíram a reputação de Monza: o local que hospedou mais Grandes Prêmios do que qualquer outro.

CARACTERÍSTICAS DA PISTA

A pole do ano passado de Kimi Raikkonen tornou-se a volta mais rápida de Monza e da história da Fórmula 1, a uma velocidade média de 263.587 km/h. O tempo de volta mais rápido de Monza ainda é de 1min21s046 (com uma média de 257.320 km/h), feita por Rubens Barrichello, em 2004.

As opções deste ano são muito semelhantes às do ano passado, quando foram selecionados os compostos médios, macios e super macios. A única diferença é que o C4 atual é mais macio que o super macio de 2018, enquanto o C2 também é um pouco mais macio que o médio do ano passado. Como de costume, os dados dos anos anteriores são um fator-chave na seleção dos pneus para as corridas.

As equipes utilizam uma configuração de menor pressão aerodinâmica possível em Monza, tudo para maximizar a velocidade máxima nas longas retas. Isso significa que os pneus precisam fornecer máxima aderência mecânica nas curvas, e que a perda de aderência na frente também pode ser um problema, pois as equipes buscam proteger os pneus traseiros para otimizar a tração.

O clima é geralmente seco e quente em Monza, mas no ano passado houve chuva intermitente durante sexta e sábado, o que dificultou bastante o trabalho usual de coleta de dados.

No ano passado, Lewis Hamilton venceu a corrida partindo de terceiro no grid com uma estratégia de uma parada única, a mesma usada pela maioria dos concorrentes. Ele parou o seu carro mais tarde que o pole Raikkonen e depois aproveitou a vantagem dos pneus mais novos para conquistar a liderança no final da corrida.

Existem algumas zebras que os pilotos atacam muito forte, especialmente nas chicanes Rettifilo e Roggia. Isso significa que a resistência estrutural dos pneus é um fator importante.

MARIO ISOLA – GERENTE MUNDIAL DE MOTORSPORT DA PIRELLI

“Monza ainda é um grande desafio para pilotos, carros e pneus: um pouco como Spa, que aconteceu neste fim de semana. Ao contrário do ano passado, porém, não temos a mesma indicação de pneus para ambas as corridas. Em Monza, a escolha mais macia é um pouco mais macia que a do ano passado. Com a volta mais rápida da história da Fórmula 1 na classificação de Monza no ano passado, e com uma tendência que os carros sejam ainda mais rápidos neste ano, poderemos ver mais história ser escrita. Embora Monza seja tradicionalmente conhecida como um lugar difícil de ultrapassar, a corrida do ano passado também mostrou como a estratégia de pneus pode fazer uma diferença importante. Nos últimos dois anos, choveu em alguns momentos durante o fim de semana de Monza, adicionando outra variável à pista que sempre é uma corrida que traz muitas disputas e com diferenças pequenas”.

OUTRAS NOTÍCIAS DA PIRELLI

Está prevista uma série de comemorações até o fim de semana de Monza: em 4 de setembro a Ferrari e a ACI (Federação Italiana de Automobilismo) celebrarão em conjunto os 90 anos da Ferrari e o 90º Grande Prêmio da Itália, que será realizado em Monza, com um desfile e um festival na Piazza Duomo de Milão.

No mesmo final de semana do Grande Prêmio da Itália, a Pirelli será patrocinadora do exclusivo Salon Privé, no Palácio de Blenheim, Reino Unido. Parte festa de jardim, parte salão do automóvel, o Salon Privé promove este ano o lançamento de mais de dez carros novos do segmento Prestige, além de comemorar os 100 anos da Bentley.

EB - www.autoracing.com.br

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