F1 – Pilotos esperam que a Williams siga a equipe mais lenta do grid

Robert Kubica e George Russell

Os pilotos da Williams parecem resignados a uma temporada completa na retaguarda do grid. A queda da outrora grande equipe britânica é tão grave que o co-fundador Sir Patrick Head foi afastado da aposentadoria.

“É o passo certo”, afirmou Robert Kubica à revista alemã Auto Motor und Sport. “Mas Patrick Head não pode fazer nada sozinho. Ele precisa de toda a equipe”.

O problema, disse o piloto polaco, é que a Williams corre o risco de ficar ainda mais para trás durante este ano. “No momento em que estamos trabalhando num problema, estamos perdendo terreno noutro lado”, disse Kubica.

Ele lutou no carro de 2019 ao lado do estreante George Russell até agora este ano, explicando: “Eu simplesmente não posso atacar. Estou sempre prestes a quebrar”.

As coisas estavam melhores na China, mas Kubica explicou: “O nosso carro não melhorou. É que há mais curvas no Bahrain para perdermos tempo”. Barcelona, por exemplo, será um problema sério: “Para nós, as curvas 3 e 9 ainda são reais. As outras vão de pé embaixo”.

Um grande problema para a Williams é que ela não está produzindo peças de reposição suficientes. O outro grande problema é que as peças que são produzidas não são de alta qualidade e consistentes. “Temos que dar um passo após o outro”, declarou Kubica.

Mas Kubica salienta que está pelo menos se sentindo plenamente capaz de percorrer distâncias completas de corrida, mesmo que alguns questionem sua condição física com sua lesão permanente. “Havia dúvidas e, por vezes, também fiz a mim próprio tal pergunta. Mas hoje sei que não preciso me preocupar com a minha forma física”, garantiu.

Russell, por outro lado, teve recentemente uma amostra do carro de 2019 da Mercedes, mas prometeu manter os segredos da equipe top dentro de si. “Posso, pelo menos, dizer-lhes qual a direção a seguir. Posso dizer-lhes o que a Mercedes faz numa determinada curva em comparação conosco”, demonstrou ele.

E o atual campeão da Fórmula 2 diz que a Williams tem muito trabalho a fazer. “Se quisermos recuperar o atraso, teremos que nos desenvolver três vezes mais depressa do que os outros”, acrescentou Russell.

“Porque eles também estão tornando seus carros mais rápidos. “Temos que permanecer positivos, mas também realistas. Seria presunçoso esperar mais do que aquilo que estamos hoje”, concluiu.

EB - www.autoracing.com.br

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