F1 – Chefes de equipe alertam contra mercado saturado

Claire Williams

Equipes de Fórmula 1 alertaram a Liberty Media contra o “mercado saturado”, já que os proprietários da Fórmula 1 consideram novas corridas e um calendário estendido. O cronograma desta temporada é de 21 GPs, incluindo a primeira rodada tripla, com Miami devendo se juntar à programação na próxima temporada.

Mas com a Liberty também propondo um teto orçamentário, que acredita-se estar em torno da marca de 150 milhões (de dólares), os chefes de equipe acreditam que realmente precisarão gastar ainda mais dinheiro do que já gastam com pessoal.

“Você precisa olhar para a logística humana em grande parte disso”, disse Robert Fernley, da Force India. “20 corridas, estamos muito no limite para poder seguir com uma equipe de profissionais, uma equipe em movimento em particular”.

“Então, uma vez que você comece a se mover além disso, ocasionalmente podemos ir para 21 (GPs) e depois voltar para 19, podemos lidar com tudo isso, mas uma vez que você tenha uma quantidade sustentada de GPs indo bem além de 20, nós vamos ter que trazer equipes rotativas e há um custo enorme para isso”, explicou.

“Essas são as coisas que temos que olhar, então é preciso apenas dar uma olhada em como vamos fazer isso logisticamente. É bem capaz do ponto de vista do show, mas vai mudar a forma como nós, como equipes, operamos”, acrescentou ele.

Este é um sentimento ecoado pela vice-chefe da Williams, Claire Williams, que acrescentou que após duas corridas chatas, a F1 também corre o risco de saturar a marca. “Do ponto de vista humano, é difícil para os nossos colegas que estão tendo que gastar uma quantidade tão grande de tempo longe de casa”, afirmou ela.

“Talvez desenhando o calendário, começando mais cedo e terminando mais tarde, dê mais uma pausa, mas na verdade tira o tempo que temos para construir nossos carros durante o inverno, e também dos caras passarem bons momentos em casa com suas famílias no inverno”, prosseguiu.

“Do ponto de vista dos fãs puramente esportivos, se é de um mercado saturado, então ótimo se tivermos mais provas, se pudermos ir a mais mercados, particularmente dentro da América, acho que isso seria crucial para o nosso esporte, mas se quisermos fazer isso então tem que fazer sentido financeiro e as corridas que vêm no calendário têm que aparecer porque estão pagando para fazer isso”, comentou.

“Não vejo por que as equipes devam participar de novas corridas por nada e, em seguida, o pote de fundo de preços se diluir ainda mais. Isso vai custar cada vez mais às equipes”, concluiu Claire Williams.

EB - www.autoracing.com.br

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