F1 – Webber, Ferrari, Ricciardo, Renault…

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Webber se despede da F1 em Interlagos 2013

Webber fez sua estréia na F1 em 2001, quando subiu de piloto de testes Arrows para correr na Benetton.

E ao longo dos 11 anos subsequentes, ele se tornou um dos rostos mais reconhecidos do esporte ao passar pela Minardi, Jaguar, Williams e Red Bull.

As melhores temporadas de Mark Webber aconteceram em 2010, 2011 e 2013, com o terceiro lugar no mundial de pilotos ao final de cada uma dessas campanhas, respectivamente. E foi bem na época que ele estava pensando em se aposentar, que seria no final de 2010.

No entanto, ele agora revelou que poderia não ter conseguido essas posições na Red Bull, porque teve a oportunidade de deixá-los para guiar pela Ferrari.

Webber negociou uma possível mudança para Maranello com o então chefe de equipe Stefano Domenicali.

Mas os termos da oferta, assim como as lutas de Luca di Montezemolo e Flavio Briatore, significavam que a mudança nunca ocorreria.

“Não, na verdade, eu tive uma reunião com Stefano em Monte Carlo e chegamos perto de concordar com os termos”, disse Webber ao Channel 4 britânico.”

“Eu estava realmente ansioso para trabalhar com Stefano, mas acho que na verdade foi a duração do contrato que foi um problema para mim.”

“E também, na época, Luca di Montezemolo, queria que eu fosse vê-lo na Itália e eu tinha Flavio ao meu lado, então havia queda de braço sempre acontecendo entre eles.”

“Mas, no final, eu definitivamente teria assinado muito rapidamente um contrato fixo de dois anos com a Ferrari, mas eles ofereceram 1 ano + 1 como opção. No final preferi ficar na Red Bull.”

Webber virou comentarista desde que largou o capacete na F1 pela última vez em 2013 no GP do Brasil, quando deu a volta de retorno ao box no final da corrida sem capacete, uma cena muito bonita e emocionante para todos os fãs de F1, mas fez ainda algumas corridas de endurance depois.

Seu compatriota Daniel Ricciardo, que deixou a Red Bull para a Renault antes da temporada de 2019, agora carrega a bandeira da Austrália na F1.

O especialista em automobilismo Tony Jardine ofereceu sua opinião sobre o motivo pelo qual Ricciardo decidiu chocou muita gente ao fazer essa mudança.

“Ele pensou muito e com afinco”, disse Jardine ao Express Sport, quando perguntado por que Ricciardo deixou a Red Bull para a Renault.

“Ele ama a família Red Bull, ele teve suas sete vitórias, Monte Carlo em 2018 foi absolutamente o destaque depois do que aconteceu no ano anterior, quando eles se atrapalharam no pit-stop.”

“Indiscutivelmente ele é o melhor ‘ultrapassador’ da F1. Mas ele, internamente, estará vendo Max Verstappen ficando cada vez mais forte e forte – não necessariamente recebendo o melhor tratamento – mas ele sabe que Max tem um talento absurdo.”

“Ele sabia que, se ficasse por lá, receberia, mais cedo ou mais tarde, tratamento de segundo piloto e isso seria incrivelmente difícil para ele.”

“Ele teve que decidir tudo e em um voo de nove horas para os Estados Unidos, sobrevoando a cidade de Los Angeles, ele pensou muito e tomou sua decisão.”

“Sua decisão foi baseada no fato de que, apesar de todas as outras portas terem sido fechadas para ele, incluindo a Ferrari, ele teria a equipe Renault e a promessa de todos os recursos.”

“Todos eles conversaram com ele, Alain Prost e todos esses caras, dizendo: ‘Os motores vão melhorar, a transmissão, a aerodinâmica’.”

“Ele viu todos os planos e fechou com uma equipe que vai construir em torno dele e vai mudar em vários aspectos.”

“Ele está ganhando muito mais dinheiro, porque um dos problemas na Red Bull é que ele descobriu que Verstappen estava recebendo um salário muito maior do que o dele”.

 

AS - www.autoracing.com.br

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