Fernanda de Lima: A primeira impressão é a que fica

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Kimi Raikkonen

 

A temporada 2013 começou da melhor maneira possível. E se a primeira impressão é a que fica, teremos um baita ano pela frente!

Em 2012, tivemos de esperar até praticamente o final da temporada para ver uma vitória de Kimi Raikkonen. Esse ano, o “Homem de Gelo” veio quente! Enquanto os holofotes estavam voltados para Ferrari e Red Bull, a equipe mais cool da Fórmula 1 surgiu discretamente para faturar a primeira corrida do ano. E que corrida! Valeu a pena ficar acordada para acompanhar.

De fato, acho que Ferrari e Red Bull pouco mudaram, ainda se mantêm à frente das adversárias. Fernando Alonso começou com mais sangue nos olhos do que nunca e isso deixa a escuderia italiana milésimos à frente. Acho mesmo que Fernando Alonso é o melhor piloto em atividade, é inegável o talento do espanhol. No entanto, como brasileira torcedora de Felipe Massa, às vezes fica impossível controlar o desapontamento.

Felipe largou melhor que Alonso, algo que me desperta o que chamo de “falsas esperanças”. Porque em hipótese alguma interessa para Ferrari manter sua “mina de ouro” numa segunda posição, ainda que atrás de um membro da própria equipe. E a equipe quis deixar isso bem claro desde a primeira corrida. A estratégia de Alonso foi perfeita, assim como, na mesma proporção, a estratégia (estrategicamente) equivocada de Massa foram o suficiente para mostrar que quem manda na Ferrari é a Ferrari. Nada de novo, de novo. Quem tá no circo… é pra ser palhaço.

Gostei do que vi em relação a Mercedes, principalmente vindo de Lewis Hamilton. Além de ter se classificado em terceiro no grid, o inglês andou bem durante quase todo o circuito. Chegou a travar uma boa briga com Fernando Alonso. Segurou até onde deu, mas foi superado pelo espanhol. Acho só que Lewis pecou na hora de poupar os pneus, mas foi uma bela estreia. Definitivamente, com as ferramentas de trabalho adequadas, acho que o menino criará asas fora de casa.

Já a McLaren foi exatamente como eu esperava, um fiasco. Martin Whitmarsh vai ter trabalho para transformar o MP4-28 num carro competitivo. Do jeito que vai, é bem capaz de perder para a Mercedes e ser apenas a quinta força dessa temporada. Se Jenson Button, mesmo quando vence é apático, imagine agora.

E quanto à Lotus, hein?! A equipe já tem o carro mais bonito, o piloto mais bonito (me xinguem, meninos), um bom segundo piloto (apesar das trapalhadas), é, sem dúvida, a escuderia mais divertida, tem os melhores fotógrafos, os melhores diálogos de rádio e sabe aproveitar a festa como ninguém. Só essas futilidades extremamente necessárias ao show business já dão um toque especial à equipe inglesa.

A Lotus tem muito do ano de 2012, com a diferença de que começou 2013, creio eu, um degrau acima. E quanto mais alto se está, mais clara é a vista. A estratégia de duas paradas, quando a maioria optou por três, e a boa adaptação do E21 aos pneus Pirelli, deram a Kimi Raikkonen o lugar mais alto do pódio no GP da Austrália. E com facilidade, em momento algum o finlandês teve a liderança ameaçada. Mas obviamente essa vitória não é garantia de absolutamente nada. Apesar da minha torcida por isso, é muito cedo pra dizer que Kimi lutará pelo título, assim como a própria equipe pensa. A Lotus não fala em título, mas tem se posicionado da seguinte maneira: “queremos ser uma equipe de ponta”.

Equipe de ponta, em dado momento, há de ser campeã.

Fernanda de Lima

 

AS - www.autoracing.com.br

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