F1 – Max Verstappen é um animal

Verstappen no S do Senna – Qualy GP Brasil 2019

Por: Adauto Silva

Max Verstappen é um piloto com uma tocada espetacular. Ultra rápido e agressivo, é o que qualquer categoria do esporte a motor sonha ter.

Nos treinos de sábado para o GP do Brasil eu estava dentro da pista no Laranjinha no TL3 e depois do lado de dentro do S do Senna na classificação. Pude ver todos os pilotos ali e nada se comparou a Verstappen.

O moleque é um animal ao volante.

Tanto no Laranjinha quanto no S do Senna ele entra “vendido” e corrige o carro no acelerador quando o mesmo parece que vai perder a traseira. Ele freia depois, entra na curva com a traseira soltando e então quando você tem certeza que ele vai perder o carro, o holandês reacelera antes de todo mundo. É realmente impressionante.

Eu só vi três pilotos fazerem isso nesses pontos até hoje: Ayrton Senna, Juan Pablo Montoya e este ano Max Verstappen. Não sei como ele guiou em 2018 porque foi uma das raras vezes que não pude ir a Interlagos em nenhum dos três dias devido a uma virose.

Mas dessa vez eu vi. Vi, filmei, comparei e fiquei pasmo. Nos filmes é quase impossível ver essa diferença que estou afirmando que ele faz, mas ao vivo e ali muito perto da pista é absolutamente notável.

É um enorme prazer ver como Verstappen está guiando um F1 depois de cinco anos de experiência na categoria. Sua tocada é muito rápida e ao mesmo tempo totalmente agressiva e absolutamente arriscada.

Quando vi a primeira vez que ele contornou o Laranjinha, achei que ele tinha errado e de alguma maneira consertado. Soltei um “ufa”…

Na segunda vez falei “mas isso não é possível!”

Na terceira abri um sorriso e soltei um “uau”…

Depois fui para o S do Senna na classificação e aí foi um show do holandês volta após volta!

No Laranjinha ele fazia isso às vezes e a explicação é simples. Você não pode guiar um F1 assim o tempo todo, simplesmente porque ficará sem pneus e freios em pouquíssimas voltas. E no TL3 eles dão várias “voltas de corrida” para testar a durabilidade dos pneus e do equipamento.

Mas na classificação isso não existe. É pé no porão todas as voltas e então o show do moleque foi total.

E isso tudo ainda com a ajuda do motor Honda, que está com um ronco inigualável na aceleração e soltando estrondos na desaceleração, o que lembra demais o motor BMW da Williams justamente na época de Juan Pablo.

Quem não gosta do Verstappen, mas gosta de F1, tem duas escolhas:

A primeira e mais óbvia é torcer para ele nunca sentar num carro campeão.

A segunda é começar a procurar qualidades nele.

Porque no dia e que ele sentar num carro campeão…

Adauto Silva
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