Piloto da Semana: MotoGP – Etapa da Holanda – 29/06/2016

Jack Miller

Jack Miller

Nome: Jack Peter Miller. Nascimento: 18 de janeiro de 1995, em Townsville, Queensland, Austrália. Equipe: Estrella Galicia 0,0 Marc VDS Honda (Moto GP).

Uma corrida disputada inteiramente com pista molhada, com duas largadas e várias quedas. Assim foi a oitava etapa da MotoGP, em Assen, na Holanda, que teve um vencedor inédito e completamente inesperado: Jack Miller, oriundo diretamente da Moto3.

Foi também a primeira vitória em 10 anos de uma equipe privada. A prova começou com pista molhada, mas a chuva voltou a cair com força após a sua metade e houve a interrupção na 15ª volta. Valeram as primeiras 14, e após 30 minutos ocorreu uma segunda largada para mais 12 voltas.

Foi aí que Miller se sobressaiu. O piloto da Marc VDS Honda pulou para quarto, e contou com duas quedas na sua frente: a de Andrea Dovizioso (Ducati) e depois a de Valentino Rossi (Yamaha), a 10 voltas do final.

Só faltava Marc Márquez, que foi deixado para trás a oito voltas do final. A partir daí, Miller tocou com tranquilidade até a bandeirada, assim como o piloto da Honda, que com o segundo lugar abriu grande margem na liderança do campeonato.

Scott Redding (Pramac Ducati) tomou o terceiro lugar de Pol Espargaró (Tech 3 Yamaha) na penúltima volta: ele foi quarto na primeira metade da corrida, mas teve que se recuperar de uma má relargada. Andrea Iannone (Ducati) foi quinto mesmo tendo caído um pouco antes da interrupção.

Jorge Lorenzo (Yamaha) fez uma corrida “devagar e sempre” e ainda conseguiu a décima posição na última volta. Foi beneficiado pela desgraça de Rossi, que liderou as três primeiras voltas após a largada e também depois da relargada, mas não conseguiu voltar após a sua queda.

Yonny Hernandez (Aspar Ducati) liderou entre a terceira e a 12ª volta, mas caiu sozinho. Danilo Petrucci (Pramac Ducati) recebeu a bandeira vermelha na frente, mas como valia a classificação da volta anterior, caiu para segundo atrás de Dovizioso. Mas os dois caíram após a relargada, assim como Dani Pedrosa (Honda) e Cal Crutchlow (LCR Honda).

“Ainda estamos aprendendo, chegando a partir da fase de aprendizagem na Moto3 para a MotoGP, é um grande passo. Isso deixa claro que sabemos como andar de moto, eu não sou um idiota. Isso dá a Honda e a todos como que algo de volta pela grande aposta que fizeram em mim e o risco que esses caras tomaram ao me trazer direto da Moto3 para a MotoGP. (Considerando) a quantidade de críticas, agradeço muito a esses caras”, disse Miller.

“Eu tentei manter um tempo de volta semelhante ao que eu estava fazendo, e tentei fazer a minha própria corrida. Eu podia ver que Marc realmente não queria correr riscos, quem pode culpá-lo. Eu podia ver que ele estava contente com o segundo lugar, as últimas três voltas foram muito calmas, eu sentei lá e estava tentando fazer (tempos de) 1m50s”, concluiu.

Jack Miller, após vários títulos em seu país natal, estreou no Mundial de Motovelocidade em 2011, nas 125cc. Ficou na categoria (que passou a se chamar Moto3 em 2012) por quatro anos, sendo que seu melhor resultado foi o vice-campeonato de 2014, com seis vitórias. Estreou na MotoGP no ano passado, “pulando” a Moto2, ficando em 19º no campeonato. Em 2016, a histórica vitória em Assen já fez valer sua trajetória. Por isso, ele é o Piloto da Semana do Autoracing.

Jack Miller (MotoGP) obteve a vitória entre os internautas com 35% dos votos. Tony Kanaan (Fórmula Indy) ficou na segunda posição com 18% dos votos.

Texto: Eduardo Behling

EB - www.autoracing.com.br

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