Haas sobre Ocon e Wehrlein para 2020: Voltar para a F1 é difícil

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A Haas não está tendo uma temporada dos sonhos na Fórmula 1. Depois de lutar contra a Renault pela posição de “melhor do resto” no campeonato mundial da última temporada, a equipe americana agora está acima apenas da Williams. Romain Grosjean teve o seu habitual início lento, enquanto Kevin Magnussen causou algumas colisões na pista. É uma boa época para Guenther Steiner avaliar as suas opções para 2020.

“Estamos atualmente numa posição de luxo”, declarou o dirigente à Motorsport-Magazine. “Se as coisas correrem mal, temos menos a perder e podemos correr mais riscos”. Ainda assim, o chefe da equipe não quer contratar um novato.

“E dada a nossa forma atual, também estou contente por não termos feito isso. Mas não é que vamos contratar sempre um piloto que já tenha guiado noutro lado qualquer. Alguns pilotos estão felizes por terem deixado a Fórmula 1 porque agora encontraram o seu lugar numa categoria diferente. Outros, por outro lado, estão ansiosos para regressar. Depende da personalidade e da recuperação”, comentou.

Esteban Ocon foi ligado à Haas durante as férias de verão. Ele concorda com Toto Wolff quando diz que o francês precisa regressar ao esporte no próximo ano, porque passar mais de um ano fora da Fórmula 1 vai tornar o regresso muito difícil.

“Mais de dois anos é realmente demasiado. Estar fora da F1 durante um ano torna mais difícil regressar. Esteban Ocon foi muito bom nos últimos dois anos na Fórmula 1, agora está no simulador da Mercedes. Dessa forma ainda se pode fazer a ponte por um ano, mas depois disso, torna-se mais difícil dar uma segunda oportunidade a alguém”, acrescentou Steiner.

“Além disso, também não é produtivo dar um lugar a um piloto durante um ano. Se não queremos estar apenas treinando para alguém, então um contrato tem que ser por mais do que uma temporada”, prosseguiu.

Se a Haas quiser sacar Grosjean, então terá que trazer um piloto que cumpra a lista de requisitos de Steiner. Pascal Wehrlein é um potencial concorrente, de acordo com o chefe da equipe, apesar de o alemão já estar fora da F1 há algum tempo.

“Isso só torna um pouco mais difícil, mas bem: ele ainda está ativo noutra categoria importante. Por causa das suas corridas na Fórmula E, não está completamente afastado das pistas. Ao mesmo tempo, seria também um risco para ele. Alguém ainda quer mudar para a Fórmula 1 depois de dois anos?”, questionou ele.

EB - www.autoracing.com.br

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