MotoGP – Pilotos não poderão ser “preguiçosos” com as novas motos

Scott Redding

Scott Redding

O piloto da Pramac Ducati, Scott Redding, diz que os pilotos de MotoGP não poderão “ser um pouco preguiçosos” no próximo ano sem os winglets, agora proibidos. A Ducati reintroduziu as peças frontais em 2015 como parte de seu desenvolvimento aerodinâmico e a tendência se espalhou, com Yamaha e Honda seguindo o exemplo.

Em meados de 2016, cada fabricante tinha algum tipo de solução em uma tentativa de reduzir as empinadas sob aceleração, com a nova e menos refinada central eletrônica tirando muita ajuda de software.

No entanto, com as fabricantes incapazes de concordar em meio ao debate sobre segurança e custos, os winglets foram proibidos para a próxima temporada. Segundo Redding, o impacto de correr sem as peças nos testes de pós-temporada era perceptível.

“Eu lutei com as empinadas sem as asas, para ser honesto”, disse ele sobre seu primeiro teste em Valencia em novembro. “Tentamos usar a mesma potência que (o piloto de fábrica da Ducati Andrea) Iannone, mas estava muito ruim, então estamos tentando adaptar a moto um pouco para tentar assentar a traseira, mas você está perdendo em outros lugares”.

“Com as asas você poderia ser um pouco preguiçoso. Precisamos pegar o jeito. Eu sei que a moto pode funcionar, nós temos os dados de Iannone deste ano, que podemos usar no próximo ano”, prosseguiu o britânico.

Espera-se que as fabricantes se concentrem mais na forma de suas carenagens em 2017. “Acho que haverá uma evolução na carenagem sem asas, o que ajudará um pouco. Eu preciso manter meus olhos abertos para manter minhas mãos firmes, porque é uma grande diferença. Vamos ver se fará diferença”, completou.

EB - www.autoracing.com.br

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