Berger: F1 deveria ser uma ditadura

Gerhard Berger

A Fórmula 1 precisa retornar aos seus dias de ditadura, de acordo com o ex-piloto Gerhard Berger.

“O futebol não muda suas regras o tempo todo”, disse o austríaco ao jornal Bild. “Creio que os responsáveis pelas decisões estão tentando evitar o problema central e mostrar que eles têm algo a dizer”.

Segundo Berger, o principal problema são os carros.

“Primeiro, eles são pesados demais. Segundo, deveria haver uma tecnologia possível de ser dominada e paga por mais do que apenas duas ou três corporações gigantes. Terceiro, a tecnologia não deveria ser o fator decisivo, e quarto, um piloto deve conseguir vencer com um carro acima da média”.

Ele afirma que a culpa não é necessariamente da Liberty Media, mas das restrições do Pacto de Concórdia que vai até 2020. Porém, Berger está preocupado com o fato das conversas entre a Liberty, a FIA e as equipes a respeito de 2021 também não estarem correndo bem.

“Para mim, a pior coisa seria nenhuma decisão. Entendo a posição das grandes montadoras em relação aos motores, porque elas não estão erradas quando dizem ‘se nenhuma fornecedora nova vai entrar, por que mudar alguma coisa? Só custa dinheiro’”

Ele também disse que as fabricantes atuais obviamente são contra novas regras que abririam a porta para Porsche, Ilmor ou Cosworth entrarem e vencerem facilmente com investimentos menores e regras mais simples.

“É por isso que não pode haver acordo. Essas reuniões intermináveis em Genebra e Paris não levam a lugar nenhum. A F1 não pode ser uma democracia. Ela precisa ser uma ditadura com uma ou duas pessoas tomando as decisões. Nesse caso, Chase Carey pelos proprietários e Jean Todt como presidente da FIA”.

 

LS - www.autoracing.com.br

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