F1 – Saiba um pouco mais sobre o Bahrain e seu GP no deserto

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O circo da Fórmula 1 retorna ao deserto para a sua terceira etapa, o GP do Bahrain, com as altas temperaturas podendo ser um fator preponderante. A instabilidade política no local sempre causa receio a todos, mas a corrida está confirmada após ter sido cancelada uma única vez em 2011.

Conheça um pouco mais do Bahrain

O Bahrain é um pequeno estado insular situado no Golfo Pérsico, tendo fronteiras marítimas com o Irã ao nordeste, com o Catar a leste e com a Arábia Saudita a sudoeste. A capital é Manama e a população é superior a 688 mil habitantes, incluindo cerca de 235 mil estrangeiros. A superfície é de 987/km².

O país é um arquipélago contendo trinta e cinco ilhas e ilhotas, sendo que apenas, três são habitadas: Barein, Umm Nassam e Al Muharraq. A maior das ilhas é a dhkle Bahrain, com 16km de extensão no sentido leste-oeste e 48km no sentido norte-sul. A ilha principal é unida às pequenas ilhas de Muharraq e Sitra por uma estrada.

A língua oficial é o árabe, e a segunda língua mais falada é o inglês. A moeda local é o bahraini dinar. O clima predominante é desértico, temperado pela proximidade do mar, mas também úmido. Entre os meses de outubro e abril, a temperatura média é de aproximadamente 25ºC. De maio a setembro, as temperaturas variam entre 35ºe o 40ºC.

O Bahrain é uma monarquia absolutista, tendo um primeiro-ministro e também um gabinete integralmente escolhidos pelo Monarca. O atual primeiro-ministro (que é o mesmo desde 1971, quando ocorreu a independência do Reino Unido) e todo o seu gabinete são da família real. Também existe um conselho consultivo e um conselho dos representantes. Em tese, os dois conselhos deveriam se completar, mas na prática o primeiro tem completa ascendência sobre o segundo, o que acarreta tensões entre a maioria da população que se opõe à monarquia governante e à minoria que a apoia.

A produção e o refinamento de petróleo coorrespondem a 60% das exportações, 60% dos rendimentos do governo local e 30% do PIB. Tendo uma avançada rede de transportes e comunicação, o Bahrain é sede de várias empresas multinacionais que atuam em todo o Golfo Pérsico. Tal exploração começou em 1932, quando foi descoberto petróleo em Awali, no centro da ilha de Bahrain.

Através dos rendimentos do petróleo, foram possibilitados vários projetos industriais em outros segmentos, em especial nos setores de construção naval e cimento. As antigas atividades piratas dos nativos foram trocadas pelo tráfego de frota mercante moderna. O desenvolvimento das atividades bancárias e de serviços transformou o Bahrain em um grande centro financeiro e comercial, corroborados por uma moderna rede de comunicações e pelo aeroporto internacional situado na ilha de Muharraq. A horticultura ainda é utilizada, em menor escala, e o desemprego entre os jovens, e a deterioração dos lençóis subterrâneos de água são as principais preocupações do país oriental.

O Bahrain está ligado à Arábia Saudita, por via terrestre, através de uma ponte com 25 quilômetros de extensão, inaugurada em 1986. Trata-se de um país muito aberto ao turismo: principalmente nos finais de semana, celebrados às quintas e sextas-feiras, diversos árabes visitam o país.

Embora fiéis a sua religião, os barenitas são menos fanáticos que a grande maioria de seus vizinhos. Lá as mulheres podem trabalhar e até dirigir, mas se vestem com o tradicional “abaia”, uma roupa que cobre todo o seu corpo, inclusive o rosto. As estrangeiras (existem muitas no Bahrain) vestem roupas ocidentais, mas tem que ter o cuidado de não mostrar as pernas. No Bahrain, o fumo e a bebida são liberados, e as boates recebem um sem número de turistas árabes que vem para desfrutar os prazeres das companhias femininas.

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O circuito de Sakhir

O design do circuito de Sakhir foi feito por Hermann Tilke. O arquiteto alemão é dono do design de outros circuitos da F1 como Sepang, além de ter feito obras em outros tantos. Construído numa área de 200 hectares , o complexo de Sakhir foi inaugurado em 2004, ano do seu primeiro GP de Fórmula 1, vencido pelo alemão Michael Schumacher (Ferrari).

O traçado utilizado pela Fórmula 1 (uma das cinco opções disponíveis) tem 5,412 km de extensão, contendo 15 curvas. O acerto do carro tem que levar em consideração as várias curvas de baixa como a curva 1, a 4 e última que leva á reta dos boxes. Por outro lado o traçado tem 3 longas retas, então as equipes vão em busca de um comnpromisso entre velocidade final, tração e alto nível de downforce, o que é bastante complicado conseguir.

Os freios tem grande importância nessa pista, pois são demasiadamente exigidos. Some-se a isto o fato do vento levar areia constantemente para a pista, e está formado um cenário no qual a atenção nas freadas tem que ser redobrada neste circuito.

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Alguns dados técnicos sobre o circuito:

Porcentagem de aceleração total por volta: 63% – 68%
Velocidade máxima: 309kph
Velocidade média: 210kph
O setor mais longo de aceleração total: 14s, 1,050m
Mudanças de marcha por volta: 58
Desgaste dos pneus: Médio
Compostos utilizados: Super macios e Médios
Desgaste do freio: Elevado
Áreas de frenagem: 8
Porcentagem de uso dos freios por volta: 15% (17% em 2008)
Nível de Downforce: Médio 7/10

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