O luxo de ter F1 ao vivo em canal aberto no Brasil

Fórmula 1

Apesar de todas as reclamações dos fãs quanto as transmissões da F1 brasileiras, o Brasil ainda é um dos pouquíssimos países onde praticamente todas as corridas são mostradas ao vivo em canal aberto.

Na esmagadora maioria dos outros países do mundo, Formula 1 só em TV paga e muitas vezes em replay mais tarde, não ao vivo.

E a coisa tende a ficar cada vez mais em TVs pagas, já que automobilismo em geral e especificamente Formula 1, não é um esporte de massa.

A Rede Globo ainda transmite a F1 em canal aberto porque consegue um lucro gigantesco nas negociações com seus patrocinadores, Cervejaria Itaipava, NET, Nivea, Renault, Santander e TIM, que pagam cada um R$ 95,1 milhões para a emissora carioca transmitir ao vivo as corridas que não coincidem com o futebol nas tardes de domingo. Trata-se de um faturamento total de mais de meio-bilhão de reais!

Mas em outros lugares onde as emissoras locais – na esmagadora maioria dos países – não conseguem isso, o CEO da Liberty Media, Chase Carey, prometeu melhorar a transmissão paga oficial, que tem sido alvo de críticas ferozes.

Diversos países importantes para o esporte, como o Reino Unido, conseguiram contratos de assinatura significativos nos últimos anos, com a Sky Sports pagando mais de 200 milhões de libras por ano para fornecer cobertura ao vivo exclusiva, com apenas Silverstone disponível no canal gratuito.

Mas os números de espectadores desmoronaram como resultado, negando a uma nova geração de fãs a oportunidade de assistir a eventos ao vivo.

A plataforma online de TV de F1 da Liberty também foi um desastre até agora, com inúmeras falhas técnicas que levaram a uma série de restituições sendo emitidas.

No entanto, apesar disso, Carey confirmou em uma recente Conferência de Investidores que a empresa não apenas planeja retornar o acesso ao free-to-air, mas na verdade está buscando expandir os acordos de assinaturas que podem acumular em escala global.

Ele disse: “Continuaremos avançando em direção às plataformas de pagamento porque é assim que o mundo está indo”.

Carey também confirmou que o calendário de 2020 deverá ser anunciado dentro das próximas semanas.

O Vietnã e a Holanda já foram confirmados, com o México tendo renovado esta semana. É provável que a Alemanha, que estava operando com prejuízo significativo, caia fora no próximo ano.

Mas isso ainda significa um recorde sem precedentes de 22 corridas em uma temporada, e a Liberty não planeja parar por aí, com Carey acrescentando: “Esperamos que o número de corridas nos próximos anos aumente um pouco”.

O Autoracing apurou que o objetivo da Liberty é chegar em 25 corridas por temporada em 2022.

AS - www.autoracing.com.br

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