F1 – Hamilton não liga para os seus críticos: não mudam sua vida

Lewis Hamilton

O campeão mundial de Fórmula 1, Lewis Hamilton, disse que não se importa se ele é ou não apreciado. O piloto de 32 anos obteve seu quarto título nesta temporada, fazendo dele o piloto de Fórmula 1 britânico mais bem-sucedido de todos os tempos.

“Eu realmente não sinto nada”, disse ele em entrevista à BBC Radio Five Live’s Sportsweek. “Eu sei quais são os meus valores, sei o que consegui e sei de onde eu e a minha família viemos. Não confio na aceitação de qualquer fonte que não seja minha família e eu, de forma honesta não me importaria se (a popularidade) fosse maior ou menor”.

“Há muita positividade quando vou ao GP da Inglaterra e recebo uma grande quantidade de apoio em todo o mundo, com bandeiras britânicas em todo o lugar. Apenas percebo os aspectos positivos. Pode haver pessoas negativas ou com coisas negativas a dizer, mas isso não tem relevância na minha vida”, explicou.

Hamilton é agora um dos únicos cinco pilotos na história da F1 com quatro ou mais títulos, e está três atrás do recorde de Michael Schumacher. Mas ele salienta que alcançar o alemão não é um alvo para ele.

“Eu também disse que não tenho vontade de fazer o que Michael fez agora, com as vitórias, não está tão longe”, afirmou ele. “Posso chegar lá? Sim, claro, se eu ficar o suficiente, tenho certeza que provavelmente posso chegar lá. Mas não é o que me leva. O que me impulsiona é o desafio de cada ano que eu estou iniciando”.

“Eu não sei quando vou parar. Pode ser em um ano, pode ser em cinco. Vamos ver”, comentou Hamilton, cujo foco é ser o melhor piloto possível, e ele acredita que ainda tem muito o que pode melhorar.

“Eu adoro correr e vou continuar a fazê-lo enquanto eu quiser”, acrescentou ele. “Eu tenho uma ótima oportunidade de continuar enquanto estou no meu melhor. Eu acho que ainda estou crescendo, melhorando, e eu não acho que estou no meu melhor ainda. Estou no meu melhor neste ponto em minha vida, mas acho que há mais por vir”.

“Mais crescimento, mais para conseguir, sempre ser melhor. Meu único objetivo é continuar a aumentar a barra”, prosseguiu Hamilton, orgulhoso da crescente diversidade da Fórmula 1, que ele disse que mudou maciçamente desde que se tornou o primeiro piloto negro do esporte em 2007.

“As pessoas vêm até mim de diferentes origens étnicas. Tenho famílias asiáticas, famílias negras, famílias mexicanas que me falam e dizem: ‘Meu filho quer ser você um dia’, e posso assegurar que quando comecei a correr, não havia pessoas daqueles lugares”, garantiu ele.

“Tenho grande orgulho disso. Como as grandes irmãs Williams (Serena e Venus), como Tiger Woods, que realmente quebraram um molde, derrubaram um muro para que outros passassem. Então, tenho orgulho de fazer parte dessa mudança esperançosa e positiva”, concluiu o piloto da Mercedes.

EB - www.autoracing.com.br

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