Piloto do Ano de 2011 – Os cinco mais


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Jenson Button, F1 (28,9%)

Jenson Button  é o Piloto do Ano de 2011. O inglês de 31 anos de idade não conseguiu ser campeão mundial de F1 pela segunda vez, sucumbindo frente à hegemonia acachapante da Red Bull de Sebastian Vettel. Mas foi vice-campeão, venceu três corridas e sempre foi a ameaça mais forte ao piloto alemão. De forma surpreendente, Button superou com folga seu colega na equipe McLaren, o prodígio Lewis Hamilton.

Após três temporadas nas equipes Williams (2000), Benetton (2001) e Renault (2002), Jenson Button foi em 2003 para a equipe BAR, parceira da Honda. A sua melhor temporada foi a de 2004. O inglês obteve no GP de San Marino a sua primeira pole position na categoria, e só não venceu a prova (chegou em segundo) por não ter resistido à excelência do conjunto Ferrari/Michael Schumacher, que saiu na frente após o primeiro pit stop. Mesmo sem vitórias, Button foi o melhor classificado sem contar os pilotos da Ferrari: terceiro. Foram nove póios no total, sendo o primeiro a terceira posição no GP da Malásia.

Em 2005, Button acertou seu retorno a Williams, mas desistiu e teve que vencer uma briga jurídica para se manter na BAR-Honda. A equipe não teve um grande ano, ficou dois GPs afastada por fraude no sistema de combustível e Button obteve um terceiro lugar no GP da Alemanha como melhor resultado.  Em 2006, a BAR passou a se chamar Honda Racing. Em termos de constância, os resultados não foram os mesmos de 2004, mas mesmo assim Button alcançou a sua maior glória: a vitória no chuvoso GP da Hungria.

Em 2007 e 2008, os resultados da Honda foram muito fracos, o que fez com que a montadora japonesa decidisse abandonar o barco. Felizmente, a estrutura da equipe foi salva pelo diretor Ross Brawn e se mostrou extremamente competitiva, tanto que obteve o título antecipado com o próprio Button, que teve seis vitórias (Austrália, Malásia, Bahrain, Espanha, Mônaco e Turquia).

Em 2010, já na McLaren, o piloto inglês venceu duas etapas (Austrália e China) com base na estratégia e foi uma ameaça constante ao seu companheiro de equipe, Lewis Hamilton.  Em 2011, foi mais do que uma ameaça: foi vice-campeão com 270 pontos, três vitórias (Canadá, Hungria e Japão), atrás apenas do quase imbatível Vettel.

Sebastian Vettel, F1 (26,9%)

O primeiro contato de Sebastian Vettel com um carro de Fórmula 1 foi em 2005, em um teste com a Williams-BMW. Foi efetivado pela BMW como piloto oficial de testes em meados de 2006, em substituição a Robert Kubica, que assumiu como titular. Ao participar do treino livre no GP da Turquia, Vettel se tornou, aos 19 anos e 53 dias de idade, o piloto mais jovem a participar de um evento de Fórmula 1.

Seguiu na função de piloto reserva em 2007, e teve a chance de participar de uma prova no GP dos Estados Unidos, em substituição ao polonês, que sofreu um forte acidente no GP do Canadá. Fez uma corrida cautelosa, largou em sétimo e chegou na oitava posição, marcando um ponto.

A chance como titular chegou antes do GP da Hungria, quando Scott Speed deixou a Toro Rosso. A equipe italiana, de olho nas habilidades de Vettel, negociou com a BMW e contratou o jovem alemão, não apenas para o final da atual temporada como também para 2008. Após um início cauteloso, Vettel mostrou grande habilidade nas corridas asiáticas: liderou o GP do Japão (Fuji) e estava em terceiro, debaixo de muita chuva, quando bateu em Mark Webber (Red Bull); e na China, largou em 17ª e terminou em quarto, atrás das dominadoras Ferrari e McLaren.

Em 2008, Vettel deu uma guinada em sua carreira e chamou a atenção de todos no “circo” ao vencer de forma incontestável o GP da Itália, em Monza, disputado sob forte chuva. O alemão largou na pole position e liderou de ponta a ponta, superando grandes nomes da categoria e carros muito melhores do que o seu Toro Rosso-Ferrari. Somou 35 pontos no campeonato. Foi também quarto colocado no Brasil, quinto em Mônaco, Bélgica e Cingapura, sexto em Valência e no Japão, oitavo no Canadá e na Alemanha.

Em 2009, pela bem-acertada Red Bull Racing, Vettel comprovou as suas qualidades de grande piloto ao brigar constantemente por vitórias e até pelo título, sendo vice-campeão com 84 pontos. Além da vitória no encerramento da temporada em Abu Dhabi, também faturou as etapas da China, da Inglaterra e do Japão. Foi segundo colocado no Bahrain e na Alemanha, terceiro na Turquia (onde também foi pole) e na Bélgica, quarto na Espanha, em Cingapura e no Brasil, oitavo na Itália.

Em 2010, a consagração máxima. O jovem alemão provou ser o piloto mais rápido do grid, com dez poles em 19 etapas disputadas. No entanto, uma série de azares com quebras e acidentes fizeram com que Vettel vencesse apenas cinco GPs (Malásia, Europa, Japão, Brasil e Abu Dhabi) e entrasse em desvantagem na luta pelo título na última etapa da temporada. Mesmo assim, ele conseguiu.

Em 2011, história foi similar. Mas apenas em seu final, porque o caminho até a conquista foi extremamente fácil, com o bicampeonato sendo selado no Japão com quatro GPs de antecedência. Foram 15 poles em 19 corridas, 11 vitórias (Austrália, Malásia, Turquia, Espanha, Mônaco, Europa, Bélgica, Itália, Cingapura, Coréia e Índia), quatro segundos (China, Canadá, Hungria e Brasil), um terceiro (Japão) e um quarto lugar (Alemanha). Campanha impecável para coroar o mais jovem bicampeão da história da F1!

Felipe Nasr, F3 Inglesa (16,4%)

As 22ª, 23ª e 24ª rodadas (das 30 programadas) do Cooper Tires British Formula 3 International Series realizadas na pista de Rockingham, no coração geográfico da Inglaterra, foram o palco da conquista do jovem brasiliense de 19 anos, a maior promessa do Automobilismo Brasileiro dos últimos anos. Nasr é o 12º brasileiro a conquistar tal título e junta o seu nome, entre outros, aos de famosos campeões como Emerson Fittipaldi, Nelson Piquet e Ayrton Senna.

Três corridas para escrever o final feliz. Na primeira (Sábado – 30 minutos de duração) Felipe largou em 2º lugar e logo na 1ª volta assumiu a ponta até o momento em que foi injustamente penalizado com um drive-thru quando os fiscais alegaram que ele tinha excedido os limites da pista em um local que também era usado por todos os pilotos. Mesmo assim cumpriu a punição, não desanimou, fez a volta mais rápida da prova e ainda ultrapassou dois carros para terminar em 6º lugar na geral, na prova vencida por outro brasileiro Pietro Fantin. Essa colocação garantiu que Felipe largasse em 3º lugar na segunda corrida da rodada

Na segunda corrida (Domingo – 20 minutos de duração). A chuva deu o ar da sua graça e trouxe uma maior dificuldade nas ultrapassagens. Mesmo assim Felipe terminou em 2º lugar atrás do vencedor o australiano Scott Pye e à frente de seus mais diretos perseguidores pelo título: Buller (da Inglaterra em 3º), Magnussen (da Dinamarca com mais um erro e uma penalização por ultrapassagem irregular para terminarem 5º) e Huertas (da Colômbia em 6º).

Na terceira corrida (Domingo – 40 minutos de duração). A chuva cessou, mas a pista continuou molhada e a tensão era grande. Na volta de apresentação Felipe chegou a rodar quando procurava esquentar os pneus, mas recuperou o carro e seu 3º lugar no grid. Uma corrida com duas intervenções do Safety Car (diferentes pilotos saíram da pista) fez ainda aumentar o clima de final de Campeonato, antes das rodadas finais. Com a pista ainda úmida Felipe apenas manteve a 3ª colocação no seu Dallara-Volkswagen para subir mais uma vez ao pódio e assegurar um merecido título de Campeão, o seu segundo em três anos em competições (Campeão Europeu de Formula BMW em 2009) de carros na Europa.

Tony Stewart, NASCAR (6,6%)

Foi definido no Homestead-Miami Speedway o campeão da temporada 2011 da NASCAR Sprint Cup. Quem levou a melhor foi Tony Stewart (Mobil), em uma prova que terminou com grande atraso devido à chuva.

Carl Edwards liderava o campeonato com três pontos de vantagem, largou na pole position e liderou o maior número de voltas na Ford 400. Mas chegou em segundo, em um duelo a parte com o agora três vezes campeão (2002, 2005 e 2011).

Os dois terminaram a temporada literalmente empatados em número de pontos. Mas Stewart levou a melhor pelo número de vitórias: cinco contra uma. Na parte final da corrida, Edwards não conseguia mais se aproximar de Stewart, que assumiu a ponta em definitivo restando 36 das 267 voltas, após uma relargada.

Edwards liderou com certa facilidade a metade inicial da corrida, perdendo a ponta apenas momentaneamente durante as paradas nos boxes. Tony Stewart, por sua vez, enfrentou um problema na entrada do radiador e precisou fazer paradas longas nos boxes. Chegou a estar em 32º mas não perdeu volta, e conseguiu se recuperar gradualmente.

Após a relargada, o panorama mudou. Stewart superou Edwards e assumiu a ponta pela primeira vez na 123ª volta, ao ultrapassar Jeff Gordon. A partir daí os dois foram alternando posições, na pista e nos boxes.

Stewart atrasou aquela que seria a sua última parada nos boxes, visando ganhar na economia de combustível. A estratégia funcionou, pois começou a chover logo após o pit stop dele e Carl Edwards precisou parar outra vez. A essa altura, Stewart estava em quarto, Edwards em sexto e Kyle Busch na liderança. Após a relargada, os dois passaram para a frente.

Fernando Alonso, F1 (5,5%)

Fernando Alonso tornou-se em 2005 o mais jovem campeão da história da F1, feito depois superado. Aos 24 anos, 1 mês e 26 dias, superou o feito de Emerson Fittipaldi, campeão em 1972 com 25 anos, 9 meses e 26 dias. Ele é também o primeiro espanhol a conquistar a mais importante categoria do automobilismo. E os feitos não param por aí: foi também a primeira conquista da tradicional equipe francesa Renault, que fez sua estreia na F1 em 1977. O que dizer de alguém que, já aos três anos de idade, disputou sua primeira corrida de kart? Precoce parece ser a palavra que melhor define Fernando Alonso. Afinal, em todas as categorias que competiu em mais de 15 anos de carreira, este piloto de 24 anos sempre foi o mais jovem. Mas não é só isso o que caracteriza sua precocidade.

Alonso estreou na F1 no dia quatro de março de 2001, na Austrália. A temporada, no entanto, foi frustrante pelas limitações do equipamento, embora tenha sido proveitosa em termos de aprendizado – e este era o objetivo da Renault para seu pupilo. No ano seguinte, Alonso passou por outra fase de adaptação, desta vez dedicando-se inteiramente à tarefa de piloto de testes da Renault F1 Team.

A estreia pela equipe francesa finalmente aconteceu em 2003. Logo na segunda etapa, Malásia, o espanhol conquistou sua primeira pole – o mais jovem da história a fazê-lo – e terminou em terceiro lugar. Foi neste ano ainda que aconteceu a primeira vitória de Alonso na F1, que também foi a primeira da Renault após seu retorno à categoria, no GP húngaro. Tornava-se, assim, o mais jovem vencedor da F1 – com 22 anos e 16 dias de idade, superando Bruce McLaren, vencedor do GP dos Estados Unidos de 1959 com 22 anos e 104 dias. Estes episódios, tão precoces quanto o próprio autor, deram origem ao fenêmeno “Alonsomania”, verdadeira febre entre os torcedores espanhóis.

Em 2004 Alonso teve novamente Jarno Trulli como companheiro. Desta vez, com a Renault oficialmente em sua terceira temporada, a equipe francesa já se impôs entre as grandes. Fernando terminou em quarto, com Trulli em sexto. Foi uma espécie de ano de transição, no qual a Renault preparou-se para o grande salto, que ocorreu em 2005. Fernando venceu sete vezes (Malásia, Bahrain, San Marino, Europa, França, Alemanha e China) e conquistou cinco segundos lugares (Espanha, Inglaterra, Canadá, Itália e Bélgica), assumindo em definitivo a liderança do campeonato já na segunda prova.

Em 2006, mais um título pela Renault. Alonso teve sete vitórias (Bahrain, Austrália, Espanha, Mônaco, Inglaterra, Canadá e Japão) e superou nada menos do que o conjunto multicampeão Michael Schumacher/Ferrari, que vinha com grande superioridade de equipamento nas corridas finais. A disputa se decidiu apenas na última etapa, o GP Brasil.

Em 2007, um novo desafio. Guiando pela McLaren, Alonso teve novamente que encarar a Ferrari, desta vez personificada na dupla Kimi Raikkonen e Felipe Massa. Mas, mais do que eles, teve que lutar contra o menino-prodígio Lewis Hamilton, seu companheiro na McLaren. A tarefa foi desgastante, resultando em brigas e separação após uma temporada. Ao menos, o espanhol conseguiu quatro vitórias (Malásia, Mônaco, Europa e Itália) e disputar o título até a última etapa.

Após muitas especulações, Alonso acertou o seu retorno a Renault, onde passou duas temporadas. A equipe não era mais a mesma desde que perdeu os pneus Michelin, mas o espanhol conseguiu brilhar em alguns momentos, tendo conquistado uma vitória polêmica em Cingapura e outra incontestável no Japão, ambas em 2008. No ano seguinte, tudo que Alonso pode comemorar foi uma pole position na Hungria e um terceiro lugar em Cingapura.

Em 2010, Fernando Alonso voltou a uma equipe realmente de ponta, a Ferrari. O espanhol começou com tudo vencendo no Bahrain, manteve-se sempre entre os ponteiros e foi “presenteado” pelo colega Felipe Massa com mais uma vitória na Alemanha. Com mais três vitórias (Itália, Cingapura e Coréia), disputou o título até a última etapa em Abu Dhabi. Em 2011, sempre se manteve entre os primeiros colocados, apesar do carro não estar a sua altura, mas mesmo assim conseguiu vencer o GP da Inglaterra, a nona etapa da temporada, e ser figura frequente no pódio.

EB – www.autoracing.com.br

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