GT Open encerra passagem por Portugal e vê brasileiros marcarem primeiros pontos

GT Open

Como esperado para o mês de maio na Europa, o calor finalmente apareceu para os competidores do International GT Open. Depois de um fim de semana de muito frio em Paul Ricard na França, há duas semanas, equipes e pilotos puderam aproveitar quatro dias de pista seca para desenvolver seus carros, em um circuito predominantemente difícil para os pneus e famoso por suas subidas e descidas íngremes.

O grid, formado por sete carros da classe SuperGT, conhecidos mundialmente como GT2, somados a outros 22 da classe GTS, ou GT3, reuniu as mais diversas marcas como Mercedes (SLS), Ferrari (458), Audi (R8 LMS), Corvette (Z06), Porsche (997) entre outras, além dos dois McLaren MP4-12C dos brasileiros Luiz Razia e Rafael Suzuki, que competem ao lado do neozelandês Chris van der Drift e do italiano Giorgio Pantano, respectivamente.

A corrida 1 do fim de semana, com 70 minutos de duração no sábado, teve a vitória na geral dos pilotos Nicky Pastorelli e Miguel Ramos a bordo de um Corvette GT2 e dos pilotos da casa Cesar Campaniço e Carlos Vieira na classe GTS. Os McLarens da italiana Bhai Tech completaram as 36 voltas da prova em 7º (Suzuki e Pantano) e 11º (Razia e van der Drift) após corrida de recuperação. O carro pilotado pelo brasileiro e o neozelandês ainda recebeu uma punição de 20s por não realizar o pit-stop obrigatório acima de 75s entre entrada e saída dos boxes, conforme manda o regulamento. Já Suzuki e Pantano, com bom ritmo, escalaram oito posições na classe GTS, completando a primeira corrida da dupla na temporada, já que um acidente na primeira etapa de Paul Ricard os impediu de competir na etapa de domingo na pista francesa.

Ao meio dia de domingo, horário local português, os supercarros voltaram à pista para a corrida mais curta, de 50 minutos, mas com mesma pontuação. Dessa vez, a vitória na geral ficou com os pilotos da AF Corse-Ferrari (GT2) Matt Griffin e Duncan Cameron, e da equipe Russian Bears com Pol Rossel e Roman Mavlanov na classe GT3. Novamente a escuderia Bhai Tech teve de escalar o pelotão para fechar o fim de semana no top-10. Razia/Van der Drift largaram em 15º no geral e fizeram grande corrida para terminar em 4º na classe GTS, mesmo com um acidente na primeira volta que fez o holandês cair para o fim do pelotão. Já Suzuki/Pantano largaram em 21º no geral para completar a prova em 6º lugar, comprovando bom ritmo dos McLarens. Um problema no pit-stop fez a dupla ítalo-brasileira perder 10s nos boxes, comprometendo qualquer chance de ir ao pódio.

Para o engenheiro brasileiro Roberto Costa, diretor técnico da Bhai Tech, o fim de semana foi positivo considerando as posições de largada. “Saímos de Portimão com muitos novos dados para desenvolvermos ainda mais o carro. Obviamente é tudo novo para todos nós e de alguma forma não conseguimos extrair o máximo dos McLaren devido à algumas restrições que o regulamento impõe ao nosso carro. Vejo que estamos no caminho certo, temos uma ótima união entre nosso pilotos e isso está acelerando nosso desenvolvimento”

O GT Open retorna às atividades no primeiro sábado e domingo do mês de junho, no autódromo de Nurburgring, na Alemanha.

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