F1 – Fernando Alonso: Como a carreira do bicampeão mundial entrou em declínio

Acidente de Alonso no GP da Austrália

Acidente de Alonso no GP da Austrália

Fernando Alonso ficou fora do GP do Bahrain após sofrer fraturas nas costelas e um pneumotórax em seu violento acidente na primeira etapa da temporada na Austrália.

O espanhol é bicampeão mundial e possui as estatísticas para apoiar as alegações dos fãs e especialistas de que é um dos pilotos mais talentosos que já correram na Fórmula 1. Porém, os últimos anos têm sido difíceis para Alonso, cujo retorno à McLaren não vem saindo como o planejado.

Depois de uma temporada complicada em 2015, Alonso não participou do GP do Bahrain – e pode inclusive ficar fora de mais provas – devido às lesões no peito sofridas em sua batida assustadora em Melbourne. Andrew Benson, escritor de F1 da BBC Sport, analisa sua carreira até agora.

As estatísticas puras já são suficientemente impressionantes – sexto lugar na lista de maiores vencedores de todos os tempos, terceiro maior número de pódios na história. Contudo, o mais incrível em relação a Alonso é que ele alcançou esses feitos apesar de raramente ter o melhor carro em suas mãos.

Com 34 anos e se prestes a completar três anos desde sua última vitória, ele continua sendo um piloto fantástico. Pode não ser o mais rápido em uma volta, mas é indiscutivelmente o melhor e mais completo do grid.

Impiedoso e implacável, Alonso é um dos poucos que consegue extrair o máximo de qualquer carro que estiver pilotando, em quaisquer circunstâncias. Ele se aproxima do limite com mais frequência do que todos os outros.

Alonso pode ter conquistado apenas dois títulos mundiais, mas, ao longo de sua carreira, ficou a oito pontos de ser um pentacampeão após perder por pouco em 2007, 2010 e 2012. Ele pode se culpar por uma dessas derrotas – sua temporada caótica ao lado de Lewis Hamilton na McLaren em 2007 – mas as outras duas certamente não foram culpa dele.

Em 2012, ele fez uma das melhores temporadas de todos os tempos. Algumas de suas vitórias – na Malásia com um carro incapaz de se classificar entre os 10 primeiros na corrida anterior – não teriam sido alcançadas por outro piloto. Algumas de suas manobras de ultrapassagem foram inacreditáveis.

Memórias e feitos assim são indeléveis, independente de como sua carreira terminar.

Bicampeão mundial aos 25 anos

Michael Schumacher reinou na F1 entre 2000 e 2004 até que Alonso, na época correndo pela Renault, conquistou títulos consecutivos em 2005 e 2006. Uma nova era de domínio parecia estar surgindo quando o espanhol foi para a McLaren…

Um divórcio rápido na McLaren

Furioso pela McLaren permitir que seu companheiro estreante Lewis Hamilton competisse com ele, Alonso bloqueou o britânico nos pits no GP da Hungria de 2007. O relacionamento de Alonso com a equipe se deteriorou imediatamente e ele retornou à Renault depois de apenas uma temporada.

“Crashgate” mancha vitória em Cingapura

Alonso conseguiu levar um carro pouco competitivo a duas vitórias em 2008, mas o triunfo no GP de Cingapura acabaria manchado quando foi revelado que a Renault havia instruído seu companheiro Nelsinho Piquet a bater deliberadamente a fim de provocar a entrada do safety car para beneficiar o espanhol. Mas parecia que um período brilhante na Ferrari viria a seguir.

Como as vitórias secaram

Após fazer sua estreia na F1 em 2001, Alonso não correu em 2002 antes de sua primeira vitória pela Renault no GP da Hungria de 2003. Sua última vitória foi no GP da Espanha de 2013 – 53 corridas atrás.

“Fernando está mais rápido do que você”

As coisas começaram de maneira positiva na Ferrari, com cinco vitórias em 2010. Porém, ele se envolveu novamente em uma polêmica no GP da Alemanha, quando Rob Smedley, engenheiro de corrida da Ferrari, disse a Felipe Massa pelo rádio: “Fernando está mais rápido do que você”. Massa respondeu deixando Alonso passar momentos depois, mas muitos ficaram furiosos com as aparentes ordens de equipe.

Perto do terceiro campeonato

A vitória no GP da Coreia em outubro de 2010 deixou Alonso na liderança do campeonato mundial com 11 pontos de vantagem sobre Mark Webber a duas etapas do final. Parecia que o terceiro título estava assegurado, mas ele acabou sendo derrotado por Vettel.

Alonso passou a maior parte da prova de encerramento da temporada em Abu Dhabi preso atrás de Vitaly Petrov, da Renault, enquanto Sebastian Vettel, companheiro de Webber, veio da terceira posição para quebrar o recorde de Alonso de campeão mundial mais jovem da história.

Renovando os votos com a McLaren

Acreditando que nunca mais conquistaria o título mundial se permanecesse na Ferrari, Alonso chocou a F1 retornando à McLaren na temporada 2015, quando a equipe passou a ser impulsionada pelos pouco confiáveis motores Honda. Durante o GP do Japão, Alonso expressou sua frustração pelo rádio, descrevendo a performance do carro como “vergonhosa”.

As coisas pioraram. Depois da quebra de seu carro durante os treinos para o GP do Brasil, Alonso se sentou em uma cadeira ao sol e brincou dizendo que traria seu celular e protetor solar para a pista a fim de aproveitar ao máximo outras oportunidades de tomar sol.

 

LS - www.autoracing.com.br

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