F1 – Equipes pequenas serão afetadas pela crise, diz Villeneuve

Fórmula 1

Enquanto a preocupação com o futuro da Fórmula 1 aumenta, Jacques Villeneuve pediu para a categoria continuar planejando com antecedência.

A situação é grave. O governo forçou a Alpha Tauri, sediada na Itália – um dos países mais afetados pela pandemia de coronavírus – a fechar sua fábrica.

Quando lhe perguntaram qual é sua função agora, o chefe Franz Tost declarou ao f1-insider.com: “Manter a companhia funcionando, motivar os funcionários, demonstrar alguma calma”.

“Desde segunda-feira, todos os negócios que não são absolutamente necessários para a vida foram fechados na Itália. Naturalmente, nossa fábrica está entre eles. Nós queríamos continuar produzindo partes, mas isso não é mais possível. Então, temos de discutir como proceder”.

Tost também falou sobre as notícias terríveis vindo da sociedade e dos hospitais italianos, e disse que está se mantendo ocupado em sua academia doméstica e com uma prateleira de livros.

“É importante que você não desista”, afirmou ele. “Os momentos difíceis passam. Não há dúvida que isso vai acontecer, é só uma questão de quando”.

De acordo com Villeneuve, campeão mundial de 1997, a situação será mais fácil para os pilotos, que podem passar a pausa da vida normal treinando.

“O cancelamento de seis das 22 corridas não é um problema tão grande”, disse o canadense à Sky Italia. “Algumas provas podem ser substituídas por Magny-Cours ou Imola”.

“Mas isso prejudicará financeiramente equipes pequenas como a Williams. Os engenheiros podem usar esse tempo para trabalhar em casa, e para os pilotos, pouco muda. O que realmente importa para eles é receber seu salário”.

Segundo Zak Brown, CEO da McLaren, equipes como a sua usarão a situação para “tentar coisas novas” a fim de se manter ocupadas e entreter o mundo das corridas.

“Acho que em situações como essa, depois que você compreende e protege a equipe e os negócios, nós podemos começar a buscar alguma diversão e maneiras criativas de nos envolvermos com vocês”, disse ele aos fãs.

E se a pandemia continuar por um longo período de tempo, o ex-piloto Marc Surer acredita que corridas sem espectadores em Abu Dhabi e no Bahrain poderiam ser uma solução.

“Mas depois não há mais organizadores que podem bancar isso”, declarou ele ao Sport1 da Alemanha. “Espero que possamos ter pelo menos metade das provas, mas mesmo se houver só cinco ou seis, é o suficiente para coroar um campeão mundial”.

Mesmo assim, a F1 sofrerá danos. “A Liberty Media não tem renda porque não há corridas. É por isso que as equipes agora enfrentam dificuldades e precisam trabalhar em segundo plano”, acrescentou Surer.

Quando o mundo finalmente for declarado livre da pandemia, como será o futuro da F1 na sociedade que emergir?

“Em fevereiro, a F1 estava com medo da China”, notou um editorial do jornal italiano Corriere dello Sport. “Agora, os países estão com medo da F1”.

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