F1 – Velocidade da Honda foi a maior desde 2015 na Austrália

Red Bull-Honda

O desempenho muito bom da Honda nas marcações de velocidade do GP da Austrália é o melhor desde que os japoneses voltaram à Formula 1.

A Honda ficou no topo em todas as marcações de velocidade na abertura da temporada de 2019, liderando o speedtrap, a linha de chegada e ambos os setores intermediários da volta.

Em suma, a supremacia simplesmente reforça um resultado já encorajador para a sua nova equipe, a Red Bull, que marcou o primeiro pódio da Honda desde 2008 na primeira tentativa.

Mas esses números são significativamente afetados por diferentes fatores – incluindo o uso de DRS, modos de motor e a disponibilidade de vácuo de outro carro – e isso limita o valor de tirar conclusões absolutamente definitivas de velocidade em corrida.

Uma comparação na classificação é mais justa, mas também aí a Honda continuou mostrando competitividade.

A velocidade máxima registrada na classificação do GP da Austrália de 2019 foi de 322,51 kph, marcada pela Racing Point de Sergio Perez, que é movida pela UP Mercedes.

No entanto, o carro movido pela UP Honda – Toro Rosso, do Alex Albon – esteve muito próximo, a 321,86 kph.

A Honda é cautelosa em ler análises de marcação de velocidade, embora reconheça que é muito melhor estar mais perto da frente do que atrás.

“As marcações são afetadas pelas condições”, disse o diretor técnico da Honda, Toyoharu Tanabe, à Autosport.

“A posição na velocidade máxima não é muito importante para nós. Mas é melhor do que estar no fundo!”

Os críticos podem apontar para a posição da Red Bull na hierarquia – logo abaixo da média, de 317 kph a 319 kph – e argumentarem que como permaneceu inalterada, a Honda não fez diferença.

É verdade que as marcações de velocidade não nos dizem enfaticamente que a Red Bull está melhor com a Honda do que com a Renault, porque a equipe McLaren, que é movida pela Renault, também teve uma forte atuação nessa métrica.

No entanto, ele fornece mais evidências de que a Red Bull não sofreu com a mudança, e está realmente começando no nível que terminou em 2018 – que era o alvo inicial.

O desempenho da Toro Rosso sugere que a Red Bull não está buscando uma configuração de arrasto extremamente baixo para tentar compensar um défice de motor.

Enquanto isso reduz a potência de alta velocidade da Red Bull na classificação, ainda parece capaz de lutar em condições de corrida.

Isso coincide com a capacidade de Verstappen de “apostar”, como ele disse, nas retas comparadas à Ferrari e à Mercedes, quando mais asa teria  negado o impacto na Red Bull ao criar mais arrasto.

A comparação de dados desde quando a Honda voltou ao grid em 2015 revela o quanto ela melhorou em relação à concorrência.

A sessão de classificação do último fim de semana foi a primeira vez que a Honda esteve acima da média nas marcações de velocidade na Austrália.

Quando reapareceu pela primeira vez com a McLaren em 2015, ela estava fora do ritmo, atingindo 312,85 kph nas marcações de velocidade em comparação com a máxima de 322,67 kph agora.

Na verdade, o progresso da Honda é tal que pode se orgulhar de um ganho de velocidade de 10 kph na marcação de velocidade nos últimos quatro anos.

Este é um resultado muito bom, uma vez que tivemos mudanças aerodinâmicas em 2017 e 19 para asas maiores e aumento do arrasto, embora o efeito das asas traseiras maiores desta temporada seja compensado por um efeito maior do DRS.

O resultado é que a principal razão da Red Bull para mudar para a Honda foi ter mais fé em sua capacidade de progredir do que a da Renault durante a temporada, e além.

Isso significa que o desempenho puro que a Red Bull desfrutou com a Honda na primeira corrida deve deixar a equipe ainda mais animada ainda.

 

AS - www.autoracing.com.br

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