Liberty está preparando a F1 para o Brexit

Chase Carey

A Liberty Media está trabalhando em “planos de contingência” no caso de um chamado “no deal Brexit” ocorrer no final do mês. O chefe da Mercedes, Toto Wolff, já avisou que a iminente saída da Grã-Bretanha da União Européia seria a “mãe de todas as bagunças” para as várias equipes do esporte no Reino Unido.

Chase Carey, o executivo-chefe da Fórmula 1, diz que a Liberty está ciente dos possíveis problemas. “Não sabemos o que acontecerá mais do que qualquer outra pessoa”, disse ele.

“Estamos fazendo planos de contingência para tentar nos certificar de que estamos preparados para lidar com as questões que poderiam surgir, o que tornaria as pessoas e as coisas dentro e fora do Reino Unido mais difíceis”, acrescentou Carey no Salão do Automóvel de Genebra.

Por exemplo, a Liberty Media atualmente ajuda as equipes a transportar seus equipamentos para dentro e fora da Grã-Bretanha. “Obviamente, podemos trazê-los para dentro e fora de outro lugar”, comentou ele.

Mais amplamente, Carey defendeu o comando da F1 pela Liberty, mesmo em meio a relatos de que a renda total do esporte está caindo ano a ano. Christian Sylt, um jornalista de negócios da Forbes, disse que o esporte poderá perder mais 130 milhões de dólares se os contratos com cinco corridas não forem renovados.

Mas Carey diz que Liberty está “lançando as bases para o crescimento a longo prazo”. “Tivemos a sensação de que era um esporte que historicamente tinha um objetivo de curto prazo. Queríamos construir uma base sobre a qual pudéssemos crescer”, acrescentou.

Dispensando a notícia sobre o declínio da receita da F1, Carey disse que a Liberty “criou um novo impulso”. “A F1 é o esporte que mais cresce nas mídias sociais nos últimos dois anos. Estamos muito animados com o que está por vir em 2019 e 2020”, concluiu ele.

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