F1 – Verstappen tem a escolha mais agressiva de pneus em Monza

Curva Parabólica de Monza

Entre os pilotos das três equipes mais fortes atualmente na F1, Max Verstappen, da Red Bull, optou pela seleção de pneus mais agressiva para o próximo GP da Itália. No entanto, a escolha do holandês não é única, pois a maioria dos pilotos selecionou um grande número de pneus macios para a pista de alta velocidade de Monza.

A Pirelli fornecerá o trio de compostos C4, C3 e C2 para o GP da Itália no velocíssimo circuito de Monza neste fim de semana. O desgaste dos pneus tem sido relativamente baixo nos últimos dois anos, o que pode ter sido um fator para as equipes selecionarem um alto número de pneus compostos macios.

Entre as melhores equipes, está Max Verstappen com a escolha mais agressiva de pneus. O holandês selecionou dez conjuntos de C4 e apenas dois conjuntos de C3 e um conjunto de C2. Os pilotos do Racing Point, Sergio Perez e Lance Stroll, têm escolha de pneu idêntica à Verstappen. Chuva está prevista em várias partes do fim de semana. Se os treinos ocorrerem em condições secas, esses três pilotos podem usar um conjunto de C2 para stints longos na segunda sessão de treinos livres e concluir todas as outras sessões com os pneus de faixas vermelhas.

Os pilotos da Ferrari e da Mercedes optaram por uma escolha de pneu um pouco menos agressiva, com compostos mais duros disponíveis para eles. De fato, todo piloto tem nove ou dez conjuntos de compostos macios.

Foco nas zebras e aderência mecânica
As equipes colocam o menor downforce possível em Monza para maximizar a velocidade máxima nas longas retas. Isso significa que os pneus precisam fornecer máxima aderência mecânica nas curvas, e substerço (saída de frente) também pode ser um problema, já que as equipes buscam proteger os pneus traseiros para otimizar a tração.

Existem algumas zebras que os pilotos atacam muito forte: especialmente nas chicanes Rettifilo e Roggia. Isso significa que a resistência estrutural dos pneus é um fator importante.

Para o Grande Prêmio da Itália, as equipes precisam usar os pneus lisos dianteiros da Pirelli a 23,5 psi, enquanto a pressão mínima nos pneus traseiros em clima seco é de 21,0 psi. A cambagem limite para os pneus dianteiros é -3,0 °, enquanto para as traseiras -2,00°.

Mario Isola, chefe da Pirelli, enfatizou que o desempenho dos pneus é fundamental em todo o circuito de Monza, com 5,793 km de extensão, devido às zonas de aceleração pesada e zebras altas.

“Monza ainda é um grande desafio para os pilotos, carros e pneus: um pouco como Spa, que aconteceu no final de semana passado. Ao contrário do ano passado, não temos a mesma indicação de pneu para ambas as corridas. Enquanto em Spa tivemos pneus mais duros em comparação com 2018, em Monza a escolha é um pouco mais macia que no ano passado. Com a volta mais rápida de sempre da história da Fórmula 1 marcada em Monza no ano passado, e uma tendência dos carros serem ainda mais rápidos este ano, poderemos ver mais história sendo feita neste fim de semana”, disse ele.

AS - www.autoracing.com.br

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