F1 Especial – Spa-Francorchamps

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Circuito de Spa-Francorchamps

O GP da Bélgica é o primeiro da sequência de duas das corridas mais clássicas da Fórmula 1 – junto com o GP da Itália, que tradicionalmente encerra a temporada européia. É outro evento com uma história mais antiga do que a própria categoria, tendo sido disputado 11 vezes em Spa-Francorchamps antes do primeiro Campeonato Mundial, em 1950.

A primeira prova nacional na Bélgica foi realizada em 1925, no circuito da região de Spa, uma área do país associada aos esportes a motor desde os primeiros anos das corridas. Para acomodar os GPs, o Circuito de Spa-Francorchamps foi construído em 1921, mas foi usado apenas para corridas de moto até 1924. Depois do sucesso da nova 24 Horas de Le Mans, na França, em 1923, a 24 Horas de Spa, uma prova de endurance semelhante, foi disputada na pista belga.

Em 1925, o GP da Bélgica inaugural foi vencido por Antonio Ascari, cujo filho Alberto venceria o evento em 1952 e 1953. Infelizmente, ele perdeu sua vida na etapa seguinte, o GP da França. Em 1939, o piloto britânico Richard Seaman sofreu um acidente fatal quando liderava a corrida. Em 1960, Chris Bristow e Alan Stacey perderam suas vidas em incidentes separados, o segundo em uma ocorrência bizarra, sendo atingido no rosto por um pássaro.

Em 1972, Spa foi considerado perigoso demais para as máquinas da Fórmula 1. Após essa decisão, os belgas decidiram alternar seu GP entre Zolder e Nivelles-Baulers, perto de Bruxelas. A primeira prova em Nivelles foi vencida por Emerson Fittipaldi. Zolder recebeu a corrida no ano seguinte, com Jackie Stewart sendo o vitorioso. Emerson venceu novamente no retorno a Nivelles em 1974, mas depois disso, os organizadores não conseguiram sustentar o GP no local.

O evento então voltou para Zolder, onde a etapa belga foi disputada mais nove vezes. A pista será sempre lembrada como o local onde Gilles Villeneuve perdeu sua vida em 1982. No ano seguinte, o circuito reconstruído de Spa foi reaberto para as corridas e voltou a receber o GP da Bélgica em 1983. Zolder retornou ao calendário em 1984 e sediou sua última corrida de Fórmula 1 naquele ano. Em 1985, a prova voltou definitivamente para Spa-Francorchamps.

O recordista de vitórias é Michael Schumacher. Correndo pela Benetton, ele conquistou seu primeiro triunfo na Fórmula 1 no circuito em 1992 e voltou a vencer lá em 1995. Com a Ferrari, o alemão recebeu a bandeirada na frente em 1996, 1997, 2001 e 2002. Ayrton Senna tem cinco vitórias em Spa – 1985 com a Lotus e quatro consecutivas entre 1988 e 1991 com a McLaren.

A curva Eau Rouge

A famosa "Eau Rouge"

Conheça um pouco mais da Bélgica

A Bélgica é um país da Europa Ocidental pertencente à União Europeia e à OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte). A capital é Bruxelas. É limitada a norte pelo Mar do Norte e pelos Países Baixos, a leste pela Alemanha e por Luxemburgo e a sul e oeste pela França.

É um estado federal constituído por três regiões, três comunidades e quatro regiões ou zonas linguísticas. Duas das regiões se dividem em províncias e essas, por sua vez, em municípios. As comunidades, regiões, províncias e regiões linguísticas são as quatro mais importantes subdivisões da Bélgica e estão previstas na Constituição. Os municípios estão definidos por lei. Todas essas subdivisões possuem limites geográficos definidos, inclusive as comunidades.

O país tem uma área de 30 528 km², distribuídos por três regiões físicas principais: a planície costeira (localizada a noroeste), o planalto central e as elevações das Ardennes (situadas a sudeste), onde fica o circuito de Spa. Nessa região, se encontra o ponto mais elevado de seu território: o Signal de Botrange, com apenas 694 metros de altura.

A Bélgica possui um Primeiro-Ministro que perfaz o papel de chefe político do país, um parlamento nacional, e três parlamentos regionais. É uma nação que funciona plenamente nas leis do parlamento, tendo o rei apenas como uma figura simbólica, apesar de ele ser o Chefe de Estado. O país foi membro-fundador da União Européia, em 1957.

Sua economia é beneficiada pela localização geográfica privilegiada do país na Europa, por uma rede de transportes bastante desenvolvida e por uma base industrial e comercial diversificada. A indústria está concentrada principalmente na região de Flandres, ao norte. Com poucos recursos naturais, o país importa grandes quantidades de matérias primas e exporta principalmente manufaturados. O resultado é uma economia bastante dependente dos mercados mundiais.

A Bélgica tem uma cultura muito rica. Uma vez por ano, há um concurso de música chamado Koningin Elisabeth Wedstrijd. Todo ano, um tipo de instrumento clássico é escolhido. Durante o verão, ocorrem muitos festivais, voltados principalmente para o público jovem. Existem ainda festivais para adultos, alternativos, com música do mundo inteiro e outros.

Um diferencial é a cerveja belga. Existem mais de 450 tipos dessa bebida. As cervejas do tipo trapist só existem na Bélgica. Há também uma cerveja feita de cereja-ácida, denominada Kriek. Todos os tipos têm o seu próprio copo.

Pista de Spa-Francorchamps

O traçado de Spa

O circuito de Spa-Francorchamps

O Circuito de Spa-Francorchamps possui 7.004km de extensão e é considerado um dos mais desafiadores do mundo, sendo também o favorito da maioria dos pilotos da Fórmula 1. Foi idealizado em 1921 por Jules de Their e Henri Langlois Van Ophem. Inicialmente, tinha forma triangular, com 14km de extensão, e usava estradas públicas que passavam pelas colinas Ardennes, entre as cidades belgas de Francorchamps, Malmedy e Stavelot.

Ao longo dos anos, o traçado de Spa foi modificado várias vezes. A alteração mais significativa ocorreu em 1979, quando a pista antiga – extremamente veloz e perigosa – foi reduzida para sua extensão atual. A mais recente atualização se deu entre novembro de 2006 e maio de 2007, com a chicane Bus Stop ficando mais próxima da curva Blanchimont e a La Source sendo deslocada para frente, criando assim uma reta dos boxes mais longa.

O circuito provavelmente demonstra a importância da habilidade do piloto mais do que qualquer outro no mundo. Isso se deve principalmente às curvas Eau Rouge e Blanchimont, que precisam ser contornadas com aceleração máxima a fim de que o piloto não perca velocidade nas retas subsequentes, algo bastante importante nos tempos de volta e nas ultrapassagens.

A Eau Rouge é a parte mais famosa da pista. Os pilotos descem a reta após a La Source em alta velocidade e chegam em seu ponto mais baixo ao mesmo tempo em que entram na primeira perna à esquerda. Eles então são “lançados” em uma forte subida enquanto percorrem a segunda parte da sequência à direita para encontrarem, no topo da colina, a última perna à esquerda. Nos últimos anos, os carros de Fórmula 1 estavam permitindo que os pilotos contornassem a Eau Rouge de pé embaixo com relativa facilidade, mas a partir dessa temporada de 2014, agora com menos downforce, a lendária curva pode voltar a ser um grande desafio.

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