F1 – GP do Brasil tem a maior audiência televisiva do mundo

GP do Brasil de 2019 de Formula 1

Por: Adauto Silva

O GP do Brasil de Formula 1 continua tendo a maior audiência televisiva do mundo. Os números de 2019, que aumentaram em relação aos de 2018, ainda não saíram, mas tudo indica que essa tendência – que já tem mais de duas décadas – continua forte.

Existem várias explicações para isso. O fato de ser uma corrida muito tradicional no calendário desde 1972 – 47 anos ininterruptos -, o fato de ser uma corrida que normalmente é bastante disputada e muitas vezes ter decidido o campeonato, o fato dos pilotos gostarem muito da pista de Interlagos e principalmente o horário europeu em que a corrida é disputada aqui no Brasil.

O GP do Brasil é transmitido ao vivo para a Europa em horário nobre lá, domingo a noite, quando há pouca concorrência em alguns países com outros esportes e nenhuma concorrência em muitos países.

Em 2018 o GP do Brasil foi assistido ao vivo por 115,2 milhões de espectadores no mundo, quase o dobro do segundo GP de maior audiência, que foi o GP da China, que teve 68 milhões de espectadores. A terceira mais audiência foi surpreendentemente o GP dos EUA, com 34,2 milhões de espectadores

Em outras palavras, o GP do Brasil de F1 foi responsável sozinho por 23.5% de toda a audiência televisiva mundial que a Formula 1 teve no ano inteiro de 2019.

E essa é a razão pela qual o GP do Brasil conseguiu negociar um pagamento de taxa zero para a Liberty Media, assim como tinha negociado com a FOM de Bernie Ecclestone. O não pagamento da taxa é largamente compensado pelos valores que as emissoras de TV conseguem vender seus pacotes de transmissão para os patrocinadores repassando parte desse valores para a Liberty Media, como repassava para a FOM de Ecclestone.

E o GP do Brasil, por ser disparado o de maior audiência do mundo, é a parte mais importante do pacote de todas as emissoras de TV no planeta que transmitem a F1.

A Rede Globo, por exemplo, que paga um valor substancial à Liberty Media para transmitir todas as corridas do calendário para o Brasil ao vivo – 19 em TV aberta e 3 em TV fechada para 2020 – vai faturar R$ 592 milhões em 2020 com as 6 cotas de patrocínio já vendidas.

Até hoje era um negócio bom para todos, o famoso “win-win” (onde todos ganham) que toda e qualquer negociação comercial tem como objetivo, se quiser ser duradoura.

Por que “era”? Porque a guerra dos nossos políticos geniais para levar o GP do Brasil para o Rio de Janeiro numa pista que ainda não existe e tem pouquíssima chance de se materializar, conforme matéria publicada ontem pelo Autoracing, vai fazer com que o Brasil passe de “pagamento zero” para centenas de milhões para manter o GP do Brasil de Formula 1.

Eu acho que vou fugir para as colinas…

Adauto Silva
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