F1 – Pirelli prevê dois ou três pit stops durante GP na China

Paul Hembery

Durante as duas primeiras sessões de treino livres realizados para o Grande Prêmio da China, a diferença de performance entre os dois compostos disponibilizados pela Pirelli – PZero Amarelo (macio) e PZero Branco (médio) – ficou em cerca de 1,5 segundos. Trata-se de um valor um pouco acima do previsto inicialmente pela fabricante de pneus. Isto porque a degradação não foi excessiva sobre o composto médio, que em 0.2 segundos por volta está em linha com as expectativas da empresa.

Para Paul Hembery, diretor de automobilismo da Pirelli, a expectativa é que o pneu macio dure entre 11 e 12 voltas no decorrer da corrida e o pneu médio por cerca de 18 voltas. “Isso sugere um máximo de três pit stops, mas também é possível termos duas paradas se a pista continuar a evoluir durante o fim de semana, uma vez que experimentamos maiores níveis de degradação do que gostaríamos, especialmente com o pneu macio”, explica.

Resultados dos treinos
Os pilotos percorreram os 5.451 quilômetros do circuito de Xangai e, pela manhã, Nico Rosberg, da Mercedes, foi o mais rápido ao marcar 1m35s819 com os pneus P Zero Branco (médio). No primeiro treino todos os pilotos utilizaram compostos médios. O brasileiro Felipe Massa, da Ferrari, foi o mais veloz no período da tarde ao cravar o tempo de 1m35s340 com os pneus PZero Amarelo (macio). Este tempo ficou bem próximo ao da pole position no ano passado.

Estatísticas do dia sob o ponto de vista dos pneus:

Curiosidades
Até hoje foram realizados nove Grandes Prêmios da China e houve oito diferentes vencedores: apenas Lewis Hamilton ganhou duas vezes (2008 e 2011). Mark Webber foi o único piloto a chegar ao pódio após largar fora das dez primeiras posições (em 2011, saiu em 18º e terminou em 3º).

O circuito do ponto de vista do pneu:
– O traçado chinês impõe muita energia principalmente através dos pneus dianteiros, devido ao grande número de curvas de alta velocidade – uma vez que é quase um círculo completo – e áreas de frenagem fortes, o que provoca a transferência de peso para a parte da frente do carro. O pneu que sofre maior desgaste é o frontal esquerdo.

– No ano passado, os compostos médios e macios também foram escolhidos para o GP da China. O vencedor da corrida (Rosberg) adotou a estratégia de duas paradas, largando com os macios e fazendo dois pit stops para colocar os médios. O segundo e terceiro colocados (Button e Hamilton) pararam três vezes: partiram com pneus macios e mantiveram o mesmo composto na primeira parada, e nos dois pit stops seguintes colocaram compostos médios. O quarto colocado (Webber) também parou três vezes, mas usou pneus macios apenas uma vez, enquanto que o quinto (Vettel) também parou duas vezes, em estratégia similar à de Rosberg.

Notas técnicas sobre os pneus:

– O composto médio deverá apresentar aquecimento rápido, mesmo em baixas temperaturas, garantindo um desempenho consistente e degradação mais contida. O pneu macio, com uma janela de trabalho maior, funciona de maneira diferente. Em condições atmosféricas frias demora um pouco mais para aquecer, especialmente os dianteiros. Porém, garante mais aderência com degradação mais acentuada e uma vida útil de 14 a 16 voltas.

– A diferença de desempenho entre o composto médio e o macio na China deverá ser entre 0,5s e 0,6s por volta.

EB - www.autoracing.com.br

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