F1 – Mercedes está em “Alice no País das Maravilhas” com Hamilton e Bottas

Valtteri Bottas e Toto Wolff

O chefe da Mercedes, Toto Wolff, diz que o clima no território da Mercedes está muito mais harmonioso com Lewis Hamilton e Valtteri Bottas como companheiros de equipe, comparado a como era quando Nico Rosberg ainda estava com as Flechas de Prata.

Antes da aposentadoria de Rosberg em 2016 após seu sucesso no campeonato, a Mercedes passou por três anos de tensão, com Hamilton e Rosberg disputando o título, com Hamilton vencendo duas vezes antes de Rosberg derrotar o britânico.

Desde que Bottas se juntou à equipe, Hamilton conquistou mais dois títulos, com Sebastian Vettel, da Ferrari, sendo seu principal rival. Wolff diz que há uma diferença notável dentro da equipe desde que os dois se tornaram parceiros em 2017.

Bottas ainda não venceu uma corrida neste ano, mas Wolff não acha que Hamilton vá deixá-lo ter uma facilmente: “Lewis quer ganhar o maior número possível de corridas e campeonatos”, disse Wolff à Sky. “E nenhum piloto quer desistir de uma vitória em corrida. Eu acho que Valtteri precisa conseguir por si mesmo e é assim que deve ser”.

“Isso é Alice no País das Maravilhas agora comparado com o que tínhamos antes. E eu não estou dizendo isso de uma forma negativa, todo piloto tem seu próprio jeito de tentar alcançar o sucesso. Mas Valtteri é absolutamente um finlandês legal. Eu não acho que ele sequer perceba se algo está sendo manipulado. Então é um ótimo relacionamento entre os dois”, comentou.

Bottas foi forçado a ceder a liderança da corrida na Rússia para aumentar as esperanças de Hamilton, apesar do finlandês liderar a corrida por mérito: “Eu sempre disse que essas algemas existiam porque Lewis tinha uma vantagem no campeonato”, explicou Wolff.

As outras boas oportunidades de Bottas de vitória em 2018 aconteceram em Baku, quando ele herdou a liderança de Sebastian Vettel depois de um safety car. No entanto, um furo de pneu nas últimas voltas deu a vitória a Hamilton e forçou Bottas a abandonar.

“Teriam sido 25 pontos a mais para Valtteri. Eu acho que nós também teríamos o campeonato de construtores agora”, acrescentou Wolff. “Ele teria tido uma chance pelo campeonato. E então, obviamente, é muito difícil dizer ‘você precisa pilotar para o outro piloto’, isso não acontece”.

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