Piloto da Semana: GP dos Estados Unidos – 26/10/2016

Fernando Alonso

Fernando Alonso

Nome: Fernando Alonso Díaz. Nascimento: 29 de julho de 1981, em Oviedo (ESP). Equipe: McLaren-Honda (F1). Títulos: Campeão espanhol de kart (1994); campeão mundial de kart (1996); campeão de Formula Nissan (1999), bicampeão mundial de Formula 1 (2005 e 2006).

Lewis Hamilton conquistou a 50ª vitória de sua carreira na Fórmula 1, derrotando seu companheiro de equipe e rival Nico Rosberg no GP dos Estados Unidos. O atual campeão mundial terminou 4.5s à frente de Rosberg para vencer pela quarta vez em Austin e pela sétima vez na temporada 2016, com Daniel Ricciardo, da Red Bull, em terceiro.

Atrás dos três primeiros, Sebastian Vettel salvou uma quarta posição para a Ferrari, com Fernando Alonso (McLaren) em quinto depois de ultrapassar Carlos Sainz (Toro Rosso) na penúltima das 56 voltas. Pouco antes, ele havia deixado Felipe Massa para trás, deixando a Williams em sétimo.

O espanhol e o brasileiro brigavam pela sexta posição, quando a McLaren mergulhou por dentro da Williams na curva 15, com os dois tocando rodas. Alonso continuou e até tomou o quinto lugar de Sainz, enquanto Massa foi forçado a fazer uma parada extra com um furo de pneu, mas ainda assim terminou em sétimo. Os comissários analisaram o incidente após a corrida, e decidiram que ninguém seria punido.

“Foi bom e interessante hoje, eu gostei, especialmente a parte final da corrida. Carlos (Sainz) estava em uma estratégia diferente e com pneus diferentes de mim e Felipe, o que nos permitiu diminuir a diferença. Nossos pneus estavam em melhores condições do que a Toro Rosso e aproveitamos isso. As últimas voltas foram muito intensas, já que tinha um pouco de velocidade extra por isso tentei muito para ultrapassar. Foi bastante fácil ultrapassar a Toro Rosso já que ela estava lenta nas retas, então você só precisa abrir o DRS. Eu estava seguindo Carlos por 45 voltas e ele pilotou muito bem, muito consistente, zero erros – portanto, tivemos uma grande batalha”, disse Alonso.

“Para superar a Williams tentei passá-la em lugares diferentes, como curvas fechadas, de baixa velocidade, e forcei muito, e foi difícil, mas espero que tenha agradado os fãs. Nosso resultado de hoje é bom para a motivação, então estou feliz com o quinto, mas ganhamos algumas posições por abandono de outros pilotos, e nosso ritmo não foi bom nesse fim de semana, então precisamos entender as razões disso”, completou o espanhol.

Alonso tornou-se em 2005 o mais jovem campeão da história da F1, feito depois superado. Aos 24 anos, 1 mês e 26 dias, superou o feito de Emerson Fittipaldi, campeão em 1972 com 25 anos, 9 meses e 26 dias. Ele é também o primeiro espanhol a conquistar a mais importante categoria do automobilismo. E os feitos não param por aí: foi também a primeira conquista da tradicional equipe francesa Renault, que fez sua estreia na F1 em 1977. O que dizer de alguém que, já aos três anos de idade, disputou sua primeira corrida de kart? Precoce parece ser a palavra que melhor define Fernando Alonso. Afinal, em todas as categorias que competiu em mais de 15 anos de carreira, este piloto de 24 anos sempre foi o mais jovem. Mas não é só isso o que caracteriza sua precocidade.

Alonso estreou na F1 no dia quatro de março de 2001, na Austrália. A temporada, no entanto, foi frustrante pelas limitações do equipamento, embora tenha sido proveitosa em termos de aprendizado – e este era o objetivo da Renault para seu pupilo. No ano seguinte, Alonso passou por outra fase de adaptação, desta vez dedicando-se inteiramente à tarefa de piloto de testes da Renault F1 Team.

A estreia pela equipe francesa finalmente aconteceu em 2003. Logo na segunda etapa, Malásia, o espanhol conquistou sua primeira pole – o mais jovem da história a fazê-lo – e terminou em terceiro lugar. Foi neste ano ainda que aconteceu a primeira vitória de Alonso na F1, que também foi a primeira da Renault após seu retorno à categoria, no GP húngaro. Tornava-se, assim, o mais jovem vencedor da F1 – com 22 anos e 16 dias de idade, superando Bruce McLaren, vencedor do GP dos Estados Unidos de 1959 com 22 anos e 104 dias. Estes episódios, tão precoces quanto o próprio autor, deram origem ao fenêmeno “Alonsomania”, verdadeira febre entre os torcedores espanhóis.

Em 2004 Alonso teve novamente Jarno Trulli como companheiro. Desta vez, com a Renault oficialmente em sua terceira temporada, a equipe francesa já se impôs entre as grandes. Fernando terminou em quarto, com Trulli em sexto. Foi uma espécie de ano de transição, no qual a Renault preparou-se para o grande salto, que ocorreu em 2005. Fernando venceu sete vezes (Malásia, Bahrain, San Marino, Europa, França, Alemanha e China) e conquistou cinco segundos lugares (Espanha, Inglaterra, Canadá, Itália e Bélgica), assumindo em definitivo a liderança do campeonato já na segunda prova.

Em 2006, mais um título pela Renault. Alonso teve sete vitórias (Bahrain, Austrália, Espanha, Mônaco, Inglaterra, Canadá e Japão) e superou nada menos do que o conjunto multicampeão Michael Schumacher/Ferrari, que vinha com grande superioridade de equipamento nas corridas finais. A disputa se decidiu apenas na última etapa, o GP Brasil.

Em 2007, um novo desafio. Guiando pela McLaren, Alonso teve novamente que encarar a Ferrari, desta vez personificada na dupla Kimi Raikkonen e Felipe Massa. Mas, mais do que eles, teve que lutar contra o menino-prodígio Lewis Hamilton, seu companheiro na McLaren. A tarefa foi desgastante, resultando em brigas e separação após uma temporada. Ao menos, o espanhol conseguiu quatro vitórias (Malásia, Mônaco, Europa e Itália) e disputar o título até a última etapa.

Após muitas especulações, Alonso acertou o seu retorno a Renault, onde passou duas temporadas. A equipe não era mais a mesma desde que perdeu os pneus Michelin, mas o espanhol conseguiu brilhar em alguns momentos, tendo conquistado uma vitória polêmica em Cingapura e outra incontestável no Japão, ambas em 2008. No ano seguinte, tudo que Alonso pode comemorar foi uma pole position na Hungria e um terceiro lugar em Cingapura.

Em 2010, Fernando Alonso voltou a uma equipe realmente de ponta, a Ferrari. O espanhol começou com tudo vencendo no Bahrain, manteve-se sempre entre os ponteiros e foi “presenteado” pelo colega Felipe Massa com mais uma vitória na Alemanha. Com mais três vitórias (Itália, Cingapura e Coréia), disputou o título até a última etapa em Abu Dhabi. Em 2011, com uma Ferrari mais fraca, venceu apenas o GP da Inglaterra e foi quarto no ano.

Em 2012 perdeu novamente o título na última etapa, tendo vencido três vezes, nos GPs da Malásia, de Valencia e da Alemanha, com uma Ferrari inferior. No ano seguinte, venceu duas vezes no começo do ano (China e Espanha) e repetiu o vice, mas desta vez sem chances contra a Red Bull.

Após um 2014 sem vitórias, decidiu mudar de ares e acertou seu retorno à McLaren em 2015, desta vez em uma renovada parceria com a Honda. Com vários problemas de confiabilidade e desempenho, seu melhor resultado no ano passado foi um quinto lugar no GP da Hungria. Em 2016, os problemas estão mais escassos, o desempenho um pouco melhor, e Alonso já ocupa um lugar entre os 10 melhores no campeonato, repetindo em Austin uma quinta posição já conquistada em Mônaco. Por isso, ele é o Piloto da Semana do Autoracing!

Fernando Alonso (F1) obteve a vitória entre os internautas com 50% dos votos. Lewis Hamilton  (F1) ficou na segunda posição com 13% dos votos.

Texto: Eduardo Behling e Leandro Schmidt – 
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