F1 – Renault precisa aumentar estrutura para ter sucesso

Renault

Renault

A equipe de Fórmula 1 da Renault ainda precisa recrutar mais funcionários e construir instalações maiores para alcançar seu potencial, diz Cyril Abiteboul. Os franceses trabalharam intensamente depois de retomar a Lotus para restabelecer sua escuderia própria em 2016.

Adicionaram mais de 80 funcionários durante a temporada 2016, mas o diretor-gerente Abiteboul diz que ainda há departamentos onde não tem pessoal e instalações para manter o ritmo.

“Nós crescemos muito na área de engenharia/técnica, e o que precisa acontecer agora é ter um crescimento semelhante, compatível com o potencial de engenharia – como o escritório de design, na produção, onde também estamos quase pequenos e atrasados para o que a aero é capaz de produzir”, disse Abiteboul ao site Autosport.

“Isso acontecerá também quando concluirmos a extensão do prédio, onde teremos um escritório de design maior, porque agora temos uma limitação no espaço. E também novas obras – estaremos produzindo nossa própria caixa de câmbio e componentes no próximo ano, o que é um grande projeto, com muito espaço e muitas pessoas dedicadas apenas a esse projeto, então veremos que o crescimento terá que continuar”, prosseguiu.

A Renault avançou pouco em 2016, tendo apenas recuperado o controle da Lotus no final do ano anterior, e visou nesta temporada um progresso significativo. Depois de terminar em nono no campeonato de construtores do ano passado com apenas oito pontos, está em oitavo neste ano e já marcou 26, com o objetivo de chegar em quinto na classificação até o final de 2017.

“Primeiro fizemos investimentos em equipamentos, pessoas e, em seguida, em ideias, projetos e conceitos e, agora, isso finalmente se transforma em partes. Isso sempre levará um pouco de tempo, mas o que é bom é que, uma vez que isso esteja começando, na teoria não vai parar”, comentou Abiteboul.

Mas enquanto a Renault continua a recrutar pessoal e expandir suas instalações, Abiteboul salienta que a F1 precisaria atuar para impedir que as equipes se tornassem muito grandes novamente.

“Terá que crescer de forma controlada, porque, francamente, não tenho apetite para me tornar uma equipe com 800-900 funcionários”, explicou ele. “Eu não acho que seja sensato. Espero que em algum momento este esporte faça algo, então não faz sentido para nós crescermos a um nível tão alto.

“Não é uma questão de recursos financeiros, também é uma questão de estratégia de longo prazo – porque acho que o ponto mais sensato para a equipe é na região de 650. Os pressupostos para o próximo ano já estão quase acima de 650”, concluiu o dirigente.

EB - www.autoracing.com.br

Tags
, , , , , , , , , , , , , ,

ATENÇÃO: Comentários com textos ininteligíveis ou que faltem com respeito ao usuário não serão aprovados pelo moderador.