F1 – Renault subestimou o desenvolvimento dos motores das rivais

Renault e Ferrari

Cyril Abiteboul, chefe da Renault, admite que a montadora subestimou o potencial de desenvolvimento dos motores atuais e diz que ela correrá mais riscos para corrigir isso.

A Fórmula 1 está em sua quinta temporada usando os V6 turbo-híbridos, uma era na qual a Mercedes estabeleceu uma vantagem clara no começo e a Ferrari superou a Renault e começou a lutar por vitórias regularmente.

Abiteboul disse que o progresso da Ferrari deixou claro que a Renault precisa ser mais agressiva no desenvolvimento de seu motor.

“Acredito que nós realmente subestimamos o potencial do regulamento atual dos motores, digamos assim”, declarou ele ao site Autosport. “Estamos no quarto ano do regulamento, e após esse tempo, você esperaria ver um nivelamento da curva de desenvolvimento”.

“De certo modo, vimos isso com a Mercedes. Sem abrir um debate diferente, ficamos impressionados com a melhoria muito recente da Ferrari, o que mostra que é possível. Não sei como, mas é possível. Não é algo que esperávamos precisar fazer neste período de tempo”.

“Temos de aceitar ter passos maiores, correr mais riscos, mas esses riscos obviamente precisam ser mitigados porque não podemos ter um produto que esteja comprometendo a confiabilidade”.

A equipe de fábrica da Renault se estabeleceu na quarta posição no campeonato de construtores, mas a “preocupação real” de Abiteboul é que ela não conseguiu se aproximar das três equipes de ponta apesar de estar liderando o pelotão intermediário.

Ele afirmou que como a Renault estava “extremamente atrasada” no que diz respeito ao chassi e ao motor, ela só está conseguindo manter ou reduzir ligeiramente as respectivas desvantagens.

“O motor está melhorando, assim como o chassi, mas infelizmente nós não vemos nenhuma dessas duas diferenças diminuindo. Temos a capacidade de melhorar, mas fazemos isso no mesmo ritmo das equipes de ponta, o que não é tão ruim”.

Abiteboul acredita que correr mais riscos ajudará o lado de Viry da operação a dar passos maiores, mas avalia que Enstone tem “30%” a menos de recursos do que Mercedes e Ferrari.

Isso significa que a Renault provavelmente continuará expandindo sua base de projeto, mas um possível teto orçamentário como parte do novo regulamento da F1 em 2021 faz com que Abiteboul seja cauteloso em relação aos investimentos.

“Será difícil fazer investimentos enormes se eles tiverem de ser reduzidos novamente”, disse Abiteboul. “Um teto orçamentário colocará o ônus na eficiência da organização. Eficiência é a palavra chave para o que Enstone precisa fazer no lado do chassi”.

“No que diz respeito ao motor, é um pouco diferente, é mais a aceleração, a velocidade com a qual estamos desenvolvendo o motor”.

 

LS - www.autoracing.com.br

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