Cinco pilotos da Formula 1 para ficar de olho em 2013

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Os cinco melhores pilotos desta temporada da F1 – Sebastian Vettel, Fernando Alonso, Kimi Raikkonen, Lewis Hamilton e Jenson Button – somam 8 títulos e 111 vitórias em Grandes Prêmios ao longo de suas carreiras.

Em 2013, três jovens pilotos, um dos quais já venceu um Grande Prêmio, estarão em momentos críticos de suas carreiras tentando dar o próximo passo para a realização ou não de seu potencial. Dois outros pilotos com aspirações semelhantes incluem um nome familiar que parece estar ressurgindo como uma ameaça, e um talento adormecido com potencial inexplorado.

Todos eles terão algo a provar em 2013, que pode levar suas carreiras para um lado ou para o outro.

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Daniel Ricciardo

Seu ritmo impressionante de classificação e corridas consistentes em 2012 o marca como o potencial companheiro de equipe de Sebastian Vettel na Red Bull no futuro.

O jovem australiano conseguiu se classificar à frente de Jean-Eric Vergne em 15 das 20 corridas neste ano. Ao fazer isso, ele estabeleceu uma diferença média de 0,322 segundo sobre seu companheiro de equipe na Toro Rosso, a quinta maior diferença entre companheiros de equipe em 2012. Seu desempenho mais espetacular veio no Bahrain, onde foi um segundo mais rápido do que Vergne no Q1, e deixou para trás Sergio Perez e os pilotos da Lotus para se classificar em sexto.

Embora Ricciardo tenha encontrado em Vergne um adversário muito mais formidável em corridas, ainda assim ele ficou à frente em oito das 15 corridas que ambos terminaram. Ricciardo marcou pontos em seis ocasiões em comparação a quatro do francês. Sua falta de erros foi notável, e ele só não conseguiu terminar uma corrida, devido a um problema no volante em Monaco.

O piloto de 23 anos de idade precisa mostrar que pode manter de forma consistente sua vantagem na classificação sobre eu companheiro de equipe aos domingos. Se ele conseguir fazer isso, deve melhorar significativamente sua 18ª posição na classificação de 2012, desde que a Toro Rosso seja capaz de entregar-lhe um carro mais competitivo.

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Sergio Perez

Dos cinco pilotos nesta lista, Perez certamente está na melhor posição para provar a si mesmo e ao mundo que faz parte da próxima elite de pilotos da F1. As estatísticas fazem uma leitura agradável para o jovem mexicano: Em 12 de 16 temporadas, desde 1997, ambos os pilotos da McLaren subiram no degrau mais alto do pódio pelo menos uma vez, enquanto o último piloto em tempo integral da equipe que não venceu uma corrida foi Martin Brundle.

Em Perez, a McLaren considerou ter o melhor substituto possível para Lewis Hamilton. O ex-produto da Ferrari demonstrou que tem velocidade para vencer, mas terá que mostrar capacidade de liderar a luta da McLaren pelas vitórias, caso Jenson Button sofra com o estilo do carro mais uma vez. Alguns podem argumentar que ele teve sorte de marcar seus melhores resultados em 2012. No entanto, sua capacidade de extrair grande ritmo dos seus pneus ao mesmo tempo em que os mantém “saudáveis”, é uma grande habilidade que tem muito pouco a ver com sorte.

Martin Whitmarsh, chefe da McLaren, deve trabalhar no combate “roda a roda” de Perez, que foi onde o mexicano perdeu pontos valiosos no Japão e Abu Dhabi, por exemplo. Se Perez puder trazer o carro para casa em uma base mais consistente, ele poderá emergir até como um candidato ao título.

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Pastor Maldonado
O potencial de Maldonado ficou claro para todos na sua vitória espetacular no GP da Espanha. O venezuelano desafiou as probabilidades, a recente pobre história de sua equipe e um determinado Fernando Alonso para marcar sua primeira vitória.

O ritmo sensacional de Maldonado é ainda mais realçado pela sua diferença média na classificação de mais de meio segundo entre ele e Bruno Senna, a segunda maior de todas (os pilotos da HRT tem a maior) este ano. Excluindo as penalidades no grid, o venezuelano chegou ao tiroteio do Q3 em 13 ocasiões.

No entanto, muitas vezes Maldonado não conseguiu converter posições fortes de largadas em muitos pontos, o que faz com que sua capacidade de correr contra outros pilotos permaneça sob sérias dúvidas. Depois de sua vitória em Barcelona, ele não conseguiu marcar um único ponto nas nove corridas seguintes. Seu problema nos treinos com Sergio Perez em Monaco pareceu ser um caso grave de descontrole e efetivamente arruinou seu fim de semana. Outra confusão com Perez em Silverstone viu mais pontos potenciais desaparecerem, enquanto um possível pódio foi perdido em Valência devido a uma colisão absurda contra Lewis Hamilton.

Em 2013, Maldonado pode não ser capaz de alcançar as alturas de Barcelona ou suas três ótimas posições de largada. No entanto, sua abordagem mais serena no final da temporada é uma boa plataforma para evoluir. Espera-se que ele amadureça bastante no próximo ano.

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Nico Rosberg

A ida de Lewis Hamilton para a Mercedes, finalmente dará uma oportunidade para todos verem o quão bom é Rosberg. Nico ainda não teve a oportunidade de provar a si mesmo contra um companheiro de equipe estabelecido. Alexander Wurz e Kazuki Nakajima foram carnes fáceis para ele, diriam alguns. Três anos ao lado de Michael Schumacher não o ajudaram em nada. Seus críticos argumentam que bater Schumacher não significou nada, dada as dificuldades de adaptação do sete vezes campeão à nova F1. E perder para um piloto nestas condições prejudicaria seriamente sua reputação.

Agora que Rosberg vai lutar contra Lewis Hamilton com equipamentos idênticos, ele finalmente tem a oportunidade de estabelecer-se como um dos melhores pilotos de sua geração. Sem qualquer sombra de dúvida não há um companheiro de equipe mais difícil que Hamilton, que venceu dois campeões do mundo com o mesmo equipamento.

Os sinais indicam que Rosberg pode provar a si mesmo. Afinal, o alemão raramente teve equipamento de ponta, mas tirou o máximo dele nas poucas oportunidades que se apresentaram, com uma vitória na China e o segundo lugar em Monaco. No entanto, mais por falta de confiabilidade do lado de Schumacher, Rosberg, indiscutivelmente não conseguiu convencer nos últimos dois anos contra um piloto que, apesar de ainda competitivo, demonstrou total falta de consistência.

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Felipe Massa
Depois de quase dois anos no deserto da F1, Massa de repente ressurgiu após a pausa de agosto. De lá até o final da temporada ele terminou entre os seis primeiros em todas, menos em duas corridas, uma das quais obtendo o 8º lugar em Cingapura, onde ele se recuperou de último após um incidente no começo da prova.

Além disso, Massa andou melhor que Alonso em várias ocasiões desde agosto. Cedeu sua posição em corridas para ajudar seu companheiro de equipe em pelo menos três oportunidades, duas delas somente no GP do Brasil. Em Austin, Massa se classificou três posições à frente de Alonso no grid, mas teve que largar de 11º depois que a Ferrari quebrou o lacre de seu cambio para ajudar Alonso.

Um momento notável no ressurgimento do brasileiro veio em Cingapura, quando ele executou uma de arrepiar os cabelos ao ultrapassar Bruno Senna. Depois de ter sido espremido no muro pela manobra defensiva de Senna, Massa mostrou grande habilidade para manter o controle de sua Ferrari na entrada do grampo. Surpreendentemente, ele não só evitou o acidente, como completou a ultrapassagem.

Aquela manobra indicou que Massa, mais uma vez, voltou a apreciar sua tocada atrás do volante de um Ferrari. Apenas alguns dias depois, ele recebeu um voto de confiança enorme, quando soube-se que Sergio Perez, membro da Academia da Ferrari e um substituto potencial de Massa para 2013, tinha assinado com a McLaren. A equipe foi recompensada com uma série de performances que a ajudaram a conquistar o segundo lugar no Campeonato de Construtores, incluindo os dois pódios no Japão e no Brasil, seus primeiros desde o GP da Coreia em 2010. Um retorno às primeiras posições em 2013 é o que se espera dele.

AS - www.autoracing.com.br

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